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Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Inauguração da Estátua de Homenagem ao Perdigueiro Português

"No dia 11 de Novembro de 2016 (6ª feira-feriado municipal em Torres Vedras) pelas 10 horas no Parque do Choupal em Torres Vedras (saída 8 – Torres Vedras - centro da A8) irá ter lugar a inauguração da estátua de Homenagem ao Perdigueiro Português.

Uma oferta do Criador Canil de Torres (Américo Rodrigues/Jorge Rodrigues) à cidade, nesse acto representada pelo Presidente da Câmara Municipal e vereação.

A obra, da autoria de Mestre Augusto Cid, visa perpetuar no bronze e em local condigno, esta milenar jóia viva do nosso património genético, histórico e sócio-cultural."

 

Um GRANDE obrigada ao Canil de Torres, por todo o trabalho que têm feito pelo perdigueiro português!

 

 

8 razões para comer carne de caça

Quando pensamos no que vamos fazer para o almoço ou para o jantar depressa nos vem à ideia frango, vaca, porco ou peru. Estas são normalmente as opções mais recorrentes no dia a dia. Contudo, há uma panóplia de alternativas, nomeadamente a carne de caça. 

Como escrevi outrora, muito mais saudável, sem hormonas nem antibióticos. Em toda a Europa a carne de caça começa a ganhar uma grande relevância e a ser cada vez mais procurada pelos consumidores, seja em supermercados ou em restaurantes. 

Grandes chefes de cozinha apostam cada vez mais neste tipo de carne. E Chris Knights, chefe executivo da Young´s e da Geronimo Inn´s (pubs muito conhecidos no Reino Unido), juntamente com Chris Sole, caçador, juntaram-se para explicar às pessoas a importância da carne de caça na rotina alimentar.

E eis que surgem as 8 razões para comermos carne de caça:

 

1) Carne com pouco teor de gordura

A carne de caça tem pouco teor de gordura, principalmente quando comparada a outros tipos de carne. Isto porque não foi submetida a uma reprodução seletiva para aumentar a gordura. Os animais de caça têm, portanto, uma alimentação mais saudável e mais natural, sendo também mais ativos fisicamente.

 

2) É uma carne rica em ácidos gordos Ómega 3

Quando falamos em Ómega 3 depressa nos remete para o salmão; contudo a carne de caça (ex. veado) é rica em Ómega 3 e Ómega 6. Ambos estes ácidos são componentes essenciais das membranas celulares. Cada vez mais os estudos demonstram que os ácidos gordos Ómega 3 apresentam um papel protetor contra doenças cardíacas fatais e efeitos anti-inflamatórios. Simultaneamente existe um crescente interesse no papel dos ácidos gordos ómega 3 na prevenção da diabetes e de determinados tipos de cancro.

 

3) É fácil de preparar

Para a pessoa que compra a carne de caça no talho isso não é problema, pois vem tudo já preparado. Os animais vêm esfolados ou as aves depenadas e o consumidor comum não tem de se preocupar com isso. Hoje em dia já há opções de bifes de veado ou de alheiras de javali, por exemplo. (Mas é certo que ainda são poucos os talhos que oferecem estas opções).

 

4) Pegada de Carbono baixa 

Todos os dias, através das nossas atividades e rotinas habituais, produzimos dióxido de carbono que é libertado para a atmosfera – a nossa pegada de carbono ou carbon footprint. Esses gases de efeito estufa detêm o calor na atmosfera do planeta o que, por sua vez, contribui para o aquecimento global, que tem efeitos prejudiciais sobre o meio ambiente, a vida humana e animal. 

Ora, estes animais estão em liberdade e não são produzidos em indústrias alimentares, onde a grande produção e o lucro são o mais importante e, consequentemente, onde a pegada de carbono é enorme. 

Ao comermos carne de caça, a pegada de carbono é relativamente pequena, pois do campo à mesa, o caminho é curto...

 

5) Conservação e Sustentabilidade

A caça desempenha um papel fundamental na gestão das populações de animais e, sem esse trabalho cinegético, muitas populações teriam desaparecido e outras aumentado para níveis insustentáveis. 

 

6) Carne sem antibiótico

Ao comermos carne de caça, sem antibióticos, estamos a contribuir, e muito, para a nossa saúde. Por vezes, sem nos apercebermos e sem querermos, estamos a ingerir micro doses de antibióticos e outros químicos através da cadeia alimentar. É preciso, cada vez mais, ter cuidado com o que se come; alimentos produzidos em escala industrial como carnes e leites podem ser muito nocivos para a saúde.

 

7) São animais livres

As espécies cinegéticas são livres. Andam por onde querem, comem aquilo que caçam; ao invés dos animais de indústrias alimentares, que comem o que lhes dão, nas doses que lhes dão e estão confinados ao espaço que lhes dão.

São animais que trabalham os músculos e isso torna a sua carne ainda mais saborosa.

 

8) É uma carne versátil

Muitas pessoas não compram carne de caça porque não sabem como fazer ou o que fazer. Não têm receitas e não se querem aventurar. No entanto, já há muitos chefes, inclusive em programas televisivos, a confecionarem este tipo de carne. Podem usar a vossa imaginação e fazer imensas receitas diferentes, com hidratos de carbono ou com legumes.

Brevemente, este blog irá ter várias receitas de carne de caça.

 

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O bramar de um sonho

Como já saiu na Revista Caça e Cães de Caça toda a reportagem da aproximação ao veado, já vos posso contar o lance e os momentos magníficos que vivemos. Aqui fica...

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“Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida, que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança”, António Gedeão.

 

Creio que não há melhor forma de começar esta nossa aventura com uma das coisas mais importantes da vida: os sonhos. E é graças a esses sonhos, a esta forma de estar na vida que conseguimos ter estes momentos tão puros e tão felizes.

 

Sábado chegamos ao Rosmaninhal e fomos recebidos num ambiente muito caloroso, onde depressa a amizade e companheirismo tornar-se-iam alicerces fundamentais do nosso fim de semana.

Ao fim da tarde partimos para o campo, onde iríamos tentar fazer uma aproximação aos veados. Tudo isto era novo para mim. Este tipo de caça, este tipo de espécie cinegética, estes terrenos do Rosmaninhal e até a arma que iria atirar.

Neste tipo de caça é fundamental termos um bom guia, confiança em nós próprios, naquilo que fazemos e, acima de tudo, a sensibilidade que deve estar patente nos caçadores. Sensibilidade essa que nos permite caçar e sonhar, simultaneamente.

Eram 18:30h e, ao ir até ao local indicado, vejo 2 fêmeas e 1 vareto deitados, ao lado da estrada. Poucas foram as vezes que vi estes animais ao vivo, principalmente em liberdade. E é uma imagem indiscritivel, que depressa nos leva aos tais sonhos que temos…

Chegamos ao local, e depois do guia me ter explicado várias coisas acerca da 300 Magnum com que iria atirar, ficamos atentos ao bramar de algum veado macho na zona; enquanto trocavamos também breves impressões para que a estratégia fosse meticulosamente preparada. De seguida, foi tempo de partir, pé ante pé, com os sentidos apurados, até o bramar do veado que soasse mais próximo. O tempo seco, a chuva que ainda não tinha caído, tornou este nosso trajeto muito complicado. O barulho que fazíamos era demasiado vigoroso, com a agravante de serem três pessoas a deslocar-se.

 

O sol começava a pôr-se no horizonte, para dar lugar a uma lua cheia, grande e brilhante que, ao crescer, iria iluminar-nos e brilhar para nós. Olhei para a lua. Sabia que era uma das únicas coisas que partilhavamos e que todos os veados bramariam para ela.

 

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Avistamos algumas fêmeas e ouvimos veados a bramar. Realmente os sonhos podem ser vividos de forma tão intensa e não precisamos de muito. Muitas vezes digo que precisamos apenas dos 5 sentidos para sentirmos que estamos vivos e que, efetivamente, podemos ser felizes. Neste momento, a audição encheu-me o coração por completo e tinha a minha noite preenchida.

 

Um jantar fantástico nos aguardava, preparado pelo Srº Rolo, numa herdade soberba, com pormenores que nos fazem sentir em casa; desde os quartos, à sala e à cozinha. Mais uma vez, mesma a estas horas, sabiamos que estavamos num fim de semana cinegético, tal era a simpatia, a genorosidade e a amabilidade desta gente. Relatos de caça, histórias antigas e questões sobre o futuro da caça foram debatidos, numa mesa que primava pela felicidade.

 

Sábado. 5:30 da manhã. O despertador toca. Acordo num ápice, como em todos os dias de caça. A ansiedade e o ligeiro nervosismo já me tinham particularizado a noite, e certamente me iriam perseguir ao longo do dia.

Comemos qualquer coisa rápida, porque àquela hora não conseguimos encher o estômago, que também ainda está um pouco adormecido. Sentei-me na carrinha e olhei pela janela, contemplando a lua cheia, que iluminava toda a Natureza. Parecia que não estava cansada, que ainda poderia estar ali horas e horas…

Chegamos ao local. Este mesmo local onde tínhamos estado ontem. Ouvia-se o bramar dos veados ao longe, mas de forma distanciada. O auge da brama naquela zona tinha sido há sensivelmente oito dias, contou-nos o proprietário Srº Rolo. Depressa nos fizemos ao caminho, hoje ainda com mais tacto, pois saberíamos que um pé em falso poderia pôr toda a caçada em risco. Novamente pé ante pé, com todos os sentidos apurados, tal como se fossemos cães de parar. Tensos, mas felizes, teríamos de descobrir onde estava a peça de caça.

De arma às costas, de binóculos ao pescoço e de coração a palpitar lá íamos nós. Novamente três pessoas que se deslocavam muito juntas, de forma muito silenciosa e que, de vez em quando, tinham de parar e contemplar, com os binóculos, se os veados estariam por ali. Uma coisa que é fulcral e ainda não referi. Estavamos numa propriedade aberta, ou seja, toda a dificuldade era totalmente diferente porque, caso houvesse alguma oportunidade, seria somente essa mesmo. Que poderia ser bem aproveitada ou não e, caso não fosse, não haveria outra, pois os veados fugiriam todos, livres e destemidos.

Andamos durante algum tempo. Os segundos tornam-se minutos. Os minutos transformam-se em horas e as horas em longos dias, daqueles que teimam em acabar. O Sol começava a nascer e a lua teimava em pôr-se. As cores do céu eram muito mais do que o mero azul turquesa. Entre vermelhos, amarelos e laranjas, e entre os verdes e castanhos da Natureza, tudo encaixava na perfeição. E aqui pensei “se a perfeição existe, tenho a certeza que é aqui, neste sítio, a esta hora”.

 

Chegamos ao sítio onde o guia tinha mais esperança. Todos os anos os veados costumam estar por ali. Colocamos os binóculos e, de forma minuciosa, vimos todos os cantinhos; mas neles não estavam lá.

 

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O guia olhou para nós, um tanto ou quanto cabisbaixo e disse “é a primeira vez que não vejo veados aqui. Isto não vai ser fácil”. Poderia ter desmoronado, ficado triste; mas não! Todos aqueles momentos ali vividos já me tinham realizado muitos sonhos. Porque para sonhar não precisamos de muita coisa. Pelo menos eu não. E, no meio de tudo isto, ouvimos um bramar forte e intenso, aproximadamente a 300 metros num vale! Serão coisas do destino? Serão obra de Deus ou de alguma força superior? Ou apenas sorte? Não sei o que lhe chamar; o que é certo é que, de repente, o coração palpita ainda com mais intensidade e a tal ansiedade e ligeiro nervosismo começam a ficar cada vez mais intensos. Outro bramar. Depressa colocamos os binóculos e vemos o que se poderá estar a passar. Avistamos três fêmeas, que apareceram na linha do horizonte, num cabeço limpo a virem na nossa direção, muito devagar, a caminho do encame no mato, e que vinham comendo as últimas filhas da madrugada. Ficamos atentos, pois ouviamos um bramar de um veado na cova por trás. E, passados uns segundos (aqueles segundos que parecem horas), aparece uma imagem deslumbrante. Um veado grande e bonito, no cimo da serra, tal e qual como nos filmes. Até que percebemos que está um veado grande e muito bonito no cimo do vale, tal como nos filmes. Uma posição imponente, com umas hastes grandes que se destacam no céu azul, a cabeça erguida e um bramar acentuado. E esta é mesmo daquelas imagens que valem mais que mil palavras…

Sabíamos que nos teríamos de aproximar! Era um bom veado e uma oportunidade que não deveríamos perder, apesar de ser muito difícil. Começamos a andar, sem fazer o mínimo barulho; mas era tão difícil. A ansiedade era cada vez maior, assim como aquele ligeiro nervosismo. De repente, ouvimos novamente o bramar ao nosso lado, mas que desvalorizamos, pois já teríamos o nosso “alvo” em mente. Vemos um veado ainda com hastes pequenas, a sair pela encosta acima, de forma veloz. Tinha dado connosco e isso era um mau indício. Estavamos já mais perto do “nosso veado” até que, fomos brindados novamente pela sorte, pelo destino ou por outra coisa qualquer. O guia aponta para o nosso lado esquerdo, onde estava um veado muito bom, com umas hastes lindas, a cerca de 160 metros. Ele só me disse “é aquele. Tem calma. Tens tempo”. E num ápice, as emoções conseguem dar cabo de nós. Aquela tal ansiedade e aquele tal ligeiro nervosismo depressa se apoderam de mim e são eles que vão resolver esta caçada, porque sinto que são bem mais fortes do que a calma e imperturbabilidade que poderia ter naquele momento e que nunca terei. E sei que aqui não há tempo para olhar bem, para respirar fundo uma e duas vezes, para pensar nisto ou naquilo. Não há tempo! Aqui os minutos viram, sem dúvida alguma milésimos de segundos e qualquer falha pode ser “fatal”.

 

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O guia foi essencial para que eu conseguisse fazer o que fiz, sem dúvida alguma. Depois de colocada a carabina em cima do apoio, eu aponto para o veado, de forma muito rápida. Sinto que tremo por todos os lados e que não estou 100% segura. Ou consigo acalmar-me ou alguma coisa pode não correr bem. Olho, ele está na posição ideal para eu atirar. É lindo este animal! Meto o dedo no gatilho e, suavemente, disparo. Ele cai. Ouço “acertas-te, mas faz outro tiro”. Olho, sem ser pela mira. Tenho de olhar com olhos de ver. Ele levanta-se. Eu aponto-o novamente, agora noutra posição e disparo novamente. Tudo isto é passado com muita tensão, muita ansiedade e nervosismo. Mas, no fundo, com uma adrenalina enorme. Aquela adrenalina que nos chega para dizer que estamos vivos e que, naquele momento, somos as pessoas mais felizes do mundo.

O veado cai. E fica no chão. Esperamos cerca de 5 minutos. Falamos do lance, do tiro, do que fazer, do veado que é… Mas esta conversa ainda não é real para mim! Tenho de ir ter com ele. Tenho de o ver. Tenho de ter a certeza que isto é o bramar de um sonho.

Começamo-nos então a aproximar. Eu ia à frente, transportando a arma, como se esta fosse o nosso escudo de salvação. E, no fundo, caso acontecesse alguma coisa seria ela a resolver, sim! E eu! Estava nervosa. Tudo dependeria de mim e daquela arma. E, envolta nestes pensamentos, vejo o veado a levantar-se, com muita dificuldade e a fugir. Nem estava a acreditar que esta aventura ainda não tinha terminado e que ainda teria de aguentar o meu coração durante mais algum tempo. Olho para o guia que me diz que teremos de avançar rápido para acabar com tudo isto. Desta vez fui eu e o guia apenas. O Zé ficou com os binóculos a controlar o veado, que a custo tentava fugir, muito ferido. Não tinha a noção do comportamento destes animais, mas são muito valentes e aguentam muito, tal como os javalis. Andamos apressadamente até termos o veado no nosso ponto de mira. Coloco a arma à cara para acabar com todo este sofrimento rapidamente. Mas vemos que o veado está “tranquilo” e que temos tempo de fazer um tiro mais calmo e seguro. Coloco a arma apoiada e encosto a cara, observando o veado pela mira. Este começa a querer subir a encosta, a custo. Olho e disparo automaticamente, sem pensar sequer. O veado dá um salto e cai com um último suspiro. E eu suspiro também, e as lágrimas começam a emergir. A emoção é tanta e tão forte que não consigo descrever mais nada. Somente dizer que tudo isto foi um bramar de um sonho; sonho esse que se tornou real!

Obrigada! Um obrigada ao guia por tudo aquilo que me proporcionou e por toda a calma e confiança que teve em mim. Obrigada ao Srº Rolo, por toda a simpatia e todo o cuidado extremo que teve connosco. Obrigada ao Luís que foi também um grande companheiro. Obrigada ao Senhor que esfolou e cuidou do veado. E obrigada ao Zé, por ser o meu maior companheiro, por saber acalmar-me sempre nestes momentos, apenas com as palavras mágicas “tem calma, faz como sempre fazes, dedo suave no gatilho”. És uma peça fundamental nestes sonhos que têm comandado a nossa vida.

ML.

 

 

 

 

Taxa no chumbo e o fim da Caça?

Muitos dizem que os portugueses são uns insatisfeitos por natureza. Nunca nada está bem; tudo é visto de forma negativa, tudo tem um lado sombrio... Talvez os Senhores Políticos estejam também habituados a este discurso e, por tal motivo, pensam que podem conduzir as marionetas (o povo) da forma que querem. E nós, povo que tanto fala mas pouco faz, deixamo-nos ser comandados por quem quer comandar. Podemos protestar, mostrar o nosso desagrado, ficarmos profundamente ofendidos; mas no fim os manuseadores de marionetas conseguem sempre um final feliz (para eles, claro).

 

Isto vem a propósito do novo imposto sobre as munições, aprovado no Orçamento de Estado; em que a contribuição de mais 2 cêntimos por cada munição aplica-se aos "produtores ou importadores de munições com sede ou estabelecimento estável no território de Portugal continental, bem como os adquirentes de munições a fornecedores com sede ou estabelecimento estável noutro Estado-membro da União Europeia ou nas regiões autónomas".

 

Eles decidiram! Nós iremos arcar com isto. Sem mais nem menos. Manifestando apenas o nosso desagrado nas redes sociais, em comunicados que não levam a nada ou simplesmente falando uns com os outros. O descontentamento é geral, como todos sabem e a cada dia que passa estas marionetas, que somos nós, estão mais cansadas e decepcionadas.

 

Agora vamos por partes Senhores Governantes. Estamos num país livre e democrático, em que a igualdade para todos impera, tal como um certo partido político anuncia nos seus cartazes, colocados em vários pontos do país. Então vamos debater sobre essa tal igualdade. Igualdade para trabalhadores rurais e trabalhadores citadinos, haverá? Igualdade para caçadores e para não caçadores, haverá? Certamente que não! Porque é que nos sacrificam assim tanto, Senhores Governantes? Será algum ódio de estimação criado outrora? Ou será que a palavra caça e caçadores vos dê tanta comichão que têm de fazer tudo para acabar com a mesma? 

 

Mas aqui uma das vossas marionetas, que por acaso até é caçadora, vai-vos explicar uma coisa. Acabar com a caça talvez não seja assim tão benéfico, como pensam! E sabem porquê? Porque há muita coisa envolvida. 

Mas vejamos: 2 cêntimos por cada cartucho; 50 cêntimos por cada caixa e mihares e milhares de euros a mais (e tudo isto "apenas" por 2 cêntimos). Então vou admitir-vos. Conseguiram! Com isto muitos caçadores vão desistir, é certo. Parabéns! Mais uma medida que deu certo. Mas não se esqueçam das consequências. E repito: acabar com a caça talvez não seja assim tão benéfico, como pensam. E sabem porquê? Porque há muita coisa envolvida:

 

1) Há milhares e milhares de portugueses com ligações à caça, direta ou indiretamente. Caçadores, proprietários de terras, agricultores, lavradores, rendeiros, proprietários de animais, viticultores, silvicultores, toureiros, ganadeiros, forcados, armeiros, empregados de restaurantes e hotéis, seguros, famílias de todas estas classes que enumerei...  Acabam com a caça e quiçá algumas das marionetas se revoltem a sério. E quiçá também a revolta seja dura. Garanto-vos que a minoria que quer acabar com a caça sairá derrotada e todos sabemos disso... 

2) "Igualdade para todos"; "início da honestidade"; "preocupamo-nos com as pessoas"... E blablabla... Ou será que falam a sério quando dizem estas frases que nos enchem a alma de esperança e motivação para fazer uma cruz num quadrado com o vosso nome? Talvez ficassem demasiado mal vistos (mais ainda, sim). Isso poderá levar com que saiam dos partidos, com que recebam menos regalias, com que a vossa qualidade de vida diminua.

Mas vamos às coisas mais importantes: 

3) A ciência é exata e ajuda-nos a perceber determinadas coisas. Com os vários estudos científicos feitos nesta área temos a consciência e as provas exatas que acabar com a caça levará à extinção de animais e destruição de habitats, pois não há uma gestão cinegética adequada;

4) Acabar com a caça levará à destruição de plantações, de terrenos, de outros animais, de vidas de agricultores que apenas têm o que semeiam. Há efetivamente predadores que conseguem destruir isso tudo, como é o caso do javali. Ainda vos digo mais: se não controlarem esta espécie, irão ter situações ainda mais graves, como começarem a invadir as cidades (como acontece em outros países) e a atacarem pessoas. Não me parece que isso seja a melhor solução, não é? Sem caçadores e controladores, não os conseguirão deter!

5) Acabar com a caça levará ao desemprego de milhares de pessoas. Sim, é verdade! Muitas pessoas estão empregadas devido à caça e a tudo o que a envolve. Os números do desemprego irão ser maiores... Bem maiores... Talvez a Troika também não gostasse disso...

6) Acabar com a caça levaria a que zonas do interior ficassem ainda mais desertificadas. E o nosso interior é tão bonito. Talvez não saibam, porque a vida citadina sobrepõe-se a tudo isso! Cidades sobrelotadas, campos desertificados... Será esse o futuro de Portugal?

7) Os incêndios este ano foram um caos para o nosso país... Os membros do governos foram apontados a dedo pela população. "Não querem saber"; "não cuidam das nossas florestas e do nosso território"; etc. etc. Sem uma gestão cinegética adequada, ou sem a caça, os incêndios terão tendência a multiplicar-se. Multiplicam-se, no mínimo, os estragos, os gastos que terão, as vidas que poderemos perder... 

7) Esta vossa medida fará com que os caçadores vão a Espanha, por exemplo, comprar cartuchos (assim como atiradores desportivos), onde estes são bem mais baratos. Aproveitam e metem gasolina, que é também mais barata... Quanto aos armeiros, talvez fechem mesmo as suas lojas, pois chegarão à conclusão que a corda não vai esticar mais. E vocês perdem mais dinheiro...Ainda mais...

 

E, se ao invés de tudo isto, ouvissem as marionetas que aqui estão dispostas a fazer tudo para que esta situação se inverta? Estas marionetas poderiam, por exemplo, ajudar-vos a que a economia crescesse substancialmente com a caça. Vocês não a têm aproveitado. A caça gerou 16 mil milhões de euros em toda a economia europeia. Portugal é assim tão diferente? Não tem potencial? 

Ouçam as marionetas intituladas de caçadores. Se tudo fosse bem feito, a caça gerava milhões de euros, pois o potencial é enorme e isso está estudado, como bem sabem.

Nós temos os ingredientes necessários para que vocês façam a receita que dará de comer a muita gente e tornará muitas das marionetas felizes e contentes! Mas, sobretudo, que fará com que a nossa fauna e flora não sejam abandonadas, esquecidas e desprezadas. Porque sem os caçadores, o nosso Portugal rural acabará, com toda a certeza.

ML.

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Celebridades que também são Caçadores

Muitos se tornaram caçadores, depois de perceberem a essência da caça. Sem escolher estratos sociais, níveis académicos, sexo, faixa etária e a profissão de cada pessoa; a caça depressa abrangeu um vasto leque de apoiantes. 

 

E, neste sentido, também figuras públicas decidiram tornar-se caçadores. Por tradições familiares, por gosto pessoal, para um maior contacto com a natureza e os animais, para tornarem-se úteis num trabalho de gestão cinegética ou, simplesmente porque sim. 

 

Por mera curiosidade e porque é sempre engraçado saber, hoje mostro-vos algumas das celebridades que também são caçadores:

 

1) David Beckham

Recentemente saiu uma notícia que fala de uma caçada às perdizes que o antigo jogador de futebol David Beckham fez em Salisbury, Inglaterra, juntamente com o conhecido diretor de cinema Guy Ritchie.

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2) Eva Longoria

A conhecida atriz de "Donas de Casa Desesperadas" é caçadora e admite que já caçou muitos animais desde pequena, principalmente com o seu pai.

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3) Mark Zuckerberg

O criador do Facebook Mark Zuckerberg também é caçador. Refere mesmo que só come carne dos animais que caça, que tem o dobro do sabor. Recentemente, na sua página oficial, publicou um vídeo em que relata a sua paixão pela caça e pela Natureza e responde a algumas questões do público. 

 

 

 

 

4) James Hetfield

O vocalista dos Metallica é também caçador e não tem medo nenhum de o assumir. Protagonizou um documentário "The Hunt", no Alaska; indignando muitos dos seus seguidores.

 

 

 

 

5) Cayo Lara

Político do Partido Comunista Espanhol, afirma que caça coelhos, perdizes e lebres em zonas municipais, a que qualquer caçador pode aceder. A caça menor faz parte das suas raízes, segundo Cayo. Diz ainda não gostar da caça maior e que não vai a caçadas em que se tem de pagar muito.

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6) Roger Waters

O famoso cantor dos Pink Floyd é caçador também. Quando proibiram a caça da raposa no seu país, ripostou dizendo que era um atentado à liberdade dos cidadãos. Também o seu companheiro de caça, o famoso cantor Eric Clapton, afirmou que não podem tirar a liberdade de cada pessoa e que devem respeitar todas as opiniões. Ambos adoram a caça aos faisões.

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7) George W Bush e Bill Clinton

Ambos os políticos são caçadores e amantes da natureza e, sempre que têm oportunidade, afirmam que vão caçar.

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8) Tom Selleck

O famoso ator norte americano que protagonizou´, por exemplo, o filme "Três homens e um bebé" é um grande aficionado da caça. Vai ainda mais longe, promovendo campanhas que defendem a caça. É membro do Safari Clube Internacional.

 

 

 

 

9) Kate Middleton

Já todos sabemos da importância que a caça tem na Família Real Britânica. O rei D. Carlos, assim como os seus filhos Harry e William são caçadores e vão à caça sempre que podem. 

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10) Gordon Ramsay

O famoso chefe de cozinha Gordon Ramsay também é caçador. Até nos seus programas de televisão não esconde a sua paixão pela caça.

 

 

 

11) Madonna

A cantora pop mais famosa do mundo afirma que adora a caça e a espécie cinegética que lhe dá mais prazer atirar é aos faisões. 

 

 

 

 

12) Shaquille O´neal

O famoso jogador de NBA também é caçador. Diz que adora armas e o campo. Várias são as fotografias que demonstram a paixão de Shaquille pela caça.

 

 

 

13) Ségio Ramos, Pepe e Modric

Alguns destes jogadores do Real Madrid são também caçadores e muitos desconhecem esta paixão.

 

 

 

 

14) Miguel Induráin

O conhecido ciclista espanhol que ganhou cinco vezes a Tour de França é também um aficionado pela atividade cinegética. Afirma que adora montarias e que as suas espécies cinegéticas favoritas são o veado e o muflão. 

 

 

 

 

15) Avril Lavigne

Cantora canadense, fez sucesso com temas como "Complicated". E é também uma entusiasta caçadora. Conta que adorava acompanhar o pai e o irmão na caça, mas o irmão dizia-lhe sempre "tu és mulher e não podes vir connosco à caça".

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16) Miguel Sousa Tavares

E porque em Portugal também temos pessoas que caçam, deixo-vos o exemplo do jornalista e escritor Miguel Sousa Tavares. Um apaixonado da caça e das nossas tradições. Escreveu vários artigos onde fala sobre a caça e sobre o que é ser caçador, nomeadamente o texto "Apologia da Caça", publicado no Expresso, em 2015.

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17) Luís Capoulas Santos

O Ministro da Agricultura, Florestas e do Desenvolvimento Rural também é caçador. Salienta, em várias intervenções que faz, a necessidade de realçar o papel da caça sustentável como atividade fundamental na conservação e fomento dos recursos cinegéticos.

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18) José de Sousa Cintra

O famoso empresário português, antigo presidente do Sporting Clube de Portugal, Sousa Cintra, também tem uma paixão pela atividade cinegética. Muitos que o conhecem afirmam que tem uma pontaria belíssima e Sousa Cintra não esconde de ninguém a sua paixão pela caça e mundo rural.

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19) Manuel Alegre

O tão conhecido político e escritor Manuel Alegre é também caçador. "Não é por acaso que só me prendo realmente ao que poderia chamar as minhas armas: espingardas propriamente ditas, "gostei muito de caçar", canas de pesca (...)", afirma o escritor numa das muitas entrevistas que já deu. Autor do sucesso "Cão como nós", onde fala de um grande cão que teve e que lhe deixou profundas marcas, de raça Breton.

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Além destes famosos caçadores, acho que todos nós somos e seremos sempre famosos caçadores também... Pelo menos por tudo o que fazemos pelos animais e pela Natureza!

 

Caça gera 16.000 milhões de euros para a economia europeia

Durante a conferência "O valor económico da caça na União Europeia", celebrada no dia 27 de Setembro de 2016, no Parlamento Europeu, a Federação das Associações de Caçadores da Europa (FACE) apresentou um novo estudo, onde os resultados mostraram que a caça tem um valor de 16.000 milhões de euros para a economia europeia.

 

Como?

 

Sete milhões de caçadores europeus gastam anualmente esta quantidade em licenças, armas de fogo, munições, equipamento, viagens e coutos. A sua contribuição estende-se também à Sociedade, nomeadamente, na conservação da natureza. 65% do território é gerido por caçadores, nomeadamente com atividades de melhoramento do habitat, na redução de conflitos entre a fauna, controlo de predadores e ajuda no desenvolvimento rural.

Segundo este estudo, um caçador europeu dedica em média, por ano, 2400 euros de forma direta, milhares de horas de trabalho voluntário com um valor incalculável e ainda o que gastam indiretamente na caça.

 

Karl-Heinz Florenz, presidente do Intergrupo Biodiversidade, Caça, Campo, referiu que "a caça é um motor importante na economia rural e nacional em toda a Europa. Cada vez mais é importante reconhecermos isto. Há que reconhecer o papel da caça, que contribui para a economia rural, para a sociedade e para os países da Europa".

Renata Briano, vice-presidente do Intergrupo Caça, destacou também que "o impacto da caça nas economias nacionais e na economia europeia é decisivo e deve ser tomado em conta. Deve ser ainda integrado nas futuras políticas nacionais, relacionadas com a biodiversidade e o desenvolvimento rural". 

O presidente da FACE, Michl Ebner, acrescentou mais, dizendo que "(...) se tivermos em conta os gastos indiretos e o trabalho voluntário dos caçadores poderíamos ter um valor de 32.000 milhões de euros. Mas esta é uma estimação que requer mais estudos".

 

Claro que a caça é bem mais complexa, para medi-la "somente" em termos monetários. De facto, a caça deve ser também considerada um serviço ambiental, que produz benefícios para a economia, para o campo, o mundo rural, mas também para a sociedade em geral. Criam-se novos empregos alternativos sustentáveis, há um aumento da qualidade de vida e uma transmissão de cultura e tradições. 

 

O trabalho de conservação e gestão cinegética dos caçadores  tem um valor económico incalculável, que nunca se terá em conta em nenhum estudo científico.

 

ML.

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A importância e os benefícios da Carne de Caça

A preocupação com uma alimentação saudável e, acima de tudo, que seja o menos prejudicial à saúde tem levado a que cada vez mais portugueses optem por alimentos biológicos. Os produtos biológicos têm tido um crescimento muito acelarado no nosso país, à imagem de Espanha e Grécia. Só por curiosidade, em 1993, Portugal apresentava 3 mil hectares de área de cultivo biológico. Em 2007 (últimos dados disponíveis), já eram trabalhados mais de 233 mil hectares, segundo dados da UE. O nosso crescimento avalia-se ainda pelo salto de 73 agricultores, em 1993, para praticamente 2 mil. Em quatro anos (2004-2008), quase duplicou o número de produtores de animais, passando de 446 para 792.

 

Dados que depressa nos remetem para a importância que a população começa a dar aos alimentos sem químicos, sem pesticidas, sem antibióticos e sem hormonas. Ora, se isto é verdade para as frutas e legumes; o que dizer, por exemplo, para a carne? Todos nós temos conhecimento da realidade das indústrias alimentares e das hormonas e antibióticos que são utilizados e que entram no nosso organismo. Alguns estudos sugerem mesmo que isto pode ser uma das causas para o desenvolvimento de cancros. 

 

Mas... E se comessemos carne sem antibióticos e hormonas? E se comessemos carne como no Paleolítico? Hoje em dia a dieta do Paleolítico tornou-se, também ela, numa moda. Então onde poderíamos nós ir buscar este tipo de carne?À Natureza! 

 

Falei com uma nutricionista e pedi-lhe que me contasse sobre os benefícios da carne de caça e a importância da mesma na nossa alimentação e, consequentemente, na nossa saúde. E aqui vos deixo tudo o que me contou. Obrigada Drª Ana Filipa, pela preciosa ajuda!

 

Composição nutricional da Carne de Caça:

 

  • A alimentação das espécies cinegéticas é, sobretudo, feita de alimentos vegetais, como as bolotas, que enriquecem a peça com ómega 9 ou ácido oleico, importante no controlo da gordura saturada;
  • É uma carne pobre em alimentos processados (rações);
  • Sem ação hormonal de crescimento ou ganho de gordura (quanto menos processos tem, mais saudável é);
  • Glicogénio "saudável" (animais livres);
  • Relação de crescimento gordura/músculo dentro de valores saudáveis.

 

Benefícios da Carne de Caça:

  • Produto de alto valor biológico;
  • Menos gordura saturada e colesterol;
  • Ação bioquímica saudável - minerais, ómega e aminoácidos;
  • Saciante;
  • Pobre em hormonas de stress;
  • Pobre em açúcares;
  • Rica em ácidos essenciais;

 

A carne de caça é uma excelente escolha nutricional e mais saudável, pelas razões acima mencionadas. Devem ser carnes de animais adultos, porque as carnes de animais jovens ainda têm muito poder de ADN, essencialmente para formar o músculo, o osso e o crescimento orgânico. Para quem sofre de défice de metabolismo de ácido úrico, não deve comer carnes jovens, pois a digestão destas proteínas ainda com muito ADN traz mais ácido úrico - há uma precipitação de cristais de ácido úrico nas articulações, nomeadamente na articulação do dedo grande do pé.

 

Mais uma vez depressa nos apercebemos da importância da caça na nossa sociedade. O grande problema é que muita desta informação ainda é do desconhecimento geral. 

Mas...

E se comessemos só carne de caça? E se a caça ganhasse essa relevância no nosso país, tal como em tantos outros?

ML.