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Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Rui Unas afirma: "Eu se pudesse, num mundo perfeito, só comia carne de caça"

Gosto de ler e aprender sobre saúde e as melhores maneiras de prevenirmos doenças. Deste modo, despertou-me a atenção um vídeo do Drº Manuel Pinto Coelho, entrevistado pelo tão conhecido Rui Unas. Estava a ver o vídeo (bastante interessante), quando me deparo com isto que vos apresento aqui. Tentei retirar apenas a parte que vos queria mostrar; o editor de vídeos não era o melhor e eu também não domino a área da edição de vídeo e, portanto, foi o melhor que consegui fazer.
Isto para dizer, Rui Unas tens toda a razão! Ainda bem que eu consigo comer a carne que caço...

 

 

 

 

Acidentes nas estradas com javalis

Há uma realidade que me tem preocupado constantemente: o acidente nas estradas com os javalis.

Certamente que esta é uma realidade ainda desconhecida nos meios citadinos. Apesar de já se começar a ouvir falar da presença de javalis nas cidades (como foi o caso na praia da Arrábida ou, mais recentemente, nas ruas da Costa da Caparica); muitos pensam que se trata de um caso isolado; de uma coisa "engraçada" (ver os javalis, uma espécie selvagem, a passearem na cidade)...

Contudo, as coisas não são assim tão lineares e, parece-me a mim, que poderão ter contornos mais graves. Dou-vos o exemplo de Barcelona. Num bairro de Barcelona, é comum ver os sacos do lixo presos num estendal à noite, porque se não o fizerem, no dia seguinte o bairro fica completamente "devastado" com aquilo que os javalis fazem. Invadem a povoação, e vão à procura de alimento (atenção que os javalis comem tudo o que tiverem), destruindo tudo o que veêm à frente. Se isto é perigoso para o ser humano? Creio que não há dúvidas; para além de questões sanitárias e de higiene; o javali é um animal selvagem, que se pode tornar perigoso.

 

Mas isto é o que acontece nas cidades. Então e nos meios rurais? Onde vivem também tantas e tantas pessoas; e onde há muito campo e muitos terrenos propícios ao desenvolvimento dos javalis? Pois, nestes casos, a situação pode ser ainda mais grave, principalmente para quem conduz. E essa é a história que vos trago hoje. Uma história como tantas outras que já ouvimos, praticamente, todos os dias.

Acidentes entre um veículo e um javali, na estrada, normalmente à noite. Carros destruídos, javalis que ficam feridos ou mortos e pessoas... Pessoas que ficam também feridas e, em casos mais graves, podem mesmo perder a vida... Mas parece que ainda ninguém pensou nesta problemática e talvez só acordem quando as coisas ficarem mais graves.

O javali é uma praga? Muitos dizem que sim; outros que não. No meu ponto de vista, o javali é uma praga, controlada com a ajuda dos caçadores; mas impossível chegar a "todo o lado".

Para a pessoa que viveu este susto há umas noites atrás, certamente que o javali é uma praga... Pedi-lhe para que me contasse o que se tinha passado e aqui fica:

 

"Então, o que aconteceu, foi que ia a circular, sozinha, por volta da 00h20, quando um animal se atravessou à frente do carro, e, acidentalmente, acertei-lhe!! Mal o vi.. vi um grande vulto, mas não vi logo que seria um javali, só depois, através dos pêlos que ele deixou, é que percebi. Não travei, não deu tempo, e como o carro continuava a andar, só parei mais à frente, nem vi o bicho morto!"

 

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 As palavras são de susto, mas a forma como as contou revelaram um pânico ainda maior. Só quem passa por este tipo de acidentes consegue perceber a dimensão daquilo que falamos aqui. E as fotos comprovam tudo aquilo que por vezes queremos exprimir e não conseguimos...

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Depois de tudo isto acontecer, foi chamada a GNR e feita uma participação do sucedido. Contudo, a pessoa que teve o acidente com o javali, sem culpa nenhuma, terá de pagar todos os danos no seu carro. Pelos vistos, ninguém se quer responsabilizar (nestes casos em que também não convém) pelas espécies que andam na natureza...  (Atenção: com seguro contra todos os riscos, uma pequena parte das despesas é suportada).

 

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Para aqueles que continuam a pensar que não é necessário um controlo e uma gestão de espécies cinegéticas, vejam o que pode acontecer. Aqui, foi "só um carro"... Mas... E quando for a vida de alguém?

ML.

 

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Oportunidades

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Estar no campo é ter um milhão de oportunidades!
Ter oportunidade para ouvir a sinfonia entre o vento, as folhas e as ribeiras...
Ter oportunidade para sentir o cheiro da terra e o cheiro das flores que florescem na Primavera...
Ter oportunidade de sentir o Sol a bater-nos na cara; ou do vento a gelar-nos por dentro...
Ter oportunidade de andar dentro das ribeiras, chapinhando na água límpida e transparente......
Ter oportunidade de ver a lua a sorrir lá do céu...
Ter oportunidade de respirar ar puro...
Ter a oportunidade de olhar o céu e ver uma estrela cadente; ou uma quantidade de estrelas cadentes, naquelas noites quentes de Verão...
Ter a oportunidade de andar livremente, sem sentidos proibidos ou direções obrigatórias...
Ter a oportunidade de encontrar animais em todos os recantos do terreno...
Ter a oportunidade de ser feliz... Verdadeiramente feliz!

Fim de semana de Provas de Santo Huberto

Mais um fim de semana que ficou marcado pela amizade, companheirismo, pela natureza, espirito desportivo e, sobretudo, pela caça e caçadores. Foi um fim de semana de Provas de Santo Huberto e deixo-vos aqui os resultados das mesmas. Para quem não sabe, as Provas de Santo Huberto são provas para caçadores com cão de parar, tendo como objetivos primordiais: promover o espírito desportivo do caçador; formá-lo na correta prática do ato cinegético, tendo em consideração os aspetos técnicos, legais e cívicos, a função e utilização do cão de parar, num quadro de respeito pela Natureza e pela Ecologia. 

 

Sábado - VII Troféu Blogue Santo Huberto

 

O Troféu Blogue Santo Huberto é uma prova que começou por iniciativa de um grupo de amigos que pretendiam prestigiar o Blogue do Rui Bonito. A primeira prova foi realizada em 2011 e, na altura, o Rui Bonito escrevia no seu blog "Para além do espírito do evento, gostaria acima de tudo que fosse um ponto de encontro de todos os "santohubertistas" do país e que servisse para mostrar que nesta modalidade não existem fronteiras, regiões ou facções".

 

Sendo esta já a VII edição desta Prova, creio que aquilo que tu querias com estas provas foi conseguido, Rui e isso viu-se este Sábado com a quantidade de pessoas que estavam presentes, oriundas de Norte a Sul do País.

Nesta edição, foi a Associação de Caçadores do Cadaval, que ajudou em toda a dinâmica e organização da prova, pequeno almoço e almoço.

Este ano, a prova teve a peculiaridade de ter três novos concorrentes, que foram os "heróis" deste dia. Com um espírito pró ativo e empreendedor, o Rui queria levar o Santo Huberto mais além, a mais pessoas e isso foi conseguido este dia. Três concorrentes "apenas", mas creio que já foi uma grande vitória e "devagar se vai ao longe". Parabéns ao Rui pela iniciativa e por tudo aquilo que tem feito pelo Santo Huberto; e parabéns também a estes três "heróis" que agora fazem parte da nossa Família.

 

Em relação ao decorrer deste grande dia, em que sorrisos e boa disposição estavam estampados na cara de todos os presentes; tudo correu conforme previsto. Com um pequeno almoço fantástico, uma grande organização que encaminhou todos os concorrentes, juízes e postores de forma ordenada e rigorosa; tudo previa um grande dia. Mal chegamos aos terrenos, fiquei fascinada com a beleza de toda aquela paisagem, que tinha em destaque a Serra de Montejunto.

 

Como caçadora que sou e grande amante da natureza, não poderia deixar de reparar nos vestígios dos javalis que estavam bem presentes; assim como num comedouro que a Associação de Caçadores fez no campo, para as perdizes e outros animais terem sempre alimento disponível. Este é um trabalho feito durante todo o ano, haja ou não caça.

 

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Houve 4 séries, com 27 concorrentes; 6 juízes (Manuel Brás; José Pedro Leitão; Joaquim Rosa; Paulo Filipe; Samuel Lourenço; Mafalda Leitão) e 4 postores (Hilário; Freddy; Joel; Renato). A ordem de entrada de cada concorrente foi sorteada no terreno.

Julguei esta série com o Paulo Filipe e tivemos 7 concorrentes. Quero desde já agradecer-lhe esta manhã fantástica; assim como ao nosso divertido postor Hilário e ao meu querido Zé, que me acompanha em tudo.

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Como disse, os terrenos eram muito bons e muito bonitos. O vento ajudou os concorrentes durante as provas; contudo o calor que se fez sentir, principalmente, nas últimas prestações, não ajudava muito. Um calor típico dos meses quentes de Verão, mas que chegou um pouco mais cedo. A terra estava seca e a pedir água, muita água...

 

Passaram os primeiros de cada série à barrage, julgada por todos os juízes presentes; tendo a classificação ficado assim ordenada:

 

1) Fernando Henriques, com EBM

 

2) Pedro Nogueira, com BAM

 

3) Rui Bonito, com PF

 

4) André Costa, com BAF

 

 

Depois de feita a barrage, fomos para o almoço que, como é hábito, foi fantástico e muito bem servido. O ambiente era de muita amizade e boa disposição, tal como citei anteriormente.

 

 

Houve ainda um troféu para o Melhor Iniciado, em que o vencedor foi o Luís Arede, com P. Muitos parabéns e que este seja o primeiro de muitos!

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Um miminho para os juízes... E outro para o Rui Bonito, da Associação de Caçadores do Cadaval. Obrigada Rui! Continua sempre no Santo Huberto e com essa energia contagiante :) Como te disse, parabéns pela pessoa que és!

Obrigada a todos, mais uma vez, concorrentes, acompanhantes, juízes, postores, cozinheiros, quem nos serviu, ao Guarda, à Associação de Caçadores e a todos os que ali estiveram! Obrigada!

 

 

Domingo: Prova do Campeonato Regional da Oestecaça - Primeira Contagem

 

Neste dia, também nas mesmas instalações e com a mesma organização do dia anterior, foi realizada a primeira prova do Campeonato Regional da Oestecaça. Há três provas de apuramento e os concorrentes terão de participar nestas três provas. Este apuramento serve para a participação no Campeonato Nacional da CNCP, que se realizará em Setembro, no Cadaval; onde passarão os três melhores das três provas.

 

Apesar da boa disposição, este dia já foi marcado por um nervosismo patente em muitos concorrentes, devido à importância que a prova de hoje representava para muitos. Os nervos, a ansiedade e a tensão nem sempre são os nossos melhores amigos, mas bem sei que são muito difíceis de controlar.

 

Estavam presentes 22 participantes, sendo que 14 disputam o Campeonato Regional e os outros 8 participariam numa série extra. Foram então formadas três séries, cada uma com dois juízes. Foram juízes os mesmos que no dia anterior e os postores deste dia foram o Hilário, o Joel e o Zé. Obrigada a eles e parabéns pelo vosso trabalho, que bem sei que é tão pouco valorizado...

 

O sorteio da ordem de entrada fez-se novamente no terreno. Fiquei no mesmo campo que no dia anterior e julguei a série com o Joaquim Rosa, e o nosso postor foi o Zé. O tempo estava bem melhor, fresco e o vento mais constante e regular; o que previa menos dificuldade para as exibições.

Foi uma boa manhã, como são todas aquelas em que julgo Santo Huberto. As nossas emoções influenciam muitíssimo o nosso comportamento e acredito que quem está mais sobre pressão e tensão tenha mais dificuldades em fazer a prova. Apesar da vertente competitiva, que o Santo Huberto tem, deve acima de tudo previligiar-se a vertente "divertida". Que isto seja algo que nos divirta, que nos faça esquecer dos problemas e que nos faça ser felizes; e não o contrário.

 

Passaram os dois melhores de cada série à barrage, para disputarem até ao 6º lugar. Os três primeiros lugares foram julgados pelo Manuel Brás, José Pedro Leitão e Mafalda Leitão; e os segundos lugares foram julgados pelo Joaquim Rosa, Paulo Filipe e Samuel Lourenço. E ficou assim ordenado:

 

1) Sérgio Fernandes, com BAM

 

2) Luís Delgado, com BAM

Foto de Mapril Simões.

 

3) João Gil, com BAM

Foto de Mapril Simões.

 

4) António Matias, com BAM

Foto de Mapril Simões.

 

5) Fernando Henriques, com BAM

6) Paulo Vale, com EBF

 

Houve também um prémio para o Melhor cão, o Jack da Defesa de S. Pedro, BAM, do Luís Delgado.

 

Foto de Comissão Santo Huberto CNCP.

 

Os agradecimentos fi-los anteriormente, mas mais uma vez a todos os presentes um muito, muito obrigada...

 

Deixem-me só contar-vos uma última coisa. No local onde foi o pequeno almoço e o almoço, estava a decorrer uma Feira do Livro para ajudar as crianças. Pensava eu que aquilo não suscitasse qualquer interesse àquela gente ali presente; mas mais uma vez os caçadores revelaram o seu sentido humanitário e o bom coração que têm. Deixo-vos então uma imagem de várias pessoas presentes na prova, que decidiram ajudar uma criança. Obrigada :)

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Obrigada à Família Santo Huberto por nos proporcionar estes fins de semana tão bons, tão cheios de amizade, boa disposição e diversão. Ontem celebrou-se o Dia Internacional da Felicidade e escrevi sobre isso, lembrando-me sempre daquilo que faço na minha vida... Para vos dizer que são estes momentos que me ajudam realmente a ser feliz. Obrigada!

ML.

Dia Internacional da Felicidade

Hoje, 20 de Março, celebra-se o Dia Internacional da Felicidade e não poderia deixar passar este dia em branco. Isto porque é a coisa que mais gosto na vida: ser feliz e ver os outros felizes.

Há uns tempos, escrevi um artigo no âmbito da minha profissão, sobre o que é isto da felicidade e sobre como ser feliz. Deixo-vos aqui esse texto, porque o que levamos desta vida são estes momentos felizes e que nos fazem esboçar sorrisos atrás de sorrisos.

 

"Quando acordamos de manhã, direta ou indiretamente, a curto ou a longo prazo, seja o que for que façamos, que esperemos ou que sonhemos, de alguma forma está relacionado com a felicidade e com um sentimento profundo de bem estar.

Proponho-lhe um exercício básico. Pense num copo de água vazio. Encha-o até metade. O que vê? Um copo de água meio cheio ou um copo de água meio vazio? Pensou na metade da água que falta? Isso pode acontecer simplesmente porque sim, mas pode tornar-se numa tendência para estar sempre a olhar para aquilo que lhe falta e nunca para aquilo que você tem.

Há muitos mitos associados à felicidade! Um deles é que é algo genético, onde não podemos interferir. Nós, efetivamente, podemos interferir na felicidade. Podemos e temos de ser responsáveis pela nossa felicidade. Somos nós que temos de fazer algo (apesar de haver já uma felicidade basal dentro de nós)! Principalmente, ter uma atitude pró activa perante a vida. No fundo, a felicidade é uma consequência de uma forma de estar na vida.

O que é que o faz feliz? Como é que consegue ter pequenos momentos de felicidade, no seu dia a dia?

Comprando uma casa; ganhando a lotaria ou fazendo uma viagem às Caraíbas? Isso, efetivamente traz felicidade, mas é uma felicidade momentânea. Uma felicidade que, ao fim de 3 a 6 meses, em média, deixa de existir, para dar lugar ao suposto contínuo bem estar geral. Portanto, passado esse tempo, teremos novamente de investir nesses momentos de felicidade, comprando outras viagem, por exemplo. E andamos nisto… Constantemente… Até que paramos para pensar, e chegamos há conclusão de que não é só isso que nos faz feliz. Não pode ser só isso que nos faz feliz.

Então e o sorriso que esbocei hoje? O abraço que o meu filho me deu de manhã? O lanche que tive com a minha amiga? Ou o telefonema que recebi dos meus pais, a dizer que estão bem? Isso tudo o que é? São apenas momentos? Sim, diria que são. Mas são pequenos momentos felizes. Pequenos momentos felizes que transformam o nosso dia a dia e a nossa vida num bem estar geral.

Não é o ter que nos define como “eu”, nem que define a felicidade. Como muitos dizem, nós não somos TERes humanos, mas sim SERes humanos. E portanto o SER é tudo aquilo que temos que aproveitar e conquistar. A felicidade vem do interior. O exterior é apenas um pormenor, que também é importante, claro, mas que é delineado pela nossa mente. Por exemplo, pode viver num apartamento fantástico, com tudo o que sempre sonhou, no 10º andar com uma vista fantástica para o Tejo mas, interiormente, só lhe apetecer saltar pela janela. Como o inverso também pode ser verdade. E, portanto, todos os pensamentos negativos que temos, assim como todas as emoções menos boas que sentimos, só vão contribuir para que, dia após dia, o nosso bem estar e a nossa felicidade vão decaindo.

E o que podemos nós fazer?

1 – Atenção Plena: Viva o presente. Não pense no futuro, viva incondicionalmente o que de bom e feliz tem hoje. Pode ir treinando isso, por exemplo, com a meditação. O presente; o aqui e agora têm uma maior imensidão do que a nossa imaginação.

2 – Contrariar os pensamentos maus e as emoções menos boas. Tal como temos a capacidade para pensar de forma errada e mais negativa sobre determinados acontecimentos, também temos a capacidade de fazer o inverso. De abrir caixinhas de felicidade na nossa mente e de fechar, continuamente, as caixinhas que nos provocam mais dor e sofrimento. Mas também diria que, para fechar essas caixinhas mais negativas elas precisam, primeiro, de ficar arrumadas!

3 – Flow: encontre atividades que exijam um grau de dificuldade. Assim, sentirá que está no “flow” da experiência, sentirá prazer nessa atividade mais desafiante; testando os seus limites, a sua felicidade.

4 – Degustação: Aprecie os sabores, aprecie os pequenos momentos. Por exemplo, abra um bom vinho e aprecie todo esse momento. A garrafa, a abertura da rolha, o encher o copo (meio cheio ou meio vazio), o levar o copo à boca e o sentir o sabor do vinho. Mais quente ou mais frio. Mais intenso ou mais doce. Aprecie. E, ao fazer isso com uma garrafa de vinho, faça-o também com a vida. Aprecie tudo aquilo que a vida lhe oferece!

 

Portanto, o que é que determina a qualidade de cada instante da nossa vida? O problema é que, muitas vezes, temos a felicidade ao nosso lado e, por uma ou outra razão, simplesmente lhe viramos as costas. E, apesar de querermos evitar o sofrimento, parece que caminhamos sempre para a sua direção.

Deixe de se lamentar e de viver a sua vida com os “se”… “Eu seria feliz se fosse a melhor mãe do mundo”; “Eu seria feliz se tivesse mais dinheiro”; “Eu seria feliz se… se… se…”! Encontre a sua verdade e a sua felicidade dentro de si próprio… Transforme este “se” em certezas. “Eu sou feliz porque tenho uma família”; “eu sou feliz porque tenho dinheiro para pagar as contas e me alimentar”; “eu sou feliz porque estou vivo e, simplesmente porque sim…"

 

Não sei se aprendi a ser feliz; se sou feliz a toda a hora; se já é um estado normal... Sei que dependo da felicidade e destes momentos felizes para estar bem e para sentir que estou viva! A caça é uma das coisas que mais sentido faz para mim, enquanto escrevo sobre felicidade. Caçar é ser feliz. Estar no campo e na natureza é estar feliz. Estar com os animais é felicidade...

E você, qual é que foi a coisa mais pequenina que já fez hoje, para promover a felicidade?

ML.

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Eurodeputados reforçam regras de controlo de armas de fogo

A notícia está em vários sites e jornais e diz-nos basicamente o seguinte:

 

"O Parlamento Europeu (PE) aprovou esta terça-feira a revisão da diretiva sobre as armas de fogo que reforça o controlo de armas sem projétil e de armas mal desativadas, para acabar com lacunas de segurança.

Em causa está o controlo de armas que podem ser facilmente reconvertidas em armas ativas e que foram utilizadas nos atentados terroristas em Paris. A diretiva revista, aprovada por 491 votos a favor, 178 contra e 28 abstenções, requer também que os Estados-membros tenham um sistema de fiscalização adequado para a atribuição e renovação de licenças e que partilhem informações entre si.

A revisão da atual diretiva, que data de 1991 e que teve uma primeira atualização em 2008, introduz regras mais rigorosas para a aquisição e a detenção de armas na União Europeia (UE) procurando equilibrar os interesses dos proprietários legítimos de armas de fogo, como caçadores, praticantes de tiro desportivo e reservistas, com o interesse do público em geral. As armas sem projétil, cuja conversão em armas de fogo ativas é muitas vezes possível com poucos esforços, não eram abrangidas pelo âmbito de aplicação da diretiva, constituindo um risco para a segurança.

 

Na falta de disposições nacionais mais rigorosas, essas armas podiam ser adquiridas livremente e foram utilizadas, por exemplo, nos atentados terroristas ao Charlie Hebdo, em Paris, em janeiro de 2015. A nova redação da diretiva garante que estas armas fiquem registadas na mesma categoria que a arma de fogo a partir da qual foram convertidas.

As armas de fogo são classificadas em três categorias, de acordo com o nível de perigo: categoria A – armas proibidas para utilização civil; categoria B – armas sujeitas a autorização; e categoria C – armas sujeitas a declaração.

Algumas armas de fogo semiautomáticas perigosas foram aditadas à categoria A, ficando assim sujeitas à proibição de utilização civil. É o caso, por exemplo, das armas de fogo curtas semiautomáticas com carregador com capacidade para mais de 20 cartuchos e das armas de fogo longas semiautomáticas com carregador com capacidade para mais de 10 cartuchos. As armas da categoria A só podem ser adquiridas e detidas com base numa derrogação concedida pelo Estado-membro em causa.

 

Se, por exemplo, uma destas armas for necessária para uma disciplina de tiro desportivo, só poderá ser adquirida de acordo com regras rigorosas relacionadas, entre outras coisas, com a prática comprovada reconhecida por uma federação oficial de tiro desportivo. Esta revisão reforça também as regras de marcação das armas de fogo para melhorar a rastreabilidade das mesmas, clarifica as disposições relativas à desativação, requer que as informações sejam registadas em sistemas nacionais de ficheiros de dados e prevê melhorias no intercâmbio de informações entre os Estados-membros."

(In Observador, 14 de Março 2017)

 

"A minha filha odeia-me por eu não ser vegan"

Vi hoje esta notícia no site espanhol Jara Y Sedal e resolvi partilhar connvosco, pois cada vez mais penso que estamos num mundo de verdadeiros loucos.

Esta carta que vão ler de seguida, foi publicada pelo diário britânico "The Guardian", e a autora é uma mãe desesperada e triste, que se dirige à filha, uma vegan, mas uma vegan muito fundamentalista. Leiam e vejam como está a ficar este nosso mundo...

 

"Uma carta à minha filha, que me odeia por eu não ser vegan"

 

Quando me disseste que querias ser vegan, fiquei muito preocupada. Sempre gostaste muito de comer e, desde logo, temi que não conseguisses os nutrientes necessários, fazendo uma dieta tão limitada. Mas tu eras maior de idade, e esta tinha sido a tua decisão. Além disso, como começaste a comer mais frutas e vegetais, e tentavas incluir os alimentos e os suplementos corretos, eu fiquei mais tranquila.

Dizias que a tua motivação era o bem estar animal e os estragos ambientais provenientes da agricultura. É justo.

Com um filho mais pequeno, e um emprego a tempo inteiro, achava que era uma loucura encontrar receitas e cozinhá-las para ti, mas ainda assim aceitei. E quando saiste de casa para ir para a Faculdade, deixei o teu carro cheio de sopa caseira vegan, para levares para o teu frigorífico.

 

Mas não é o suficiente para ti. Como já me explicaste muitas vezes, para ti, o ser vegan não é apenas o que se come, mas sim um estilo de vida. Viste todos os documentários vegan, leste imensa informação na internet e consegues dizer palavra por palavra o que aprendeste. Tornaste-te uma apaixonada por esta causa, ao ponto de a transformares num dogma.

Não toleras nenhuma opinião contrária à tua. Basicamente, não vais respeitar ninguém que não queira ser como tu, vegan. E eu sou uma dessas pessoas.

Entendo alguns dos teus argumentos, e até fiz algumas alterações na minha alimentação, depois de me teres contado acerca dos animais das indústrias alimentares. Mas, como mulher de meia idade, as minhas escolhas de vida começam a ser cada vez mais reduzidas. E não tenho intenções de cortar ainda com mais opções, para me tornar vegan. Mas aos teus olhos, eu sou apenas egoísta.

 

Quando nos vemos, levo-te a restaurantes vegans e aceito comer o que há na ementa. Muitas vezes, envio-te receitas vegans e compro-te chocolate vegan no supermercado. Sei que aprecias estes meus esforços, mas também sei que ficam sempre aquém das tuas expetativas.

 

Deixei de tentar explicar-te as minhas razões para não ser vegan, como tu, porque acabamos sempre a discutir e chateadas uma com a outra.

Tudo isto é uma contradição para mim, porque eduquei-te para seres uma mulher forte, poderosa e com compaixão. Esperava que fosses uma apaixonada por aquilo que fizesses. Ensinei-te que a tolerância é fulcral, mas há limites, e certos comportamentos não podem ser tolerados. Então talvez entenda a tua atitude, em parte.

 

Não consigo descrever o quão difícil é viver sabendo que a minha própria filha sente repugnância em relação a mim. É muito importante para mim sentir-me digna do teu respeito.

Espero que com o tempo e a maturidade, o teu dogma dê lugar a uma atitude mais aberta e tolerável. Mas o meu maior medo é que enquanto ganhas maturidade na tua forma de falar e ser vegan, a tua repulsa em relação a mim permaneça intacta e não mude.

E então terei de viver sempre com isso".

 

(Jara Y Sedal, 14/03/2017)

 

Se nem a própria mãe ela aceita, imagino como será a sua reação perante o resto do mundo que decidiu que ser vegan não é a sua escolha de vida. Todos somos diferentes e todos temos direitos às nossas escolhas; ou não é nessa democracia que vivemos? Pelo menos nesse ideal democrático, porque na realidade, talvez as coisas não sejam bem assim também... Mas isso são outros "quinhentos"...

ML.

 

A história da possível amizade entre um lobo e uma ovelha

Numa cidade ainda pouco habitada, num sítio frio e chuvoso, havia uma pequena floresta, que tinha muitas árvores, muitas plantas e muitos animais. Todos viviam em liberdade, nessa tal floresta fria e húmida. E havia um lobo... Aliás, havia várias alcateias; contudo, havia um lobo que se destacava. Era um lobo alfa, que fazia tudo aquilo que queria. A alcateia tentava segui-lo em todas as suas aventuras; mas por vezes tornava-se difícil.

 

Esse lobo era grande, forte e perigoso. Pelo menos, era o que diziam os habitantes da cidade ainda pouco habitada, que tinham rebanhos de ovelhas. Durante a noite, o lobo atacava sempre uma ou duas ovelhas, para comer. Por mais abrigadas ou escondidas que estivessem, este lobo audaz conseguia sempre aquilo que queria. E ele tinha alimento na floresta fria e húmida, tal como javalis, veados, gamos. Mas o lobo preferia sempre as ovelhas... 

 

Um certo dia, o lobo andava a passear nessa tal floresta fria e húmida. Era Inverno e chovia torrencialmente. A alcateia refugiara-se numa toca de pedras e silvas; mas o lobo teimoso quis ir passear. E qual não é o seu espanto quando encontra uma ovelha no meio da floresta. Uma das ovelhas daqueles rebanhos que ele gostava de atacar. O pensamento imediato deste lobo foi "tenho que a matar"; mas, pelo sim pelo não, e como era muito curioso, decidiu averiguar a situação:

- O que estás aqui a fazer?

- Por favor não me faças mal, Lobo. Eu estou perdida e preciso de ajuda para voltar para casa.

- E achas que sou eu que te vou ajudar, pequena Ovelha?

- Eu sei que não, mas por favor não me comas.

O lobo pensou. Andava à volta da ovelha, que era um ser insignificante, naquele momento. Pensou e voltou a pensar. Até que decidiu fazer uma proposta à ovelha:

- Eu levo-te a casa, mas para isso tens de passar uma semana connosco. Às vezes é mais difícil atacarmo-vos, porque estão bem escondidas e quando assim é ficamos com fome. Portanto, se esta semana eu tiver fome como-te. Caso contrário, levar-te-ei a casa.

A ovelha não tinha outra solução senão aceitar este "pedido" do lobo. E assim foi! A alcateia ficou desconfortável com esta ideia, pois a tentação era muita; mas como o lobo alfa detinha todo o poder, aceitaram também esta decisão.

Os dias foram passando e o lobo e a ovelha tornaram-se amigos; senão, grandes amigos. Faziam tudo juntos, riam juntos, brincavam, passeavam e imaginem... o lobo até ensinou a ovelha a caçar; mas ela tinha tanto medo que nunca conseguiu ser bem sucedida. Mas não havia problema, pois ele caçava para ela. Nessa semana o lobo só atacou um rebanho uma única vez. Os outros dias ia comendo coelhos, veados e gamos. E partilhava sempre com a sua nova amiga ovelha.

 

Mas houve um dia em que tudo mudou! Os humanos entraram em guerra e aquela pequena cidade ainda pouco habitada, e até a floresta húmida e fria, foram completamente devastadas. Toda a população morreu e todos os animais e plantas também. Mas o lobo e a ovelha conseguiram-se salvar. Como? Ninguém sabe; mas a verdade é que este lobo era mesmo diferente dos outros e talvez tivesse um poder mágico, caso esta história fosse uma história de encantar, em que todos vivessem felizes para sempre. Mas isso não aconteceu; todos morreram, menos o lobo e a ovelha.

 

Eles, que se tinham tornado nos melhores amigos, viram as suas vidas ficarem abaladas com este acontecimento e decidiram averiguar tudo o que estava a acontecer; no entanto, apenas viam destroços e nada mais.

Andaram assim uns dias; tristes, cansados e desiludidos com o mundo que, em segundos, pode realmente mudar.

A fome apertava. Não tinham nada para comer. Não tinham nada para caçar. Até que um dia o lobo, que já mal se levantava, foi ter com a ovelha.

Olhou-a olhos nos olhos e disse:

- Desculpa, és a minha melhor amiga e talvez a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos, por isso te salvei quando se deu esta tragédia. Mas agora tenho fome e preciso de comer e tu és a única coisa que tenho para comer. Podes ser a minha melhor amiga, mas acima de tudo isso eu sou um animal; um predador e não tenho esse tipo de sentimentos e emoções como têm os seres humanos. Porque serei sempre um animal e quero ser tratado como tal; assim como um humano será sempre um humano e uma planta, será sempre uma planta.

E o lobo comeu a ovelha!

ML.

Notícias falsas contra os caçadores

"Caçadores matam um dos maiores e mais velhos elefantes de África".

"Caçadores invadem Zoo de Paris e matam rinoceronte branco".

 

Acordei hoje e deparei-me com estas duas notícias, oriundas do mesmo órgão de comunicação social.

Há aqui duas coisas que precisam de ser distinguidas e talvez os jornalistas não tenham aprendido isso durante as aulas na faculdade ou nos valores e educação que tiveram. Quando se faz jornalismo, o importante é vender e ter o maior número de leitores. Tudo certo, até aqui. Mas para isso, não podem cair na mentira e na especulação. Não podem criar títulos "alarmantes" e completamente falsos, apenas para gerarem qualquer coisa... Nem sei bem o quê! Se na vossa vida são pessoas honestas e verdadeiras, aplaudo-vos; mas que o sejam também no vosso trabalho e que o saibam transmitir para a comunidade que vos lê, todos os dias. As pessoas não gostam de mentirosos e creio que vocês também não devem gostar de ser intitulados como tal. Mas hoje terei de o fazer. E, portanto, esta é a primeira coisa que precisa de ser distinguida: nem tudo o que lemos nos jornais é verdadeiro, porque acima de tudo, os "patrões" querem vender e ter o maior número de leitores!

 

O segundo aspeto fulcral é sabermos diferenciar um caçador legal de um caçador ilegal. E estou já a considerar que estas "pessoas" (para mim, estes seres desumanos) que fizeram estas ilegalidades têm carta de caçador (o que dúvido, mas vou considerar que nem tudo nesta notícia seja falso). Aliás, até vos posso dizer que em França nenhum meio de comunicação social afirmou que estes indivíduos eram caçadores... Mas enfim, continuemos!

Quando nós tiramos a carta de condução, sabemos que ao conduzir na auto estrada, por exemplo, o limite máximo de velocidade é 120. Ora, se não ultrapassarmos, estamos legais e agimos com consciência das regras que nos impõem. O problema talvez sejam as milhares de pessoas que caem na ilegalidade de andar a mais de 120. 

Essas pessoas têm, portanto, a carta de condução, mas comportamentos ilegais. Mas eu, que também tenho a carta de condução, não cometo essas ilegalidades. Simplesmente, porque não o quero fazer. E agora pergunto: poderemos nós colocar todos os condutores no mesmo saco? Dizer que os condutores não respeitam as regras, são "loucos" a conduzir e perigosos? Podem dizê-lo, claro, mas de mim não o dizem, certamente. Porque nem todos somos iguais e nem todos somos condutores ilegais!

 

E isto é o que se passa na caça, com os caçadores. Há caçadores legais e ilegais. Os caçadores ilegais intitulados, no meu ponto de vista, como seres desumanos matadores, são diferentes (e muito) dos caçadores que caçam dentro de todas as legalidades; que respeitam a natureza, as regras e as normas. E acreditem que são imensas (e ainda bem).

 

Dou-vos mais um exemplo. Infelizmente, há seres desumanos matadores que criam armadilhas para apanhar javalis, no campo. Sabem qual o primeiro comportamento de um caçador, nessa situação? Liga à entidade responsável para averiguar a situação e punir os possíveis ilegais. Ainda os ajuda a tirar a armadilha do terreno. Isto é um caçador, que se preocupa com o bem estar dos animais.

É dificíl que uma pessoa que não esteja ligada ao campo e à caça consiga perceber isto. Também não tinha essa capacidade, até decidir que tinha de fazer alguma coisa para ajudar os animais. Também colocava os caçadores "todos no mesmo saco"; até perceber qual a essência da caça e perceber que todos somos diferentes e que haverá sempre um vilão na história. E um super herói também...

 

Estas notícias que hoje saíram em destaque são simplesmente terríveis e desumanas. Mas não será também desumano da vossa parte, jornalistas, mentirem e suporem que os caçadores fazem este tipo de barbaridades? Espero que consigam perceber, um dia, a importância de um caçador na natureza, na defesa dos animais e na gestão de habitat. Talvez o percebam um dia sim, mas têm de estar predispostos para isso e deixar os fins de semana de copos, festas, centros comerciais e mantas no sofá. Até lá, continuem a ser contra a caça e contra os caçadores e continuem a escrever mentiras; enquanto comem a vossa sandes de fiambre de peru!

ML.

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Taça de Portugal de Primavera 2017

Como já vos referi várias vezes, um dos fatores que me levou a ser caçadora foi ver o trabalho dos cães de parar no campo, a caçarem, a fazerem aquilo que mais gostam, com toda a sua paixão, expressão típica e dedicação. Nesse dia, soube logo que algo iria mudar na minha vida e foi o que aconteceu. Para além de caçadora, tornei-me também juiz de provas de Santo Huberto, e mais recentemente juiz tirocinante de provas de caça prática e provas de primavera.

Fi-lo porque, para mim, é maravilhoso poder ver estes cães no terreno e é maravilhoso ver a dedicação do dono com o cão, e vice-versa.

 

Isto para vos explicar um bocadinho o porquê de escrever, por vezes, sobre provas com cães de parar. Porque além de caçadora, também ando nestas "lides".

No fim de semana de 25 e 26 de Fevereiro, realizou-se a Taça de Portugal de Primavera, em Beja, com a organização do CPC (Clube Português de Canicultura).

 

As provas de Primavera, têm como objetivo primordial colocar em evidência as qualidades naturais de cada raça, no ato de caça, tendo em vista o melhoramento das raças de cães de parar. Além da atribuição dos títulos de trabalho e de reprodutores, estas provas permitem divulgar e aumentar os conhecimentos sobre o ensino, utilização nacional e avaliação dos cães de parar e fomentar as relações entre criadores, caçadores e público em geral.

Deste modo, a Taça de Portugal de Primavera tem como objetivo colocar em evidência os exemplares melhor dotados em qualidades de trabalho inatas, próprias de cada raça, nomeadamente a paixão pela caça, eficácia e recetividade ao ensino. 

 

O fim de semana foi marcado pelo bom tempo; pelo companheirismo e amizade; e por campos, na sua maioria, de grande qualidade.

Estiveram presentes 45 cães continentais, divididos em 5 séries; e 13 cães britânicos, julgados numa única série, em parelhas.

 

Vencedores:

Continentais: Izi da Maralha, BAM. Condutor Vítor Silva. Proprietário José Manuel Santos.  

 

Foto de Vitor Silva.

 

Britânicos: Halcon de Bosende, SIM. Condutor e proprietário Luís Semedo.

 

 

Troféu Melhor Perdigueiro Português: Jota do Vale Sabugo, PPM. Condutor e Proprietário: Jorge Piçarra.

 

Foto de Jorge Piçarra.

 

Parabéns a todos os participantes e vencedores! A toda a organização! E a todos os juízes!

ML.

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