Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Javalis matam três pessoas no Iraque

A notícia parece hilariante, tendo já sido alvo de brincadeiras, gozo e piadas. "Os javalis vão ser os futuros combatentes contra o Estado Islâmico" ou "Os javalis vão acabar com a guerra" ou "os javalis devem ser condecorados pela sua valentia"...

Mas acho que temos de pensar nesta realidade de forma séria e consciente... Os javalis são animais selvagens que atacam e que podem matar, é um facto, principalmente quando se sentem ameaçados. Já ocorreram alguns casos desses na Europa, mas que foram pouco divulgados. Para quem não sabe, o javali é uma praga em certas zonas de Portugal e já "atacam" as cidades, "atacam" os carros nas estradas e "atacam" culturas e sustentos de vida de muitas pessoas. 

Parece-me que a situação pode agravar, caso medidas de controlo de população não sejam tomadas; caso não existam caçadores, por exemplo. E espero que nunca tenhamos notícias deste género no nosso país.

Deixo-vos a notícia na íntegra:

 

"Três soldados do autoproclamado Estado Islâmico morreram, este domingo, depois de terem sido atacados por javalis selvagens, em Kirkuk, Iraque, avançou a Alsumaria News, estação de televisão privada do país.

O ataque, que deixou outros cinco radicais feridos, ocorreu quando os militantes do grupo extremista, escondidos entre canas de bambu, preparavam uma investida sobre a tribo local, que acusam de colaborar com as forças governamentais para expulsarem os extremistas.

Segundo a Iraqi News, agência de notícias do país, o autodenominado Estado Islâmico está na região desde 2014 a tentar impor um califado. Apesar de as autoridades locais terem instado o Governo iraquiano a envidar esforços no sentido de libertar as áreas ocupadas pelos jiadistas, a prioridade nos últimos meses tem sido recuperar Mossul, o maior bastião dos radicais no Iraque.

 

No entanto, de acordo com os média iraquianos, antes de efetuarem o ataque, os membros do EI foram surpreendidos por um grupo de javalis selvagens, que os atacaram mortalmente. As causas do ataque não são claras mas a Alsumaria News escreveu, citando fonte local, que os animais poderão ter sido primeiramente magoados pelos radicais, por terem atacado as terras agrícolas".

 

(Notícia retirada do Jornal de Notícias, 26 Abril 2017)

 

Estudo em Harvard confirma "Se o ser humano não tivesse passado a consumir carne, não teria evoluido"

Várias são as teorias que sustentam a ideia de que o ser humano não teria evoluído se não tivesse consumido carne. No entanto, muitos discordam, dizendo que poderíamos ter comido frutas e legumes a vida inteira e a espécie evoluiria da mesma forma.

 

Mas agora, os investigadores da Universidade de Harvard vieram dar novas bases científicas, com um estudo que levaram a cabo e que foi publicado na Nature. Neste estudo, concluem que se o homem não tivesse tido uma dieta com quantidades generosas de proteína nos tempos antigos, o ser humano não evoluíria como evoluiu. Há pelo menos três milhões de anos que o homem primitivo iniciou uma alimentação à base de carne e o segredo da nossa evolução centra-se na forma com que a "dieta da carne" economizou 2.5 milhões de mastigações por ano e muitas calorias, justamente porque usava ferramentas específicas para cortá-la em pequenos pedaços.

A parte mais chata da vida dos nossos primos macacos é a mastigação, sendo que 6 horas do seu dia é para essa função; sendo possível devido aos grandes dentes e mandíbulas que têm e que os nossos antepassados também tiveram.

 

Portanto, esta mudança na alimentação trouxe uma refeição muito mais rica em calorias e com necessidade de mastigar menos vezes e isso aumentou os níveis gerais de nutrientes no organismo.

O cozinhar a carne, que facilitou ainda mais a mastigação, veio a acontecer muito mais tempo depois, há 500 mil anos atrás.

 

Esta investigação foi feita com um grupo de homens e o objetivo primordial era que mastigassem carne de cabra (carne semelhante há que havia na altura - dura) e vegetais. Usaram-se sensores de eletromiografia (colocavam-se eletrodos na face de cada um) e foi medida a quantidade de energia e tempo que os músculos da cabeça e mandíbula tiveram que exercer para mastigar e engolir as amostras inteiras ou preparadas das três formas antigas.

A primeira coisa que descobriram foi que é quase impossível comer carne crua se tem a dentição humana (ou até mesmo macacos). Mastiga-se e volta-se a mastigar e parece que nada acontece. 

Cortar a carne, seja com uma faca ou com uma pedra afiada, muda tudo isso; pois são mais fáceis de mastigar e de digerir.

 

E foi então comprovado, segundo o teste, que com a ingesta de carne os homens primitivos passaram a economizar 2,5 milhões de mastigações durante o ano.

 

Mas quais são as vantagens disto? Uma delas foi a quantidade de tempo que estes homens ganharam, pois já conseguiam terminar as suas refeições muito mais rápido. Instintivamente, usavam este tempo para caçar e obviamente, comerem mais e mais carne. Isto foi de extrema importância, porque o cérebro é um órgão nutricionalmente exigente e, para crescer, comer carne foi essencial, pois fornecia muito calorias e muito menos esforço.

Assim que passaram a processar a carne, os dentes grandes e afiados tornaram-se “desnecessários” e a mandíbula tornou-se menos pronunciada e suportada por menos músculos.

Obviamente que isto levou a grandes mudanças no crânio e no pescoço, dando espaço para o crescimento do cérebro, uma melhor termorregulação e órgãos de fala mais avançados (um "focinho" menor deixou espaço para a formação de lábios mais manobráveis). Com o crescimento da massa encefálica o homem primitivo tornou-se mais intelectual e inteligente.

Alguns investigadores afirmam que o processo de cozinhar os alimentos é que levou à evolução da espécie humana. Zink e Lieberman dizem que comer carne e conseguir cortá-la forneceu o impulso inicial para os dentes e mandíbulas menores; e o acto de cozinhar terminou o trabalho mais tarde.

 

Artigo: Katherine D. Zink  & Daniel E. Lieberman (2016), Nature

 

Simple stone tools may have allowed early <i>Homo</i> to start eating meat and root vegetables, even before cooking became common.
&lt;img data-attachment-id="38780" data-permalink="http://diariodebiologia.com/2017/03/estudo-de-harvard-casou-polemica-vegana-se-o-ser-humano-nao-tivesse-passado-a-consumir-carne-nao-teria-evoluido/comer-carne-evolucao/" data-orig-file="https://i2.wp.com/diariodebiologia.com/wp-content/uploads/sites/4/2017/03/comer-carne-evolucao.jpg?fit=700%2C350" data-orig-size="700,350" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&amp;quot;aperture&amp;quot;:&amp;quot;0&amp;quot;,&amp;quot;credit&amp;quot;:&amp;quot;&amp;quot;,&amp;quot;camera&amp;quot;:&amp;quot;&amp;quot;,&amp;quot;caption&amp;quot;:&amp;quot;&amp;quot;,&amp;quot;created_timestamp&amp;quot;:&amp;quot;0&amp;quot;,&amp;quot;copyright&amp;quot;:&amp;quot;&amp;quot;,&amp;quot;focal_length&amp;quot;:&amp;quot;0&amp;quot;,&amp;quot;iso&amp;quot;:&amp;quot;0&amp;quot;,&amp;quot;shutter_speed&amp;quot;:&amp;quot;0&amp;quot;,&amp;quot;title&amp;quot;:&amp;quot;&amp;quot;,&amp;quot;orientation&amp;quot;:&amp;quot;0&amp;quot;}" data-image-title="comer-carne-evolucao" data-image-description="" data-medium-file="https://i2.wp.com/diariodebiologia.com/wp-content/uploads/sites/4/2017/03/comer-carne-evolucao.jpg?fit=300%2C150" data-large-file="https://i2.wp.com/diariodebiologia.com/wp-content/uploads/sites/4/2017/03/comer-carne-evolucao.jpg?fit=700%2C350" class="aligncenter size-full wp-image-38780" src="https://i2.wp.com/diariodebiologia.com/wp-content/uploads/sites/4/2017/03/comer-carne-evolucao.jpg?resize=700%2C350" alt="" srcset="https://i2.wp.com/diariodebiologia.com/wp-content/uploads/sites/4/2017/03/comer-carne-evolucao.jpg?w=700 700w, https://i2.wp.com/diariodebiologia.com/wp-content/uploads/sites/4/2017/03/comer-carne-evolucao.jpg?resize=300%2C150 300w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" data-recalc-dims="1" /&gt;

 

O ataque do PAN à caça e ao mundo rural

É tão triste vivermos num mundo onde existem pessoas como vocês... 

Quem são vocês para tentarem acabar com o mundo rural?

Quem são vocês para tentarem acabar com o emprego e o sustento de muitas famílias? Quem são vocês para as colocarem na miséria?

Quem são vocês para decidirem se nós, cidadãos do mundo rural, podemos ou não ter um cão ou uma vaca no quintal; no nosso quintal?

Quem são vocês, PAN, que desde que surgiram tentam destruir pessoas, animais e a natureza?

 

Hilariante este trocadilho, não é? Até que ainda consegui soltar uma gargalhada, por mais pequena que fosse; porque neste momento estou preocupada. Deveras preocupada. Não por mim, mas pelo que vocês estão a fazer a tantos outros iguais a mim (e a vocês claro). Estão a destruir. E porquê? 

Porque a ganância, o poder e o dinheiro são os alicerces da vossa campanha, do vosso partido e da vossa vida. Atacar em todas as frentes, para ver qual a que vos dá mais poder! Atacar pessoas, animais e a natureza, fingindo que os idolatram. Porque se essa fosse a vossa verdadeira preocupação o discurso seria totalmente diferente mas, acima de tudo, as ações. 

Hilariante também é o facto de nunca vos ter visto, a vocês PAN, na natureza, a cuidar dos animais, a dar-lhes água e comida, a prevenirem doenças, a controlarem predadores e a certificarem-se que o equilíbrio ecológico é mantido. E isso revolta-me! Só me pode revoltar! O partido dito defensor dos animais a única coisa que faz é julgar? Dizer mentiras a quem não conhece a realidade? Sentar-se atrás de um computador e ameaçar pessoas?

Não pode ser real... Ou então estou num mundo virado de pernas ao contrário. Mas é real! E quiçá o mundo esteja mesmo assim...

 

Em relação às vossas seis propostas, deixem-me dizer-vos algumas coisas. Vou ser breve, para não vos cansar com tanta teoria. Quando quiserem vir ter connosco, na prática, irão aprender muito mais, acreditem.

 

1) Regime uniforme de dois dias de caça por semana para os terrenos ordenados e não ordenados. O problema das pessoas que são contra a caça é serem ignorantes e não conhecerem a verdadeira realidade da caça e do mundo rural. Não percerem que o acto de matar uma espécie de caça é a última instância na e da caça. Há uma série de procedimentos, de sentimentos, de trabalho, de preocupação que acontecem e todos desconhecem. E porquê? Porque os fins de semana passados em casa ou nos centros comerciais são mais produtivos que aqueles passados no campo a tratar dos animais. A tratar; e não a matar; leram bem...

 

2) Proibição de caça à rola e coelho por um período de 3 anos, espécies que estão a desaparecer a um ritmo galopante em Portugal por caça excessiva. Qual a base desta vossa teoria? Primeiro ponto: estas espécies não estão a desaparecer por caça excessiva, mas sim por doença que tem dizimado toda a população de coelhos; e pelas modificações na agricultura, que levam a que a rola não permaneça na nossa zona. São de um profundo desconhecimento estas teorias, o que me assusta profundamente.

Alguma vez viram um coelho bravo morto no campo com a doença? Alguma vez apanharam um coelho bravo morto, para o levar para análise e estudo? Alguma vez se interessaram em desenvolver vacinas ou em sequer pensar neste assunto, para salvar esta espécie? Alguma vez perderam um fim de semana vosso para irem ao campo fazer comedouros com medicamentos para os coelhos? 

E posso continuar... Sabem qual o alimento da rola? Sabem que terrenos ela prefere? Conseguem perceber as modificações na agricultura, por exemplo, na cultura do girassol e a forma que isso influenciou a rola? 

Pesquisem e informem-se de tudo isto antes de escreverem estas obscenidades.

 

3) Igualar os períodos venatórios do terreno ordenado aos do terreno não ordenado no que diz respeito à caça menor. Sabem o que é o terreno ordenado e o terreno não ordenado? Sabem o que se passa em cada um deles? A organização, a gestão, o número de espécies, a sua reprodução? Sabem que tipo de caça se pratica? Como se pratica? 

Deixem-me contar-vos uma coisa, que acho deveras interessante. E é suportada por estudos científicos e dados reais; o que torna tudo ainda mais interessante, e real. Sabiam que os caçadores contribuiram quatro vezes mais na conservação das espécies e da Natureza (nomeadamente na defesa e melhoramento da vida selvagem e doações ara organizações de conservação)? - Estudo da Universidade Cornell (EUA), 2015.

Sabiam que na América do Norte, em 1907 havia 41.000 alces e depois de um trabalho exímio dos caçadores e da caça sustentada em 2015 há mais de 1 milhão de alces? E em 1900 havia 500.000 veados e em 2015 32 milhões?

Sabiam que na África do Sul, desde que a caça é legal, o número de rinocerontes subiu de 100 para 11.000 mil?

 

Mas... Em países onde a caça não é legal e onde conseguiram acabar com ela, sabem o que acontece? Continuo a dar-vos exemplos reais...

Na Índia e no Quénia as grandes espécies selvagens estão em declínio, pois não há um controlo da vida selvagem.

Na Holanda proibiram a caça do ganso desde 1999 e houve um aumento desta espécie de 2000%. Os cidadãos pagam 11 milhões de euros por anos pelos danos que estas aves causam, principalmente devido ao perigo que representam no tráfico aéreo. Acreditam que o governo holandês está a pensar voltar a autorizar a sua caça, para que os gastos sejam menores e a população viva melhor? Pois é... Interessante!

 

4) Sancionamento de venenos na atividade cinegética. Em todas as vossas teorias percebe-se nitidamente o total desconhecimento do mundo rural e este ponto é apenas mais um exemplo. Acham que já não há sanções para quem usa venenos na atividade cinegética? Pensam que são os caçadores a usar os venenos? Os caçadores são os primeiros a denunciarem aqueles que usam venenos ou outro tipo de material contra os animais, tal como laços ou armadilhas... Há denúncias, há inspeções, há autoridades que são chamadas para resolver este tipo de problemas. Estejamos mais atentos àqueles que usam venenos para matarem os cães dos vizinhos, os gatos vadios ou talvez a mulher que chateia muito em casa...

 

5) Impedir a utilização de matilhas. Não vou falar sobre a tradição das matilhas e matilheiros. Com tradições não vamos lá... Não vou explicar-vos o que é a vida de um matilheiro e o trabalho árduo que ele tem. Também não iriam compreender (porque não querem). Talvez vos diga, mais uma vez, para nos acompanharem um dia no campo, na natureza, com os animais. Convidamo-vos a virem connosco e com as nossas matilhas. Se gostam tanto de animais, depressa sentirão a felicidade dos cães a fazerem aquilo para que nasceram; aquilo que fazem há milhares e milhares de anos. Bem sei que os querem confinar a um apartamento e a um passeio à trela duas vezes por dia. Mas um cão merece mais do que isso, bem mais... Um verdadeiro apaixonado por cães sabe-o melhor que ninguém e não os pode impedir de fazer aquilo que mais gostam! "Se não podemos impedir os nossos filhos de serem homossexuais, também não podemos impedir os nossos cães de serem caçadores"... Talvez possamos fazer esta comparação, no momento em que estamos! 

 

Neste processo de caça, os cães funcionam como arma usado contra o animal a ser caçado, isto porque é da luta entre os cães e a presa que resulta a morte ou quase morte desta. Luta entre cães e a presa? Esta vossa teoria resulta do quê? De um vídeo que encontraram na youtube em que os predadores caçam a presa? Pois bem, na maioria das situações, o predador persegue a presa, que foge. Ou então pára a presa, a peça de caça. O cão pode ficar imobilizado, apontando para o caçador que a peça está ali. Um cão de matilha é um cão que descobre a caça. Um caçador caça uma espécie cinegética depois do cão ter feito o seu trabalho em descobrir a caça. Um caçador não mata uma peça de caça só por matar. Isso não é caçador; isso é um matador.

No mundo inteiro, os milhões de animais existentes caçam. Com esta vossa teoria, talvez devemos castigar e punir todos os predadores, não? Os leões, os leopardos, os javalis, as raposas, as cobras, os cães, e nós humanos. Também devíamos ser punidos, não acham? Somos predadores... Comemos outros animais... E outras plantas, que agora reagem aos estímulos e sabem quando vão ser comidas, segundo um novo estudo científico. Deixemo-nos de fundamentalismos rídiculos... 

 

6) Obrigatoriedade da presença de inspector sanitário em determinados actos venatórios. Mais uma vez, convido-vos a conhecerem a nossa realidade e o que é verdadeiramente o acto venatório. Há inpecções sanitárias em atos venatórios. É uma realidade! Entristece-me que não saibam, porque tendem a não querer saber...

 

PAN, as pessoas, os animais e a natureza precisam de todos nós! Passamos por dificuldades - as alterações climáticas; a poluição; as modificações na agricultura; - tudo isso mata milhares de animais. Os caçadores têm feito um trabalho exímio na gestão das espécies cinegéticas e da natureza. Os trabalhadores rurais também fazem o seu trabalho exímio, como podem! Não nos podem tirar a nossa vida! Não podem querer acabar com estas pessoas, com estes animais que são protegidos por estas pessoas e com a sua casa, a natureza. Vocês não têm esse direito! Principalmente porque agora é giro ser-se "amigo dos animais". 

Venham ter connosco; ensinamo-vos o que é ser um verdadeiro amigo dos animais... Como sempre fomos e como sempre seremos! Sem interesses e jogos políticos... 

ML.

 

Sem Título.png

 

As plantas sabem quando vão ser comidas e "reagem", diz novo estudo científico

"Hoje em dia é moralmente menos culpável comer uma salada do que um valente bife. Pelo menos, é isto que muitos vegetarianos defendem, a expensas de quem ainda não conseguiu descartar a proteína animal. No entanto, se calhar é melhor pensar-se duas vezes na altura de criticar, uma vez que, aparentemente, nisto de fazer sofrer para comer não haverá inocentes.

Uma investigação da Universidade do Missouri (EUA) descobriu que as plantas conseguem identificar sons nas proximidades, como o de comer, e reagir a ameaças ao seu meio-ambiente. “Investigações anteriores provaram que as plantas respondem a energia acústica, como música”, indicou Heidi Appel, uma das investigadoras, de acordo com o Daily Mail. 

“No entanto, o nosso trabalho traz o primeiro exemplo de como as plantas reagem a uma vibração ecologicamente relevante. Descobrimos que as ‘vibrações de alimentação’ espoletam mudanças nas células da planta, criando mais químicos de defesa que repelem ataques de lagartas”, acrescentou.

Um outro investigador sublinhou que as plantas foram submetidas a sons com acústicas similares a uma lagarta a alimentar-se (como o vento ou outros insectos) mas não reagiram da mesma forma. “Não aumentou as defesas químicas” da mesma forma que aumenta com o som de uma lagarta a alimentar-se, indicou Rex Cocroft.

 

“Isto indica que as plantas são capazes de distinguir vibrações decorrentes de alimentação de outras fontes de vibração ambiental”, acrescentou."

 

(Notícia retirada na íntegra do site Notícias ao Minuto, 8 Abril 2017)

 

E eu só pergunto: e agora?

ML.

Resultado de imagem para plantas reagem

 

 

Alemanha irá multar redes sociais por permitirem mensagens de ódio

O governo alemão aprovou um projeto de lei para combater os comentários de ódio e as notícias falsas nas redes sociais. 

Esta nova legislação obriga a que as várias redes sociais eliminem os comentários que possam conter crimes de insulto, ameaças, incitação para o crime ou atos de violência, crimes de ódio e/ou pornografia infantil. Tudo isto em menos de 24 horas. 

Além disso, esta nova lei torna as redes sociais responsáveis pela propagação de tais conteúdos criminosos e prevê sanções que podem chegar até aos 50 milhões de euros, para as empresas que não cooperam com a administração. 

 

O ministro da justiça alemão, Heiko Maas, afirmou que "a liberdade de expressão tem os seus limites, segundo o direito penal". Acrescenta ainda que "os administradores das redes sociais são responsáveis, quando as suas plataformas são usadas para espalhar mensagens de ódio ou notícias falsas".

 

Claro que os líderes da oposição e as empresas responsáveis pelas principais redes sociais expressaram a sua oposição a esta nova norma, afirmando que acabam com a liberdade de expressão; ao que Heiko Maas respondeu "a liberdade de expressão termina quando começa a violar a lei". 

 

(Notícia retirada da Revista Jara Y Sedal, 06 Abril 2017)

 

Esta lei será uma grande referência legislativa na Europa e esperemos que em Portugal comecem a pensar também neste assunto. Há pessoas que são insultadas todos os dias, ameaçadas de morte, julgadas e condenadas; apenas porque têm gostos diferentes. Há pessoas que sofrem constantemente nas redes sociais.

Temos várias exemplos em vários países. Fundamentalistas que desejam a morte de uma criança com cancro cujo sonho é ser toureiro; fundamentalistas que desejam a morte a duas crianças que têm pais caçadores; fundamentalistas que desejam a morte a todas as pessoas que não vejam os animais como seres humanos...

Se estas pessoas nem sequer conhecem a palavra respeito, como poderão saber o que é a verdadeira liberdade de expressão?

ML.

 

xcjvjjxbdvkpp.jpg

 

Uma família muito moderna (ou não)!

A palavra Família é uma palavra com um significado imenso. No dicionário, lê-se: "designa-se por família o conjunto de pessoas que possuem grau de parentesco entre si e vivem na mesma casa formando um lar"; mas no nosso íntimo, sabemos que esta palavra quer dizer mais... Muito mais...

Contudo, e relativamente à palavra Família, creio que há um conflito de gerações instaurado na nossa sociedade; de um lado os nossos avós e pais que vêm a palavra Família como algo extremamente importante; e, por outro lado, os jovens dos dias de hoje, que têm a palavra Família quiçá como apenas mais uma no seu vocabulário.

 

A transmissão de valores e a educação são fulcrais para o bom desenvolvimento psico-emocional da criança; no entanto isso nem sempre é feito da melhor forma. Senão vejamos: hoje em dia andamos sempre em stress e sem tempo para nada.

Então qual a melhor forma de entreter a criança, enquanto nos despachamos? Dar-lhe um tablet com jogos. 

Qual a melhor forma da criança parar de fazer birras? Com um telemóvel.

Qual a melhor forma de recompensar a criança pelo seu comportamento positivo? Dando-lhe o computador ou o telemóvel.

 

E portanto a educação gira em torno das novas tecnologias, muitas vezes por "imposição" da sociedade em que estamos inseridos. Porque se o menino não souber jogar no telemóvel já é diferente e isso poderá ter consequências no futuro.

 

Compreendo isso perfeitamente. No mundo louco do dia a dia, tendemos sempre a ir pelo caminho mais fácil... Mas... E como faziam há 60 anos atrás? Em que não tínhamos crianças tão mal educadas, crianças que só se preocupam com os jogos de telemóvel e computador... Faziam como se calhar faz esta família que vos apresento hoje... Em que o tempo em Família é bem mais importante que o tempo gasto em jogos e internet...

 

Gosto especialmente desta família! Comparo-os um bocadinho à minha família e à forma como nos educaram. Esta família tem 3 meninas, umas mais crescidas que outras; mas quando olhamos para eles sentimos que há uma alegria e uma felicidade diferentes das outras famílias.

Esta é uma família onde não há telemóveis e computadores constantemente. É uma família de um meio mais rural, uma família que está habituada ao campo e aos animais.

As miúdas adoram animais, assim como os seus pais. Todos os dias convivem com eles, seja com os seus cães, os gatos; ou mesmo quando o pai as leva ao campo.

 

Os fins de semana não são passados em centros comercias, em parques de crianças ou em casa a ver televisão.

Os fins de semana desta família são passado no campo, a cuidar da natureza e dos animais. Os pais incentivam-nas a conhecerem o lado puro e livre da vida. Os pais incentivam-nas a aprenderem uma série de técnicas e habilidades que, de outra forma, seria impossível. Os pais transmitem-lhes valores, tal como a preocupação com o meio ambiente; a preocupação com o próximo; a importância de cuidarmos daquilo que não é nosso, nomeadamente a natureza e os animais que nela habitam; a importância de sermos generosos e sensíveis e, principalmente, transmitem-lhes a realidade; sem fundamentalismos nem extremismos.

 

Quando chega a Sábado, a primeira coisa que elas fazem é pedir ao pai para as levar ao campo. Querem ver se as perdizes e os javalis já comeram o milho todo que tinham colocado. Querem ver se encontram alguma lebre bebé na cama, agora nesta altura. Querem sempre ver imensas coisas, e a alegria é contagiante!

Esta é uma família diferente, mas feliz! Livre!

Uma família que ajuda a natureza e os animais, sem pedir nada em troca!

Uma família em que comem o peixe que o pai traz para casa e a carne que o pai caça nos dias em que é permitido...

Pois... O pai é caçador! E trata dos animais e da natureza...

ML.

 

Foto de Manuela Completo.

 Foto de Manuela Completo.

15825852_1465492486824209_928254536626872764_n.jpg

 Foto de Manuela Completo.Foto de Manuela Completo.Foto de Valter Ferreira.