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Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Receita de Galinhola com Puré de Batata

Hoje trago-vos uma receita de galinholas. Ainda há a ideia de que é um prato muito difícil de confecionar; mas não é bem assim.

Ora, como gosto sempre de apresentar a "vida" daquilo que andamos a comer; deixo-vos um bocadinho da história destas galinholas que jantamos há uns tempos!

 

 
O voo fantástico desta espécie cinegética migradora, que vive em liberdade.
Depois do trabalho dos nossos cães, eis que detetam a emanação e fazem uma paragem soberba. Aqui, e como em toda a cadeia alimentar, há a presa e o predador, tal como vemos na seguinte fotografia.
 
 
Quando a galinhola é caçada, o cão continua a fazer o seu trabalho; cobrando a peça com toda a alegria que tem e vindo entregá-la ao seu dono.
 
 
Ao chegar a casa, é tempo de depenar e arranjar toda a carne para, mais tarde, confecionarmos. Nenhuma peça de caça é desaproveitada e o melhor de tudo isto é o sabor que este prato tem para nós; alimenta-nos o estômago mas, acima de tudo, alimenta-nos a alma!
 
 
Ingredientes:
  • 8 galinholas
  • 6 colheres de sopa de banha;
  • 8 dl de vinho branco;
  • 4 dentes de alho;
  • 1 cebola pequena picada;
  • 6 ovos;
  • 6 chávenas de miolo de pão;
  • Sal e pimenta a gosto.

 

Confeção:

Depois de preparar as galinholas e limpá-las, temperem com sal e pimenta a gosto. Atenção: guarde as tripas das galinholas, pois vamos usá-las. Pode parti-las já em bocadinhos e lave-as bem.

Pique a cebola e os dentes de alho e coloque-os numa frigideira a refogar, juntamente com a 2 colheres de sopa de banha (guarde o resto para mais tarde). Quando o refugado estiver no ponto, junte as tripas cortadas em bocadinhos (depois de abertas e bem lavadas). Deixe cozinhar e tempere com sal e pimenta a gosto.

Depois de o refogado estar bem apurado, deixe arrefecer um pouco e, seguidamente, junte os ovos e o miolo de pão.

Agora, vamos rechear as galinholas com este preparado que tivemos a fazer.

É aconselhável que cosa as aberturas com agulha e linha para não perder o recheado.

Por fim, coloque as galinholas num tacho de barro com a banha que resta (4 colheres de sopa) e o vinho branco.

Tape o tacho e deixe cozer até estarem bem louras e o molho bem apurado.

Sirva com puré de batata e com uma salada de agrião bem temperada.

 

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Este prato tem uma história. Uma história que vos tentei transmitir. Uma manhã de caça; uma manhã de cumplicidade entre cão e caçador. Além disso, é saber que podemos comer aquilo que caçamos. E, não menos importante, termos a oportunidade de fazê-lo com aqueles que mais gostamos: amigos e família!

 


Conseguem perceber porque é que a caça é tão mais complexa, magnífica e encantadora; do que apenas o "simples" acto de matar?

Bom apetite :)

ML.

 

 

Greenpeace defende o consumo da carne de caça

A Greenpeace é uma organização mundial ecologista, cujo objetivo é "mudar atitudes e comportamentos, para defender o meio ambiente e promover a paz". Esta organização nasce em 1971, "motivada pelo sonho de um mundo verde e pacífico, uma pequena equipa de activistas zarpou de Vancouver, no Canadá, num velho barco de pesca. Esses activistas, fundadores da Greenpeace, acreditavam que um grupo de alguns indivíduos podia fazer a diferença."

 

Jens Lubbadeh, ativista da Greenpeace, publicou um artigo numa revista alemã, defendendo a carne de caça. Deixo-vos aqui parte do texto mas, caso queiram ver na íntegra aqui fica o link (está em alemão).

 

"Justa, livre e saudável!

Quer comer carne de animais felizes? Deve ser orgânica, produzida regionalmente e "amiga do ambiente"? Não há problema, come veado.

Sempre fomos caçadores. Se queríamos ter carne no prato, tínhamos de caçar. Era desgastante e perigoso, mas o animal vivia em liberdade. E não tem de voltar à Idade da Pedra, para comer carne sem problemas de consciência. Nas florestas e no campo ainda há animais que vivem em liberdade. Apesar dos seres humanos quase terem exterminado populações de lobos, linces e ursos, há um grande crescimento de populações de javalis, veados e outras espécies.

Sem os caçadores, os animais causariam muitos estragos, nomeadamente, às árvores; e este controlo só é benéfico para as florestas e campos e só é feito durante a época de caça.

 

"Em cada área é definido um plano de caça, qjue os caçadores têm de cumprir", afirma Sven Wurster, Ministro de Hamburgo-Niendorf (Alemanha). E continua, afirmando que "ao contrário da produção de carne nas indústrias alimentares, a caça não ocorre por razões económicas. Não há carne mais ecológica, mais regional e que mais respeita o meio ambiente, do que a carne de caça".

 

Todos os suínos e outros mamíferos são selvagens, assim como as aves. Aqui na Alemanha predominam os veados, corços, javalis, faisões e patos. A carne de caça não é apenas uma vantagem ecológica; mas sim "a carne mais ética e mais sustentável que pode comer", salienta Andreas Kinser, Fundação Alemã para a Vida Selvagem. Além disso, é pobre em gordura, pobre em calorias e rica em proteína e, obviamente, sem hormonas e antibióticos.

O consumidor deve ser ativo, porque normalmente não há carne de caça no supermercado.

"Pode obter carne de caça diretamente dos caçadores ou em sítios específicos, que já a vendem pronta a cozinhar", diz Torsten Reinwald, da Associação Alemã de Caçadores. Mas também pode comprar carne de caça em alguns mercados semanais ou em alguns talhos. "Preste atenção ao selo regional", afirma Reinwald.

 

Dependendo de cada Estado e de cada proprietário do terreno, a venda da carne é organizada de forma diferente, variando também os preços. Um quilo de javali custa cerca de 10€; um quilo de veado cerca de 20€. Isto significa que a carne de caça tem um preço idêntico ao outro tipo de carne.

Às vezes pode encontrar carne de caça nos supermercados, especialmente na altura do Natal. Cuidado, porque normalmente "pode vir de fazendas ou ser importada", salienta Kinser.

Os caçadores têm a responsabilidade de ter a carne em condições e saberem que está apta ao consumo humano. Quando abatem uma peça de caça, devem reconhecer os casos em que a carne não está boa para consumo. E têm 24 horas para levar a carne aos sítios devidos, onde será mantida no frio. No caso de haver alguma anomalia, há sempre um controlo veterinário, que analisa as peças de caça, para assegurar que não há a presença de parasitas.

 

Em 2009, foram consumidas 143.000 toneladas de carne de caça; e este valor mantém-se constante. Em comparação, o consumo de porco é 40 vezes mais elevado.

A razão para o consumo de carne não aumentar é simples: as pessoas consideram que a sua preparação é complicada; "injustamente", diz Kinser. "A única coisa importante é cozinhá-la e comê-la de seguida. No frigorífico, a carne de caça pode aguentar 3 dias. No congelador, a carne de veado pode aguentar até 1 ano; o coelho 8 meses; e o javali e o corço até 6 meses", refere ainda Kinser.

 

Outra das razões para a restrição do consumo de carne de caça é o "Chernobil". Segundo alguns relatos, a carne de caça alemã contém carga radioativa. Mas isto só ocorre em algumas áreas, nomeadamente nas florestas da Baviéra e nas florestas da Turíngia; assim como em algumas zonas de Baden-Württemberg. Nestes sítios, os javalis são a espécie mais "afetada", porque se alimentam de cogumelos e fungos que contêm Cesio-137. No entanto, Torsten Reinwald afirma que "em todas as áreas de risco, toda a carne de javali é controlada com um contador Geiger, que deteta os limites permitidos e a carne contaminada não vai para o mercado".

 

(Parte da notícia retirada da Revista Jara Y Sedal, Espanha)

 

Esta foi, portanto, a notícia que a Revista espanhola divulgou. Algo importante para o nosso sector, sem dúvida! E, mais que isso, é uma grande verdade! A carne de caça é, sem dúvida, a carne mais saudável que podemos comer, para não falar em todas as condições livres em que vive.

Sabiam que este é um dos argumentos que mais levam pessoas a serem a favor da caça, em alguns países da Europa? É verdade... Talvez seja necessário começar a pensar nisto um pouco mais a sério...

ML.

A hipocrisia dos anti caça que comem carne

Vivemos num mundo imperfeito e, nós próprios, estamos cheios de imperfeições. Contudo, queremos ser o inverso desta imperfeição e, todos os dias, algumas das nossas atitudes tendem a refletir isso mesmo: a ideia da perfeição e de que somos excelentes seres humanos, cheios de educação, valores e princípios.

 

Mas este mundo imperfeito está repleto de uma coisa a que eu chamo hipocrisia, também ela imperfeita. Essa hipocrisia é uma das caraterísticas destes humanos que se julgam perfeitos ou que, pelo menos, fazem por isso. Humanos perfeitos, mas perfeitos hipócritas!

 

A hipocrisia começa quando uma pessoa diz que é contra a caça, mas come carne! Isto é ser hipócrita e querer estar num patamar que não existe. E de uma vez por todas percebamos isto: o mundo ideal é uma utopia criada por alguém que não tinha mais nada para fazer. O mundo ideal, onde os animais são todos amigos e alimentam-se todos apenas de plantas ou rochas (e nem pensemos nas teorias que ditam que as plantas têm sentimentos). Este mundo ideal, tem uns humanos um tanto ou quanto estranhos, todos amigos uns dos outros, com ideais de felicidade esquisitos, "minados" de pulgas e carraças, e também piolhos. Vivem em casas com aranhas, formigas e baratas. Não podem matar nada, nem um mosquito. Mas esses já morreram, no tempo em que o mundo era gerido pela cadeia alimentar e pela ecologia. Nesse mundo, estes mosquitos morreram todos atropelados. E aqueles que continham vírus, ainda mais atropelados foram...

 

Não sejamos hipócritas, humanos imperfeitos!

 

Tenho uma nova colega a trabalhar comigo. Decidi contar-lhe que sou caçadora, com aquele receio que esta sociedade utópica já nos fez ter (e temer). A sua resposta foi deveras aliciante e fez-me pensar que realmente os seres humanos são os piores amigos deles mesmos!

"O que é que tem tu seres caçadora? Eu também o sou. Como carne. Os vegetarianos também são caçadores. Comem verduras e legumes. Temos de caçar para termos o que comer, senão morremos".

 

E todos somos caçadores. Pelo menos todos nós que comemos peixe ou carne somos caçadores. E pensemos em conjunto na diferença entre mim, que sou caçadora e como o que caço, e na diferença entre si que não é caçador, que diz ser contra a caça, mas vai ao talho ou ao supermercado comprar carne e peixe.

Sabe quais são as condições de vida desses animais que come ao almoço ou ao jantar?

Sabe quais são as condições de vida dos animais que eu caço e como ao almoço ou ao jantar?

 

Não sejamos hipócritas, humanos imperfeitos!

 

Sabe qual a forma como são mortos os animais que come ao almoço e ao jantar? O stress que têm? O que sofrem?

Sabe qual a forma como são mortos os animais que eu como ao almoço e ao jantar? Animais que andam em liberdade durante toda a sua vida e que pouco ou nada sentem quando morrem, com o tiro?

 

A questão aqui é: se come carne ou peixe, porque é contra a caça?

Porque os caçadores matam tudo o que veêm? Há leis e regras, que têm de ser respeitados: dias específicos, alturas do ano, e número de peças!

Porque os caçadores são cruéis e caçam ilegalmente? Por isso é que existem os caçadores e os matadores. Os caçadores são pessoas com regras, como referi, os matadores fazem tudo isso que o levam a ser "contra a caça".

Porque os caçadores tratam mal os seus cães e abandonam-nos? Estamos no século XXI e quem faz isso não é um ser humano; apenas um ser desumano. Um ser humano imperfeito, mas este é bem imperfeito!

 

Portanto, deixemo-nos de hipocrisias e de utopias! Somos seres humanos, com as nossas imperfeições e não devemos tentar colmatá-las fazendo-nos passar por bons samaritanos, preocupados com a natureza e os animais. De facto, devemo-nos preocupar, obviamente; mas então que façamos alguma coisa por isso. Vamos para o terreno, para o campo, ajudar estes animais; dar-lhes alimento e água; controlar os predadores.

Há muito trabalho a fazer e esse trabalho passa por duas fases:

1) Perceberem que todos nós que comemos carne, somos caçadores!

2) Perceberem que a vossa utopia de mundo ideal só poderá ser real (em parte, senão não seria uma utopia) quando começarem a actuar, a fazer alguma coisa de concreto. E isso não passa pelo facebook e por manifestações...

 

Os animais precisam de seres humanos imperfeitos; mas não precisam de mais seres humanos hipócritas!

ML.

 

Um fim de semana em que salvamos a vida de dois animais!

Já não sei se o meu dia preferido da semana é o Sábado ou a Sexta feira... Quando chega a Sexta feira fico tão feliz por saber que o fim de semana está quase aí mas, principalmente, por saber que vou estar com as pessoas de que mais gosto; com os meus cães; com outros animais e em contacto com a natureza. E este fim de semana não foi exceção...

 

No Sábado tinhamos combinado dar uma volta com os nossos podengos, numa ótica de controlo de predadores. Foi uma coisa pequena, apenas entre amigos, com 4 ou 5 portas. Nós levamos a nossa matilha e por um dia senti-me uma matilheira. Obviamente que teve o gosto que teve, porque ia com o meu pai e com os nossos cães, incluindo o meu polivalente braco alemão, o Martin. Além disso, outro nosso amigo levou a sua matilha de pondegos. Estes cães, experientes na caça ao coelho, iriam ter hoje uma nova aventura, com novas espécies cinegéticas.

 

Caçar com o meu pai é algo que gosto, particularmente. Normalmente, caçamos com os cães de parar. Contudo, este dia seria uma nova experiência e foi deveras encantador.

Não posso deixar de referir um gesto de amizade que me tocou profundamente. Gestos de amizade existem em todo o lado, é um facto; mas na caça a essência é outra. Um dos meus grandes amigos, quase como um pai para mim, levou-me um chapéu que lhe estava pequeno e ofereceu-me. Para muitos, isto talvez não signifique nada, mas para mim significa muito, principalmente, devido às emoções que pintam este cenário que faz parte de nós: a caça e os caçadores. Obrigada, adorei e tu sabes!

Depois de um pequeno almoço fantástico, foi hora de prepararmos tudo e nos deslocarmos até à porta. Nesta primeira macha, eu teria de ficar numa porta, devido ao número reduzido de pessoas. Lá nos deixaram nas portas e explicaram de onde viriam com os cães e os sítios mais propícios à fuga de alguma espécie.

Depois de analisar o terreno, coloquei-me debaixo de um sobreiro. Chovia muito e estava um frio intenso; mas, ainda assim, despi o casaco e tirei as luvas que me aqueciam as mãos; para estar mais à vontade com a arma. "Homem que é homem caça em mangas de camisa, faço sol ou faça chuva", como o meu pai diz sempre!

Ao meu lado, tinha uma raposa morta no chão. O cheiro era intenso, mas ainda assim aguentei, pois aquele sítio era o melhor, no meu ponto de vista. Olhava várias vezes para o que restava daquela raposa e pensava que todos deveriam ver aquilo, para perceberem que existem presas e predadores e que, apesar da raposa ser um predador e matar milhares de animais; também morre e também tem fragilidades. Cadeia alimentar; ecologia!

E por falar em cadeia alimentar e em ecologia, durante esta horinha, em que tive na porta, depressa me apercebi da presença de uma águia. Normal, para quem costuma estar em contacto com a natureza. Contudo, foi fascinante ter a oportunidade de observar o comportamento desta águia, que caçava bem perto de mim, e como se não visse que eu estava ali. Sobrevoava uma determinada zona, fixa e atenta e, de tempo a tempo descia velozmente, como que a atacar alguma coisa. Não vi quem era a sua presa; mas vi que teve um trabalho bem sucedido, pois transportava algo no bico. E por mais que nos custe aceitar, os animais matam-se uns aos outros, para comerem. Os animais menos "fofinhos" matam outros mais "fofinhos"; e o contrário também é verdade.

Ouvi um tiro, perto de mim, na porta onde estava o Zé. Sabia que tinha caçado algo; sem dúvida nenhuma. Esbocei um sorriso, feliz por ele. Passado cerca de 5 minutos, ouvi outro tiro, vindo do mesmo sítio. Tiro certeiro, novamente (e certamente).

O frio era demasiado. Estava a ficar com as mãos roxas e tive de colocar as luvas. Talvez tivesse tempo de as retirar, caso visse alguma coisa; ou então, no meio da adrenalina, nem me atrapalhassem aquelas luvas que, naquele momento em que as coloquei, tornaram-se o meu "porto de abrigo".

Ouço um grito. Estão a chamar-me. Depressa vou ter com o Zé à outra porta, que me diz "é para mudarmos de mancha, tu vens connosco".

E eu perguntei "Onde está o Martin?".

"O Martin esteve agora aqui, caçou muito bem. Acho que descobriu uma nova paixão na caça! Devias tê-lo visto a morder".

Esbocei um sorriso. Tinha de ir ter com ele e com o meu pai, para caçar com eles. Disse que iria encontrá-los e que eles fossem para as portas.

Depressa vejo o Martin. Chamo-o. Ele para, olha para mim e vem a correr na minha direção. Cumprimenta-me e eu abraço-o. Ele está todo molhado, sujo; mas tão feliz. E eu também. Finalmente estamos juntos e vamos caçar juntos.

"Pai, hoje vamos ser uns matilheiros à altura", dizia eu ao homem da minha vida.

 

Ele sorria e estava feliz também. Os nossos podengos lá andavam a caçar, entravam em todas as silvas e moitas, dando tudo por tudo. A nossa matilha é composta, essencialmente, por podengos médios; contudo temos alguns pequenos e o meu coração tremia cada vez que entravam dentro das silvas. Conhecemos bem o comportamento de um navalheiro, por exemplo, e isso assustava-me.

Estavamos a chegar a um cabeço quando vejo vacas e bezerros. Entrei em pânico, porque conheço o meu cão e saberia qual o comportamento que ele iria tomar; e não me enganei. Depressa abro a espingarda e corro para o Martin. Os outros cães, que viam isto, aproximaram-se do bezerro, quase como se lutassem para ver quem era o mais forte. A vaca aproximou-se, prestes a atacar quem ali estivesse. A nossa sorte era uma rede que nos separava da vaca. Peguei no Martin e corri, chamando ao mesmo tempo os outros cães. O meu pai ficou junto ao bezerro, a ajudá-lo a passar a vedação, para ir para junto da mãe; que tentava atacá-lo, para defender o filho. Eu estava extremamente nervosa, com medo pelo bezerro, mas sobretudo pelo meu pai. O Martin estava completamente excitado, pronto para correr o máximo que pudesse até ao bezerro; mas nunca o larguei.

O nosso outro amigo que levava os cães ajudou-nos naquela situação, começando a levar todos os cães dali para fora. Eu chamava o meu pai e pedia-lhe que viesse embora; até que conseguimos controlar toda aquela situação e "salvar" o bezerro, colocando-o junto à sua mãe.

Uma aventura para começar esta experiência como "matilheira". Já sentia o meu coração a mil, mas tentei acalmar-me... Depois de chegar a outro cabeço, soltei o Martin. Já tinhamos andado quase 1 km mas, ainda assim, a primeira coisa que ele fez foi correr para o sítio do bezerro. Impressionante a inteligência destes cães! Chamei-o e ele veio ter comigo e continuamos a caçar, em direção a umas silvas palpitosas.

Fizemos as silvas, com os cães a darem tudo por tudo, até que ouço um laticar. Sentidos apurados, coração a trabalhar! Corri para a frente. As ladras são cada vez mais intensas. Corro também eu com mais intensidade. Vejo os cães atrás de qualquer coisa, mas não consegui ver o que era. Ainda corri mais, mas certamente que fosse o que fosse, era mais veloz que eu!

No meio de toda esta azáfama, ouço outras ladras e de repente ouço tiros, do lado onde estava o meu pai. O meu pai atirou e o pico da minha felicidade depressa atingiu o seu expoente máximo. Corri novamente para trás, em direção ao meu pai que gritava "javali, javali". Passei por ele, que me fez direção para cima, no cabeço. Corri com todas as minhas forças, por aquele cabeço acima. Sabia que um podengo e o Martin tinham ido atrás dele e, portanto, queria ver se encontrava alguma coisa. Cheguei ao cimo do cabeço quase sem conseguir respirar. Tive de parar e de ver, com olhos de ver, tudo aquilo que me rodeava. Mas não havia nada, apenas o Martin e o podengo que voltavam na nossa direção!

Depois de analisarmos a situação e o terreno, chegamos à conclusão que talvez o meu pai tenha errado; coisa que não é normal nesta espécie cinegética (ahahha, desculpa pai)!

De referir que este javali estava isolado e era muito grande. Além disso, os cães já tinham sinalizado outro javali, na primeira mancha, também ele isolado; mas que foi, também ele, errado! Hoje estava a ser, sem dúvida, o dia da caça.

Continuamos a caçar. Fizemos uma ribeira, mas os cães já estavam extremamente cansados. Ainda sairam mais duas predadoras, mas falharam-nas!

Um dia incrível, que acabou com um almoço maravilhoso e um espírito de camaradagem ainda melhor! Rimos, conversamos, brincamos e, acima de tudo, fica marcado pelo amor que existe entre família, amigos e namorado! Obrigada por tudo a quem nos convidou e a quem esteve ali connosco!

 

 

 

Domingo: Salvar a vida a uma vaca

 

No Alentejo, a exploração de gado é feita por muitas pessoas, que têm com isso o seu ganha pão. É frequente irmos nas estradas e vermos vacas e bois à nossa volta. Um dos nossos melhores amigos tem um negócio de vacas e no Domingo pediu-nos ajuda para tratar de uma vaca, que tinha acabado de parir e estava muito debilitada.

Ora, bem sei que isto não tem a ver com caça; mas tem a ver com o amor que existe entre os caçadores e os animais. Esse nosso amigo, também ele caçador, levou-nos até ao sítio onde estava a vaca, deitada, sem se conseguir mexer. Num Domingo de manhã, em que chovia torrencialmente e o vento quase nos levantava até ele, é suposto que todas as pessoas gostem de estar em casa, na cama ou no sofá, resguardadas deste mau tempo.

Contudo, aqueles que cuidam e gostam verdadeiramente dos animais, nem sempre podem aproveitar esses momentos. Esta vaca precisava de ajuda e foi isso que nos fez sair da cama, ainda o Sol não tinha descoberto.

Sou muito sensível com estas coisas e com os animais. Quando vi a vaca, debilitada, sem se conseguir levantar, tive de conter as lágrimas e pensar que tudo iria correr bem.

 Transportamo-la do campo para o pavilhão, para não estar à chuva.

 

 

Eles ajudaram a vaca a levantar-se e deram-lhe comida, água e injeção com medicação. Tiveram de fazer alguma "fisioterapia", para que a perna deixasse de estar dermente. Esta vaca tinha tido um parto muito difícil, durante muito tempo, e agora encontrava-se assim, por se tratar também de uma novilha. 

 

 

Durante o tempo em que estava em pé, foi também altura de colocar uma outra vaca, com o seu bezerro nascido há cerca de 1 semana, num sítio mais recolhido e abrigado, tal era o temporal que se fazia sentir. Não foi fácil, mas conseguimos.

 

 

 

Que importância tem isto? Talvez nenhuma para muitos que se dizem defensores dos animais; mas para mim, caçadora, tem uma importância extrema; cuidar do bem estar destes animais e, quiçá, salvar a vida de um destes animais. Sim, certamente, que se não tivessemos lá ido esta vaca, este animal, já não teria aguentado mais dias.

Ainda bem que sou caçadora e ainda bem que uma das minhas maiores preocupações é o bem estar animal. Mas, sobretudo, ainda bem que faço alguma coisa para isso! E farei, até não poder mais!

 

 
A vaca em recuperação!
ML.

Um olhar sobre a forma como os caçadores tratam os cães!

A emoção que os nossos sentidos nos transmitem, nomeadamente, a visão, é uma das maiores bençãos que temos. Mas a verdadeira benção, no seu expoente máximo, é a capacidade que dispomos de sentir essa emoção! Olharmos com olhos de ver e sentirmos com o coração, cheio de humildade e bondade. Só aí seremos verdadeiros seres humanos, onde não aparece nunca o vazio de uma vida sem significado.

 

PESSOAS!

Pessoas que têm pais, filhos e uma família! Pessoas que têm um emprego, uma casa e um carro! Pessoas, como tantas outras. Pessoas que têm cães, como membros da família. Pessoas que tratam os seus cães com um amor e uma dedicação que poucos conseguem alcançar. Pessoas que, além de tudo isto, são também caçadores.

Pessoas que são caçadores e que têm cães!

 

CÃES!

Cães que têm pais e quiçá filhos! Cães que têm uma família, canina e humana! Cães que têm uma casa, um sítio para dormir e comida "na mesa"! Cães que oferecem todo o seu amor aos donos; mas que recebem-no a dobrar (ou a triplicar, caso o amor pudesse ser medido)! Cães que, além de tudo isto, são também caçadores.

Cães que são caçadores e fazem aquilo que mais gostam, aquilo para que nasceram!

 

FOTOS!

Fotos a preto e branco...

Diariamente, vemos a realidade com cores; mas muitas vezes, a cena fica melhor a preto e branco do que colorida. As cores podem distrair o olhar. Frequentemente, a cor é sinónimo de informação em excesso. E hoje, aqui, a informação e o que se pretende transmitir é somente uma única coisa: o amor que existe entre um caçador e o seu cão.

Numa fotografia a preto e branco o mundo é simplificado, reduzido a tons e formas bem definidas... A luz e a escuridão ganham um valor especial, envoltos numa mensagem forte. Diria mesmo, demasiado forte. Tão forte, que a qualquer momento podemos tornar-nos como passarinhos vulneráveis, presos numa gaiola, onde a única luz que veêm é a luz solar. 

O mundo a preto e branco é um mundo de pura luz, contornos, texturas, brilho e escuridão. O mundo a preto e branco leva-nos a uma outra realidade: na nossa vida, existe sempre a cor cinzenta. Ou seja, nem tudo é preto; e nem tudo é branco! E para bom entendedor meia palavra basta!

Porque estas fotografias, estas pessoas, estes cães, este amor retratado irá levar-nos a querer interpretar uma realidade apenas com os nossos olhos e sentidos. E descobrirmos, quiçá, que existem mais cores nas fotografias, que apenas o preto e o branco! 

 

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"Eles são parte de mim, de nós, da nossa família. Sem eles, a nossa família não seria a mesma.

Eu e o meu cão somos caçadores e somos uma família!"

 

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"Qualquer cão que caça sente uma realização superior. Porque além de fazerem aquilo para que nasceram, ainda o fazem com quem mais gostam: o seu dono. E quando a ligação é forte, assim como a nossa, não há nada que os satisfaça mais.

Eu e o meu cão somos caçadores e os melhores amigos!"

 

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"Sou eu e tu! Sem mais ninguém e sem mais nada; somente eu e tu! E tudo aquilo que nos une!
Eu e o meu cão somos caçadores e sabemos que a ligação entre um humano e um cão é bem mais que passear 30 minutos por dia à trela!"

 

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"Os cães são excelentes companhia para toda a família. Se vissem a alegria do meu filho e do meu cão, enquanto escavavam juntos um buraco. O meu coração derreteu-se naquele momento. O meu filho dizia-lhe para continuar a escavar, e ele obedecia, com a maior alegria.

Eu e o meu cão somos caçadores e não vivemos um sem o outro".

 

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"Não há nada mais bonito, que poder apreciar a ternura entre os meus filhos e os meus cães. Sei que ali o amor é verdadeiro, sem mentiras, ganância ou inveja. Tudo é puro! E eles são a minha vida!

Eu e o meu cão somos caçadores e somos "unha com carne."

 

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"Nós divertimo-nos tanto! Todos juntos, em família! Rimos juntos, corremos juntos, brincamos juntos, fazemos palhaçadas e jogos; sempre todos juntos... Somos felizes, porque sabemos como ser felizes com tão pouco (mas que para nós vale tanto).

Eu e o meu cão somos caçadores e fazemos o que mais gostamos".

 

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 "Não! Eles não estão presos a uma corrente, ao frio! Não! Eles não passam dia e noite debaixo de chuva torrencial ou debaixo de um sol intenso, quando o tempo está mais quente. Eles estão connosco em casa, no seio de uma família!

Eu e o meu cão somos caçadores e vivemos juntos!"

 

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"Nasci caçador. E sei que o meu cão também! Dou-lhe o prazer de caçar e, simultaneamente, ele dá-me também a mim essa hipótese e essa felicidade. Os momentos que passamos juntos na caça são inesquecíveis e inexplicáveis. No fim de uma manhã árdua de caça, gostamos sempre de registar uma ocasião feliz, para mais tarde recordar.

Eu e o meu cão somos caçadores e juntos sabemos ser felizes, muito felizes."

 

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Ser caçador é ter a preocupação de levar tudo aquilo que o nosso companheiro necessita. Água, por exemplo, é essencial! Mas é também ter a preocupação de saber que ele está sempre a 100%.

Eu e o meu cão somos caçadores e o seu bem estar é essencial para mim!"

 

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"Acho que tenho o cão mais bonito do mundo. Mesmo que muitos me achem louco; esta é a minha verdade e sempre será. Talvez ele pense que sou também o dono mais bonito do mundo. Somos uns vaidosos um com o outro!

Eu e o meu cão somos caçadores e orgulhosos de pertencermos um ao outro."

 

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"Muitos pensam que os caçadores abandonam os seus cães, quando a caça acaba ou quando eles já não prestam. Pensar sequer nessa hipótese já é demasiado cruel. Se alguém consegue abandonar um cão; o seu cão; então desculpem, mas isso não é ser caçador, ñão é ser um homem, ou sequer um ser humano; isso, para mim, é ser alguma coisa neste mundo de muito mau, que nem sei intitular. Só "abandono" o meu cão quando já estou tão cansado e acabo por adormecer...

Eu e o meu cão somos caçadores e nunca nos abandonaremos um ao outro; e às vezes nem mesmo a dormir."

 

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 "E eles dormem e dormem... O verdadeiro descanso dos guerreiros.

Eu e o meu cão somos caçadores e os melhores companheiros".

 

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"Tive uma educação com princípios e valores muito bem definidos. E isso é também o que transmito, todos os dias, aos meus filhos. Valores, respeito, regras, educação e, acima de tudo, a tratarem bem as pessoas e os animais. Fazemos muita coisa juntos e muitas vezes eles dizem que "quando for grande quero ser como o pai". Os meus filhos podem não ser caçadores, no futuro; mas pelo menos sei que tratarão dos cães com todo o amor e respeito que pode existir.

Eu e o meu cão somos caçadores e, quiçá, um dia o meu filho também o seja com o seu cão".

 

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"Também fazemos outras coisas, além daquilo que mais gostamos, que é a caça. Eu e o meu cão somos companheiros e partilhamos tudo aquilo que podemos partilhar. Não é somente um cão de caça, "que é solto apenas para ir à caça", como muitos dizem". É tão mais do que isso...

Eu e o meu cão somos caçadores e, simultaneamente, companheiros em muitas outras coisas".

 

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 "Gosto particularmente da palavra cumplicidade. É isso que sinto; e é isso que ele sente também! Que somos cúmplices, que basta um olhar, um sorriso, uma entoação, um chamamento, um latido, um uivar... para percebermos o que é que precisamos um do outro.

Eu e o meu cão somos caçadores e temos uma cumplicidade inexplicável!"

 

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"Tudo o que é pequenino tem graça; mas a maior "graça" é o amor que desenvolvemos por eles, desde que nascem da barriga da mãe. Vê-los nascer, ajudar a criá-los (se necessário), vê-los a abrirem os olhos, dar-lhes a primeira papa ou nestum, vê-los a darem os primeiros passos, a fazer os primeiros disparates... É mágico!

Eu e o meu cão somos caçadores e conhecemo-nos um ao outro, talvez melhor que ninguém."

 

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"A base de tudo isto explica-se numa única palavra: AMOR! É o amor que sentimos um pelo outro que nos permite sermos assim! E este amor é sentido por milhares de caçadores. Este amor é transmitido hoje, aqui, em fotografias, porque uma imagem vale mais que mil palavras!

Eu e o meu cão somos caçadores e aquilo que nos une chama-se AMOR!"

 

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"We keep this love in a photograph
We made these memories for ourselves
Where our eyes are never closing
Hearts were never broken
And time's forever frozen still (...)"

(Ed Sheeran, Photograph)

 

OBRIGADA <3

ML.