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Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Novo imposto sobre as munições chumbado

Uma boa notícia para a caça! 

Uma boa notícia para o tiro desportivo!

Uma boa notícia para os armeiros e lojas de armas e munições!

Uma boa notícia para a economia portuguesa!

 

PCP, CDS e PSD chumbaram em AR o "imposto bala" (contribuição de dois cêntimos por cada projétil), medida que o Governo tinha proposto para o Orçamento de Estado de 2017.

PS, BE e PAN votaram a favor mas o número de deputados (105) foi inferior ao número do PCP, PSD e CDS (122).

 

Os deputados estavam a votar as primeiras alíneas do artigo 192.º do Orçamento para 2017, que prevê a criação desta contribuição "sobre cartuchos de múltiplos projécteis cujo material utilizado contenha chumbo". A votação incidia sobre as alíneas A a F, que estabeleciam a quem se aplicava o imposto – aos importadores e aos consumidores destes projécteis.

 

Com este novo imposto, o Governo previa uma receita de 250 mil euros (in Público), contudo, pergunto-me se ganhariam este valor ou se não ficariam a perder... Isto porque muitas pessoas ligadas à área iriam comprar as munições aos nossos vizinhos espanhóis. Caso esta medida fosse aprovada, poderia ter "saido o tiro pela culatra".

 

Quando a sociedade começa a perceber a importância do sector da caça na economia, na gestão cinegética, na natureza e na conservação das espécies, as coisas levam um bom rumo! 

E com esta pequena vitória, a esperança de que tudo se torne num final feliz aumenta! Para os caçadores, mas principalmente para os animais! 

ML.

 

Caçadores reunem-se para ajudar o Salvador

No passado dia 26 de Novembro o Clube de Caçadores de Lagos, juntamente com o Clube de Caçadores de Aljezur e o Clube de Caçadores de Vila do Bispo organizaram uma prova de Santo Huberto - segundo troféu Costa de Ouro Homenagem ao Luís Albano. Paralelamente, esta prova teve também o intuito de ajudar o Salvador.

 

Mas quem é o Salvador?

Este menino lindo tem 7 anos e descobriu recentemente um Glioblastoma intramedular nível IV (doença muito rara) que neste momento não tem cura em Portugal. Mas como os pais são uns lutadores, decidiram que não iriam cruzar os braços e começaram a angariar dinheiro para irem ao estrangeiro pedir opiniões médicas e ver o que poderia ser feito e como poderia o Salvador curar-se desta doença. 

 

 

Assim, os caçadores, juntamente com os pais do Salvador, organizaram uma prova de Santo Huberto, em que todos os lucros revertiam para ajudar o Salvador. 

 

Foi uma prova fantástica. Uma prova em que os sentimentos principais eram o amor, principalmente entre pai e filho; e isso é das coisas mais bonitas. O Salvador acompanhou-nos durante o almoço e ainda tivemos a honra de ser ele a distribuir os prémios aos vencedores. Contudo, o maior vencedor daquela prova é, sem dúvida, o Salvador. Todos rezamos por vocês e temos a certeza que tudo vai acabar bem.

 

1º Lugar: Nuno Godinho

2º Lugar: Jorge Rosado

3º Lugar: Sérgio Fernandes

4º Lugar: Luís Delgado

 

 

No momento em que demos os resultados, as lágrimas escorriam, entre todos os presentes. Foi um momento de grande intensidade. Lágrimas de esperança e lágrimas de amor por vocês. 

Obrigada ao pai do Salvador, o Miguel, por ser um super pai e um super herói! Ter um filho é fácil, mas ser pai é uma missão muito especial, e não são todos aqueles que a conseguem alcançar.

Obrigada ao Salvador por ser o menino mais lindo do mundo e com uma força incrível! Tu vais conseguir, temos a certeza! Obrigada por nos mostrares o que é a vida e a importância das pequenas coisas.

 

Obrigada a todos os intervenientes, participantes, juízes, postores, cozinheiros e acompanhantes, que estiveram presentes neste dia e que ajudaram da forma que puderam o Salvador e a família!

 

ML.

 

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Caçador morre afogado ao tentar salvar o seu cão

Não aconteceu em Portugal, mas poderia ter acontecido. 

Esta notícia chega-nos do nosso país vizinho, mais concretamente entre Villaminaya e Sonseca. 

 

No dia 19 de Novembro o companheiro de caça deste espanhol de 53 anos caiu num poço, enquanto caçavam. Mal viu o seu cão em apuros, o homem não hesitou e mandou-se para o poço, para tentar salvar o seu cão.

O sobrinho do falecido, que estava a acompanhá-lo na caçada, viu toda esta situação e tentou, de imediato, ajudar o seu tio, mas não conseguiu fazer mais nada a não ser chamar o 112. O poço era bastante fundo e tanto o cão como o homem estavam já aflitos.

 

Quando a ajuda chegou, conseguiram retirar a água do poço mas, quando tiveram contacto com o homeme o cão, perceberam que ambos já se encontravam sem vida. Foram apontadas várias hipóteses para a morte deste homem, mas há a forte possibilidade de ter sido devido à baixa temperatura da água do poço que fez com que o caçador desmaiasse e, posteriormente, viesse a falecer.

 

Os sentimentos a toda a família e uma vénia especial a este caçador, que demonstrou ter um coração de ouro!

 

Agora pergunto... Serão os caçadores assim tão cruéis? Serão os caçadores assim tão assassinos? Serão os caçadores aqueles que maltratam os seus cães?

Será que todos teriam tomado esta posição? Talvez não... E creio que isto nos deixará a todos a pensar!

ML.

 

O verdadeiro bem estar animal

Claramente que temos de saber distinguir os animais dos humanos e não podemos colocá-los a todos no mesmo saco. Termos consciência e sermos racionais distingue-nos (e muito) dos animais irracionais. 

Por mais que nos custe, não podemos fazer do nosso animal de estimação um pequeno homem. Não podemos tratar um animal de estimação como tratamos um ser humano. Porque isso não é demonstração de amor, muito pelo contrário. 

Todos os cães têm uma funcionalidade e são felizes a fazê-la, por exemplo os cães de caça são felizes a caçar; os cães de guarda são felizes a guardar; os cães de pastoreio são felizes a conduzir os rebanhos, etc., etc. Tal como nós humanos. Todos temos uma função. Se nascemos para uma certa coisa, mas fazemos outra totalmente diferente, que felicidade é a nossa? 

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O bem estar animal é fulcral e toda a sociedade deve estar consciencializada para isso. Para o não abandono animal e para o não sofrimento animal. Mas o que é isso do não sofrimento animal?

É aqui que as opiniões se dividem!

Para mim, o não sofrimento animal não passa somente pela ausência de maus tratos. O não sofrimento animal é tão mais que isso. É conhecermos os animais, em todas as suas especificidades e sabermos o que eles necessitam, o que eles são como espécie e como se regem pela natureza.

 

Preocupam-se tanto com os cães, os leões ou os ursos (e com toda a razão, é claro), mas... E as formigas? As melgas? Os mosquitos? Ou as aranhas? Não há a mínima preocupação, ou pelo menos não a vemos em debate... Será que essa vida animal tem menos valor do que a vida animal dos animais felpudos?

 

E outra coisa... Escrevemos... Falamos... Condenamos... Julgamos... Mas... O que fazemos nós, em concreto? Sim... O que faz você para ajudar o bem estar animal? O equilíbrio da natureza? A gestão da pirâmide ecológica?

NADA! 

 

Somos somente politicamente corretos. E nada mais que isso. Escrevemos coisas. Gritamos para o mundo nos ouvir. Dizemos que o abandono é crime e que devemos pôr os animais em primeiro lugar. E que se não cuidarmos bem deles, somos horríveis como seres humanos. Não discordo. Mas pergunto, o que fazem vocês, na prática?

No terreno, no campo? Os vossos fins de semana são passados com os animais? Os canis de animais abandonados estão super lotados... Alguém os ajuda? Talvez com 20 euros ao fim do mês... Mas, e no terreno? Quem está lá para cuidar?

 

E os animais feridos no campo... Alguém abdica do seu fim de semana para os ir ajudar? Alguém fica debaixo de chuva torrencial e de vento forte, para cuidar de um bezerro doente? Alguém de vocês levanta-se às 6 da manhã de um fim de semana para ir ao campo, alimentar e cuidar das perdizes? Alguém tira 1 hora do dia para ir ao campo cuidar da situação do coelho bravo e da doença que o está a matar?

 

Quem se preocupa verdadeiramente com o bem estar animal?

Quem julga através de um computador? Ou quem é julgado, mas que não tem tempo para responder, pois está verdadeiramente preocupado com o bem estar animal?

 

Só quando a sociedade se unir e perceber o que é isto do bem estar animal e trabalharem todos no mesmo sentido, as coisas poderão alterar-se. 

 

Menos palavras, mais ação!

Pelo verdadeiro bem estar animal. Para que as espécies não acabem. Para que os animais possam ser felizes na sua liberdade e natureza.

"Porque o urso comerá sempre o cão..."

ML.

 

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Caça ao leão Cecil foi totalmente legal

Muito se falou e muito se escreveu sobre a morte do leão Cecil, no Zimbábue, em Julho de 2015. Walter Palmer, um dentista americano, participou nesta caçada no Parque Nacional Hwange, organizada por Bronkhorst.

 

Depois de um ano de polémicas, o Tribunal do Zimbabué retirou todas as condenações a Bronkhorst, o guia que acompanhou Palmer na caçada (de referir que Palmer estava completamente legal e não sofreu acusações). Chegaram à conclusão que a caça ao leão Cecil tinha sido completamente legal.

 

Sabemos que a caça legal e sustentada em África gera milhões, alimenta muitas e muitas pessoas e ainda serve para a conservação das espécies. Fala-se que a universidade que controlava o leão Cecil tinha pedido para o caçarem, pois faltavam já recursos vindo da caça legal.

 

Contudo, a comunicação social especula muito e tudo o que se escreveu provém de teorias fundamentalistas e de teorias que vendam mais e mais jornais. A verdade, essa, ficará para a quem quiser estudar e conhecer! 

 

 

Theo Bronkhorst, cazador profesional, a su llegada a los tribunales. / AFP

Caçar para comer!

Os caçadores não matam por matar! Todos os animais caçados por nós têm uma finalidade, nomeadamente, a nossa alimentação. 

Hoje trago-vos o exemplo de uma perdiz. A nossa espécie real, a perdiz vermelha, a rainha da caça menor.

E retrato assim a sua vida.

 

 

1) Em liberdade, a perdiz nasce, sendo criada pela sua reprodutora. A "mãe perdiz" defende as crias de forma exemplar, protegendo-as de todos os predadores.

 

 

 

2) No seu meio natural, a perdiz vai vivendo em liberdade. Alimenta-se, reproduz, protege-se dos predadores e é feliz! 

 

 

 

 

3) Contudo, esta perdiz um dia irá morrer, como todos os seres vivos. Seja por morte natural, seja por uma águia, uma raposa, ou pelo homem. A cadeia alimentar é bem patente - a perdiz alimenta-se de cereal (onde o há) e minhocas ou bichinhos que vivem na matéria orgânica do solo e, por sua vez, o homem alimenta-se da perdiz. 

E a caça é isto! Caçar para nos alimentarmos, tratando o nosso alimento com todo o respeito. Antes de tudo isto, temos um trabalho com os cães que procuram a perdiz e fazem aquilo que mais gostam e para que nasceram: caçar!

 

 

 

 

4) Depois do nosso cão detetar a presença de caça, é tempo de aproximarmo-nos e vermos o que poderá estar ali.

 

 

 

5) A perdiz está ali, sozinha. É tempo de pensarmos, termos todo o cuidado e atenção e atirarmos de forma certeira, para não ferir o animal.

 

 

 

6) Depois da perdiz cair, sem sentir absolutamente nada, pois teve morte instantânea, o nosso cão corre contente e feliz, para a ir cobrar (buscar a perdiz) e entregar ao seu dono.

 

 

 

 

7) É momento ainda do cão saltar para cima de nós, a agradecer-nos tudo isto. A agradecer-nos sermos caçadores e podermos dar-lhes estas oportunidades de também eles serem caçadores e serem os cães mais felizes do mundo, por fazerem aquilo que mais gostam e para que nasceram.

 

 

 

8) É tempo também de cuidarmos da nossa peça de caça e daquilo que iremos ingerir daqui a uns tempos. Prefiro sempre arranjar a peça no campo, mas isso parte de cada caçador. 

 

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9) Quando a quisermos comer, vamos lavá-la, arranjar e cozinhar. Os pratos podem ser muito variados; desde uma perdiz estufada, a uma canja de perdiz, para os dias mais frios de inverno. A imaginação pode levar-nos a fazer aquilo que quisermos! 

 

 

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Bom apetite!

E sintam-se felizes, por comerem carne sem antibióticos e hormonas. Uma carne saudável!

ML.

 

 

Verdadeiro Amor

 

E com eles aprendemos a amar. A amar de verdade!
Quando os deixamos sozinhos em casa, todos os dias e ainda assim nos recebem com a maior felicidade do mundo!
Quando estamos mais cansados e ainda assim eles compreendem e dão-nos esse espaço!
Quando estamos tristes e a primeira coisa que eles fazem é darem-nos lambidelas cheias de amor e compaixão.
E quando sentimos que, no fundo, eles vivem para nós sentimos também o que é o amor verdadeiro!
 
 

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Doença hemorrágica viral volta a ameaçar lince-ibérico e águia-imperial

Deixo-vos aqui a notícia que saiu ontem no Público, relativamente à doença do nosso coelho bravo. O grande problema que transmitem, parece-me a mim, tem a ver com o lince e com a águia. Com a doença do coelho bravo, estes ficam sem alimento. É certo. Mas então e a doença do coelho bravo? Isso sim é o grande problema! O "resto" são consequências óbvias.

E mais... Espero bem que o dinheiro que nós caçadores damos todos os anos (muito dinheiro) seja usado para fazer o bem e, neste caso, fazer o bem à espécie do coelho, à Natureza, à fauna, à flora, ao lince, à águia, etc., etc... No fundo, que se trabalhe para a conservação das espécies e dos ecossistemas (tal como afirmam no fim da notícia). Mas que isso seja mesmo verdade! Estaremos cá para ajudar no que for necessário.

 

"Um estudo desenvolvido por investigadores do Porto e de Espanha indica que uma nova variante do vírus da doença hemorrágica viral (DHV) do coelho pode ameaçar a conservação das populações de lince-ibérico e águia-imperial na Península Ibérica. O estudo foi publicado online esta segunda-feira, na última edição da revista científica Scientific Reports, do grupo da Nature.

Coordenado pelo Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto (Cibio), o projecto envolveu cientistas das áreas da ecologia, da biologia da conservação e da virologia, além de técnicos de organismos governamentais e de organizações não-governamentais de Portugal e Espanha. A equipa avaliou os efeitos reais da nova variante da DHV do coelho-bravo na conservação dos ecossistemas ibéricos, identificando um decréscimo anual de cerca de 20% nas suas populações naturais.

Esta nova variante do vírus que foi detectada em França, em 2010, e chegou a Espanha em 2011 e a Portugal em 2012 é fulminante, explica Pedro Monterroso, investigador do Cibio. "Enquanto o vírus anterior só afectava a população adulta, nesta variante os coelhos jovens inclusivamente acabados de nascer  são também uma classe muito susceptível da doença", disse o investigador à agência Lusa, acrescentando que, devido a isso, "não há recrutamento de novos indivíduos para a população, que diminui cada vez mais". A maior parte dos coelhos encontrados mortos no campo e analisados eram positivos para a nova variante. "Mais de 50% eram animais com menos de seis meses", acrescentaram, em comunicado do Cibio, Pedro Esteves e Joana Abrantes, investigadores daquele centro e co-autores do estudo.

A escassez de alimentos originada pelo vírus levou a uma diminuição do número de indivíduos reprodutores de lince-ibérico, na serra de Andújar (Espanha), e de águia-imperial-ibérica, na região do vale do Guadiana (Portugal). Segundo Pedro Monterroso, na ausência de alimento, estas espécies vão reduzir os gastos de energia com funções não vitais, nomeadamente com a reprodução.

O lince-ibérico e a águia-imperial-ibérica são dois predadores de topo, exclusivos da Península Ibérica, e a sua diminuição pode conduzir "a um aumento de predadores generalistas, como a raposa e o saca-rabos, capazes de causar um efeito ainda maior na supressão do coelho-bravo, perpetuando os efeitos da DHV". "Pela posição que ocupam, estas espécies são peças fundamentais na manutenção da estabilidade dos ecossistemas e na regulação de outras populações", explicou Pedro Monterroso.

Em 2012, a população de águia-imperial-ibérica tinha 358 casais reprodutores em Espanha e 11-18 casais reprodutores em Portugal. Por seu turno, a população de lince-ibérico no ano de 2002 contabilizava apenas 30 fêmeas reprodutoras, altura em que foi classificado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) como o felino mais ameaçado do planeta, lê-se no comunicado do Cibio. 

O professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e coordenador do grupo de investigação do Cibio envolvido neste trabalho, Paulo Célio Alves considera que a conservação eficiente dos ecossistemas só é conseguida com fortes colaborações pessoais e institucionais, tanto a nível nacional como a nível internacional. "Este tipo de resultados apenas é possível através da articulação de esforços entre instituições, com a criação de grupos multidisciplinares que trabalham em conjunto para a conservação das espécies e dos ecossistemas."

                                                                                                                                                                        (In Público)

 

Dia do nosso Padroeiro Santo Huberto

Santo Huberto, o Padroeiro dos Caçadores! Um símbolo mágico e com uma história incrível. 

Gosto particularmente deste nosso Santo, tão irreverente e tão juvenil; mas tão puro e bondoso.

 

E aqui fica um pouco da sua história, que o levou a ser recordado e invocado até aos dias de hoje!

 

Huberto viveu no período medieval, entre 656 e 728. Sempre foi adepto da caça e um certo dia quando o seu pai (Duque Bertrand) estava prestes a ser atacado por um grande urso, Huberto arremeteu tão fortemente para a fera, que esta largou o Duque. Huberto tinha salvo a vida do seu pai.

Rapaz aventureiro, mas de fracos costumes, foi então enviado para estudar no palácio do rei de Neustria (Bélgica) mas acabou por fugir; indo para o palácio do Conde de Austrasia, o­nde recebeu uma boa educação e casou-se com uma filha do conde Dagoberto, Floribane, da qual teve um filho a que chamou Floriberto.

Mas Huberto não era o "rapaz perfeito" e não fazia tudo o que lhe tinham ensinado, nomeadamente, os costumes de ir à missa. Huberto, com toda a sua juvenilidade, dedicou-se unicamente a festas e a vários desportos; deixando a missa e a religião num outro patamar.

E então, uma certa Sexta-feira Santa, em vez de ir à missa, como ditavam os bons costumes, foi caçar. Quiçá, fazer uma das coisas que mais gostava. Andava ele nos bosques, com cães e cavalos, atrás de um veado. Contudo, num ápice, entre as astes do veado aparece uma cruz luminosa e Huberto ouviu uma voz que lhe dizia: “Se não voltares para Deus cairás no Inferno”.

Tudo isto mexeu com Huberto e fê-lo pensar em tudo o que andava a fazer; de bem ou de mal. Rapidamente, Huberto procurou o Bispo S. Lambert, perante o qual pediu, de joelhos, perdão pelos seus pecados. O santo bispo concedeu-lhe o perdão e dedicou-se a instrui-lo esmeradamente na religião.

Pouco tempo depois a esposa de Huberto morre e ele aproveita para se dedicar totalmente à vida espiritual e religiosa. Renunciou ao direito de ser herdeiro do trono, repartiu os seus bens pelos pobres e foi ordenado sacerdote. Entrou então para o convento dos Padres Beneditinos e dedicou-se à oração, à leitura e meditação, enquanto se ocupava com trabalhos humildes como lavrador e pastor de ovelhas.
Desejava ir a Roma ver o túmulo dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, e ouvir o Sumo Pontífice. E assim partiu, a pé, escalando montanhas cobertas de neve e atravessando vales e rios de até que conseguiu chegar, depois de mil perigos, à Cidade Eterna.


Estando um belo dia numa igreja de Roma, orando devotamente, quando foi mandado chamar pelo Sumo Pontífice Sérgio. Este contou-lhe que o bispo Lambert tinha sido assassinado pelos inimigos da fé e que era de opinião que a melhor pessoa para substituir o bispo morto era ele, o monge Huberto. Apesar do medo em aceitar tal cargo, uma visão sobrenatural convenceu-o que devia aceitar, tendo sido consagrado bispo da igreja católica.


Santo Huberto foi bispo de Tongres, de Maestricht e de Liège, Bélgica. O território que competiu governar a Santo Huberto era povoado por gentes que adoravam ídolos e eram muito cruéis. Ele percorreu todas as regiões ensinado a verdadeira religião e afastando das gentes as falsa crenças e as maléficas superstições.
Deus concedeu-lhe o dom de fazer milagres. Os que tinham maus espíritos, ao encontrarem-se com o santo recuperavam a paz, sendo abandonados pelos maus espíritos. Os que antes adoravam ídolos e deuses falsos, ao ouvi-lo falar tão harmoniosamente de Deus dos Céus, que fez a terra, e tudo quanto existe, exclamavam “Não nos haviam falado assim” e convertiam-se e faziam-se baptizar.


Por rios tormentosos, cruzando selvas tenebrosas, fazendo viagens muito cansativas e percorrendo os campos em procissão, cantando e rezando, visitou todo o território da sua diocese, oferecendo os sacrifícios da sua viagem para a conversão dos pecadores, e Deus respondeu-lhe concedendo-lhe que milhares se convertessem à verdadeira fé.
Construiu um templo a S. Lamberto, o santo bispo assassinado, e para lá levou as relíquias do mártir (ao abrir-se o túmulo, depois de vários anos, o corpo estava incorrupto, como se tivesse sido acabado de sepultar). À passagem do corpo do santo vários paralíticos ficaram sarados e começaram a andar e vários cegos recuperaram a vista.


Um dia, enquanto Santo Huberto celebrava a missa, entrou na igreja um homem louco, que tinha sido mordido por um cão com raiva. Toda a gente saiu a correr da praça, mas o santo deu uma bênção ao louco e este ficou instantaneamente sarado e saiu da praça gritando “Voltem tranquilos ao templo que o santo bispo me curou com a sua bênção”. Por isso muita gente invoca S. Huberto contra as mordeduras de cães raivosos.

 

Outro dia aproximou-se do mar e viu que uma terrível tempestade afundava uma barca cheia de pessoas, e que todos os passageiros caíam entre as o­ndas embravecidas. O santo ajoelhou-se e orou por eles e milagrosamente os náufragos saíram sãos e salvos. Por isso mesmo os marinheiros têm muita fé a Santo Huberto.


No ano 727 Deus anunciou-lhe que estava prestes a morrer, pelo que ao terminar a missa deixou os seus fiéis. “Já não voltarei a a beber deste cálice entre vocês”. Pouco depois adoeceu e morreu santamente, deixando entre as gentes a recordação de uma vida dedicada totalmente ao bem dos demais.

Santo Huberto morreu no dia 30 de Maio de 727. Santo Huberto foi canonizado em 743. A lenda de Santo Huberto surgiu provavelmente entre os séculos XII a XIII, mas apenas aparece documentada no século XV.

 

ML.

 

(Texto retirado de site na internet)

 

Picture1.jpg(Figura de Santo Huberto, na Igreja de São Quintino, Sobral de Monte Agraço)