Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Passatempo Mochila Amster

A abertura da caça está quase a começar. Como todos os caçadores sabem, é um momento de intensa inquietude e ansiedade. Do despertar cedo, das longas viagens de carro com os cães, das jornadas de caça, do contacto com a Natureza, até aos almoços onde impera a amizade e o respeito. Parece que a vida torna a ter um novo brilho!

 

E como sabemos da importância que a caça tem para todos, a Loja Amster e o Blog Diário de uma Caçadora uniram-se para lhe oferecer um miminho, que estará em sorteio num passatempo.

Uma mochila Amster Verde, onde poderá levar todos os objetos necessários para as suas jornadas de caça; seja de caça menor, como de caça maior. Estas mochilas são bastante úteis e resistentes, com pele de lona e forro interior e impermeável. Tem também um aperto frontal para facilitar o transporte em terrenos mais apertados, com capacidade para cerca de 20/25 litros.

2300-thickbox_default.jpg

Para participarem no passatempo e ganhar uma Mochila Amster Verde no valor de 39,90€ + iva basta que:

1) Façam like no Facebook do Blog ;

2) Façam like no facebook da Loja Amster;

3) Partilhem o passatempo no vosso mural de Facebook;

4) Cliquem no link e preencham o seguinte formulário:

Formulário de participação

 

Boa sorte a todos Caçadores :)

 

* Passatempo a decorrer até à meia noite do dia 15 de Agosto de 2016, em Portugal Continental. Podem participar todas as pessoas, com idade superior a 16 anos. Os resultados serão publicados através do sistema random.org e o vencedor será logo contactado. A Mochila será enviada por correio.

 

 

A nova hierarquia da Sociedade Moderna

Vivemos numa Sociedade Moderna, liberal, democratizada; onde os valores se alteram constantemente. Para o bem ou para o mal alteram-se. A isso se chama desenvolvimento, talvez? Crescimento? Modernização? O conceito não é o mais relevante, mas sim as consequências disso mesmo. 

Há valores que não se podem alterar. Nem com modernizações, nem com crecimentos globais. Não podem! Um simples obrigada ou um simples por favor devem constar sempre! Um sorriso ternurento não pode faltar em diversas situações! Humildade e respeito muito menos! E a importância de um ser humano nunca deve ser rebaixada. 

E é aqui que quero chegar. A nova hierarquia da Sociedade Moderna conseguiu rebaixar o ser humano e conseguiu que este fosse menos importante do que os animais irracionais.

E o respeito e dignidade dos animais não é aqui posto em causa. Não o deve ser, nunca! Porque se somos bons seres humanos, nutridos de valores e educação, então saberemos respeitar os animais, no seu todo. E se formos bons seres humanos, nutridos de valores e educação, também saberemos respeitar um ser humano, com todas as limitações e defeitos que este possa ter.

E com esta nova hierarquia o animal assume o seu lugar no topo, seguido pelos humanos. A Sociedade Moderna não deveria ter permitido tal coisa. Não deveria ter permitido que o abandono dos idosos não fosse crime. É crime. É crime o abandono, seja ele de que forma for.

É crime abandonarmos os animais. Concordo que assim o seja! Quem não os pode ter, não tem. Seja física ou emocionalmente. 

Não é crime abandonar os idosos. Não concordo de todo! 

No outro dia, estava no Hospital de Santa Maria, nas urgências. A quantidade de macas com idosos era surreal. Mas isso é "normal", a lei da vida assim o dita - os idosos são seres mais frágeis e, consequentemente, necessitam de mais cuidados. O que me espantou, neste tal dia, foi uma idosa em particular. Estava frágil, demasiado frágil. Tinha os olhos fechados, estava pálida (muito pálida) e o corpo já não reagia a nenhum estímulo. Mas ainda era um ser humano, que merecia o respeito de todos. E, entre conversas de hospital, percebi que a tinham deixado ali, para irem de férias.

"Foi a filha que a deixou aqui", diziam. "O filho foi para o estrangeiro há muitos anos e não veio mais a Portugal. A Senhora ficou ao cuidado da filha. Mas esta tem uma vida muito ocupada e agora iam de férias. E só poderiam ir, se a senhora tivesse onde ficar. E deixaram-na aqui, alegando que teve uma queda num tapete. Voltariam no dia a seguir... Até hoje!"

Chocante? Desumano? Claramente que sim. Mas, o mais desumano, para mim, é que nada acontece. Porque não é crime. Porque a nova hierarquia da Sociedade Moderna assim o ditou. Mas se esta senhora tivesse abandonado o seu cão, para ir de férias (um ato desumano, é claro) teria outro tipo de consequências, porque é um ato criminoso. Porque a nova hierarquia da Sociedade Moderna assim o ditou.

 

Caminhamos para o abismo? Serão as coisas assim tão lineares? É preciso olharmos para dentro de nós, para um órgão pequenino, que se chama coração e percebermos se ele ainda poderá ter batimentos suficientes que possam levar ao amor, ao respeito, à compaixão, e à dignidade.

ML.

idosos_3.jpg

 

 

Não ao abandono!

abandono-de-animais-640x375.png

E começo o dia com as lágrimas a escorrerem-me...
Como é possível alguém ser tão cruel? Sabemos que o abandono ainda é frequente na nossa Sociedade. Mas porquê? Porque eles ficam grandes demais... Ou porque não têm onde os deixar nas férias... Ou porque agora descobriram que são alérgicos ao pêlo do cão... Ou porque já não têm mais condições para os ter...
Mas então não os tenham! Nunca!
É cruel demais... No entanto, também estou certa que a vida encarregar-se-á de mostrar que estes actos têm consequências... E talvez a consciência fique mais pesada e o coração mais dorido... Principalmente, quando eles nos "salvam a vida"... E bem mais vezes do que imaginamos!

 

Fica aqui o link do vídeo para verem:

https://www.youtube.com/watch?v=Ss8yB3kways 

Festejos do Europeu numa Noite de Lua Cheia

Portugal tinha ganho o Europeu há dois dias atrás... A festa ainda era muita, a felicidade estava estampada na cara de toda a gente e os sorrisos coloriam o dia a dia, nas cidades e no campo.

Depois de mais um dia de trabalho cansativo, saí à pressa com o objetivo de fazer uma espera. A lua tinha começado há pouco tempo e eu gosto particularmente deste mês para fazer esperas (apesar da transição cíclica da altura do ano, onde os javalis tendem a ir procurar os regadios, onde os milhos preferencialmente são o seu ponto forte nos próximos 2 a 3 meses). Apesar das melgas e mosquitos, o tempo quente também me dá um gosto particular, pois sofro muito com o frio.

Não tive tempo para mais nada e, portanto, meto-me à estrada rapidamente, com a alegria de quem teve a hipótese de sair da grande cidade e ir para o campo, no final da tarde de um dia de semana. Realmente a vida da cidade é tão entediante (pelo menos para mim, claro).

Cheguei, preparei tudo apressadamente e fui para o cevadouro, depois de ter visto o que se estava a passar. O Zé foi também comigo, e ficou a meu lado... Gostamos de caçar juntos e conseguimos moldar-nos às situações; isto porque duas pessoas a caçar juntas numa espera ou numa montaria é sempre mais difícil.

 

Sentámo-nos no chão, eu com a carabina a meu lado e ele com o monóculo, para ver o que ia acontecendo. Vimos duas lebres, que estavam a lavar-se, contentes e tranquilas; mas depressa se foram embora. Ainda tivemos tempo para presenciar raposas, que logo nos indicaram que estavamos bem colocados, pois nunca nos pressentiram. Foi um momento fantástico. Duas raposas jovens a brincarem uma com a outra e, de repente, ouvem-se uns guinchos. Uma das raposas tinha atacado um coelho e estava com ele na boca. Depois fugia da outra, para que não a apanhasse, nem lhe roubasse o coelho. Começaram à briga... Corriam e brigavam... Foi um dos momentos mais bonitos e raros que tive como caçadora. E são momentos destes que nos fazem querer sempre mais! E são momentos destes que nos fazem também perceber que isto é, efetivamente, a vida - a presa e o predador; a cadeia alimentar. E portanto tudo faz sentido, quando deixamos a Mãe Natureza atuar. Ela é perfeita e constantemente dá provas disso mesmo!

 

Olhei para o Zé, que olhou para mim e disse "Momento bonito este". Ambos sorrimos. Sabíamos que esta noite (ainda) de festejos da vitória portuguesa já estava ganha, também para nós. Continuamos a comentar tal situação e de repente ouço um barulho. Um daqueles instintos que tenho, o ouvir bem, ou ter uma certa percepção, não sei. Continuei a olhar para o Zé e disse-lhe apenas: está ali um porco. 

A noite já tinha caido e o Sol desaparecido do horizonte. Olho para o cevadouro, mas obviamente que não iria ver nada, estava ainda muito escuro. Coloco a arma à cara para ver o que se estava a passar e vejo um porco macho, sozinho. 

No entanto, uma situação insólita se passou. O Zé começa a tossir e a engasgar-se desalmadamente. Não estava a conseguir controlar e estava a ficar aflito. Ora, a minha preocupação claramente que foi ele e não o porco. E ri-me. Ri-me depois de perceber que ele estava bem, embora muito aflito. Ri-me porque estou ali para me divertir. Pensei que o javali tivesse ouvido e pressentido tudo isto mas, ainda assim, fui verificar e ele ainda estava a comer. Mas olhava constantemente para nós. Estava a pressentir. Contudo, caçavamos a 100 metros do cevadouro, o que com o vento a favor, atenuou toda esta situação.

Olhei novamente para o Zé e disse-lhe "calma, tranquilo" e novamente sorri. Pus a arma à cara e fiquei a deslumbrá-lo, como tento fazer com todos. Mas ele estava instável. Olhava muito para mim e eu sabia que tinha de me "despachar". Contudo, sentia-me ansiosa para disparar. Há dias em que estamos assim... E eu, depois de um dia extenuante no trabalho, de fazer tudo a correr, estava assim. Sentia-me cansada e a adrenalina é sempre muita e estava a mexer comigo. Retirei a arma da cara e respirei fundo. Coloco novamente a arma à cara, espero o javai colocar-se na posição que me dá mais confiança e disparo. Disparo, mas tinha a arma travada. 

E tudo re-começa novamente. Todo o trabalho de atenção e concentração teria de ser repetido. E tinha um javali que estava ligeiramente inseguro, a detetar qualquer coisa. Respiro fundo novamente. Mas não desisto. 

Coloco a arma à cara, outra vez. O javali está olhos nos olhos comigo. Poderia atirar-lhe já, mas tenho de estar segura ao máximo. Ele coloca-se na posição que prefiro e disparo. Depois de todos estes contratempos, disparo. E sinto-o a cair automaticamente, sem sofrer, sem sequer saber o que tinha acontecido.

Como digo muitas vezes, viveu feliz até ali, em liberdade e morreu "ainda mais feliz", porque não sentiu, não sofreu e não ficou ferido, como acontece em outras situações (por exemplo, nas indústrias alimentares).

 

E assim celebrei, de uma forma diferente, é certo, a vitória do nosso país no Europeu. Mais uma noite mágica de lua cheia, desta vez banhada a verde e vermelho!

ML.

 

Picture1.jpg

 

Carta à Família do Toureiro Victor Barrio

Custa. Custa muito...

 

Ninguém imagina a vossa dor! Ninguém poderá sequer falar sobre ela... Ver um filho ou ver o marido a morrer, em direto, na televisão, é deveras doloroso. Aliás, nem sei bem qual o termo que devo empregar. Será que doloroso basta, para tentar caracterizar essa dor?

Não sei. Mas sei que custa. Custa muito...

 

Saber que aquela foi a última vez que olharam para ele. Um olhar com sofrimento e ansiedade. A última vez que o viram a movimentar-se, a fazer aquilo que mais gostava, aquilo para que tinha nascido! Mas, quis o tempo, ou quis alguém superior, que o Victor partisse. E será que devem culpabilizar esse tempo ou esse alguém superior?

Não sei. Mas sei que custa. Custa muito...

 

Todos temos o direito à vida. E todos sabemos que a nossa passagem por esta mesma vida é curta, demasiado curta por vezes. Mas todos temos o direito à mesma. Por isso aboliram a prisão perpétua em Portugal. Por isso aboliram a pena de morte em Portugal (última data - 1976). Porque acreditavam que até as piores pessoas do mundo tinham direito à vida. E aquela tal força superior é que tinha o poder de decidir quando terminaria isso, não os cidadãos comuns. Se está certo ou errado?

Não sei. Mas sei que custa. Custa muito...

 

A dor é enorme, parece um abismo sem fim. É como se decidissemos saltar de uma pedra, que está bem no alto de uma montanha. Sabemos que custa saltar, porque não sabemos o que está lá em baixo. Mas temos de saltar, por algum motivo. No entanto, ao saltarmos, o fim não aparece. E o sofrimento, a dor e a tristeza são tantos que deixamo-nos ir e "seja o que Deus quiser". Se alguém deveria passar por isto? 

Tenho a certeza que não. Sei que custa. Custa muito...

 

É olhar para o mundo, que outrora teria um tom ameno e colorido, e hoje está repleto de escuridão. É olhar para as papoilas vermelhas no campo, que parecerem demónios negros a emergir do solo. É chegar a casa, à nossa casa, e sentirmos que estamos numa casa assombrada, que nunca pertencemos ali. É olharmos para o nosso prato preferido e sentirmos náuseas só de pensar em comer. É estarmos num estado total de exaustão e não conseguirmos fechar os olhos, nem por um segundo. É olharmos para todas as certezas que tinhamos e vermos, subitamente, que não há mais nada na vida, a não ser a dor. E que o hoje nunca mais parece ter fim...

 

E em jeito de conclusão, não poderia deixar de me referir àqueles que festejam a morte de uma pessoa. Seja ela toureira, agricultora, pescadora, política ou sem abrigo. Quem somos nós para celebrar a morte de alguém? Quem somos nós, cheios de telhados de vidro, para dizer que "sim ele morreu e todos os toureiros deveriam morrer"? Em que mundo estamos nós? E isto porque o animal irracional sobrepôs-se ao animal racional, o Homem. E porque a vida começa a ser tão linear e equiparada a uma brincadeira de crianças. A brincadeira da Barbie e do Ken, em que ditam quando querem que eles morram. No entanto, sabemos bem que as crianças nunca querem que os seus bonecos morram. E porquê? Porque a morte é assustadora e perder um ser humano ainda mais o é. E ninguém tem o poder de festejar isto. Porque essas mesmas pessoas que o fazem são, certamente, contra a pena de morte, não é? "Coitados dos pedófilos, coitados dos violadores... Todas as pessoas devem ter uma segunda oportunidade na vida". Poupem-me esta hipocrisia mundial que está a tomar umas porpoções descomedidas. 

NINGUÉM pode ter a coragem de se dirigir à morte deste Homem como estão a fazer! Já não há respeito, já não há valores, muito menos creio que haja sentimentos... O mundo está mesmo ao contrário, mas será que alguém já reparou?

E portanto, dirigo-me a vocês, família do Victor Barrio, somente para vos dizer que sei que custa. Custa muito... Mas também sei que ele irá olhar por vocês, todos os dias, e dar-vos força para seguirem este caminho, a que muitos chamam Vida, mas a que poucos valorizam e respeitam!

ML.

 

Os Caçadores de Elite... E os outros...

Todos nós somos diferentes, é um facto. Todos nós temos estilos de vida diferentes e todos nós temos o nosso próprio caminho definido e caraterizado pelas nossa educação e valores, pelas nossas experiências e acontecimentos de vida e também pela nossa própria personalidade. Esse caminho dita, sem dúvida, aquilo que somos e o que fazemos neste mundo real. 

Nem todos nascemos em berço de ouro; nem todos nascemos com uma "educação de ouro". Onde quero chegar com isto? Às diferenças sociais e económicas patentes na nossa sociedade.

Mais concretamente, às diferenças sociais e económicas entre os caçadores. É uma verdade já constantada por todos, mas terei de escrever sobre a mesma. Principalmente porque poucos são aqueles que se expressam, pelo menos da maneira que queriam.

E então escreverei a todos aqueles que me quiserem ouvir. Direi a todos esses que me quiserem ouvir que nem todos os caçadores são iguais e que nem todos os caçadores têm posses económicas para serem caçadores.

 

Hoje em dia, como bem sabemos, ser caçador é um luxo. E ter caçadas em determinados sítios, sob determinadas espécies, luxo maior o é. Mas para isso é necessário ter-se algumas poupanças, ou um ordenado mais recheado ou ainda alguns conhecimentos... Ou jogos de interesse. Este é o mundo da caça, infelizmente (ou não, quiçá...).

Muitos se pavoneam...

" O animal que cacei" (mas que não posso ajudar a esfolar, para não sujar as minhas calças caríssimas);

"O troféu que consegui" (mas que foi obtido num cercon, em que o objetivo é puramente matar);

"A montaria trés chique a que fui" (mas em que não ajudamos a carregar os javalis, isso é trabalho dos matilheiros);

"O jipe topo de gama que adquiri" (mas que não pode carregar raposas, para não se encher de pulgas);

"As perdizes e faisões que "cacei" numa largada" (mas que paguei muitos e muitos euros para ir).

 

(...)

 

A história continua! E são estes senhores e estes jogos de interesses que prevalecem, em grande escala, no nosso mundo da caça. Todos os dias me deparo com alguns exemplos e fico triste. Porque a caça é um modo de estar na vida, mas que devemos levar com a maior humildade possível! Porque a caça deveria ser para todos... 

E depois sei que há caçadores, que vivem para a caça, e que vão fins de semana consecutivos caçar, para a sua ZCM, e se virem uma peça de caça num mês talvez seja muito... E quem os defende a eles? Quem defende os direitos destes homens que pouco têm? 

Os políticos? Os nossos representantes no mundo da caça? Não creio... Há casos concretos de pessoas que deixaram de ser caçadores porque a licença era cara demais... Porque os custos associados ao porte de arma eram caros demais... Muitos entregaram as armas na Polícia e deixaram de caçar... Quiçá deixaram de ser felizes! Estas mesmas pessoas não merecem caçar? Devem cingir-se aos interesses políticos e monetários da Sociedade? Infelizmente têm de o fazer...

 

Porque a Caça começa "de baixo". Começa no caçador antigo, vindo de um meio rural, que muitas vezes não sabia ler nem escrever. É certo que evoluimos bastante (e em muitas situações para melhor); mas... Há pormenores que não podem ser esquecidos. Antes todos eram livres! Mas uma grande percentagem defende que deveria ser tudo coutado. E aí a caça é dos donos da terra. Com a crise económica instalada, muita coisa decaiu no nosso País. A caça foi uma delas; assim como os caçadores.

Mas talvez houvesse esperança para todos sermos iguais, se todos os políticos também o fossem e se no mundo da caça as coisas também o fossem! Um assunto deveras complexo, conduzido quase sempre por políticos que nunca perceberam nada de caça e que jogam com a mesma para o orçamento de estado.

 

E enquanto as vaidades existirem, enquanto a humildade entre caçadores não prevalecer... Os "mais fracos" são esquecidos, porque infelizmente o dinheiro ainda paga muita coisa! E por tudo isto a Caça vai perdendo... Todos os dias... E perdeu caçadores puros! Caçadores que têm a caça a correr-lhes nas veias! Caçadores que vêm do mundo rural, tal como referi anteriormente, que têm como vida o campo e os animais mas que se cansam de lutar! Arrumam o estojo; porque nunca serão caçadores de laboratório, caçadores com posses monetárias ou caçadores de facebook e portanto desistem, porque já não conseguem lutar mais contra tanta burocracia e exigências monetárias. Porque ninguém ainda lhes disse com garra e confiança "Não desistas!"

ML.

mundo-rural.jpg

 

hgh.jpg

 

afc-museu-mon-rural02.jpg

DSC05301.jpg

 

 

Noviembre.jpg