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Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Licenças de Caça

A informação que aqui vos vou colocar está na íntegra no site do ICNF. Contudo, para aqueles que necessitem, fica aqui a ajuda:

 

Atenção

---> Só é possível obter Licença de Caça para a Época Venatória seguinte, a partir de 15 de maio de cada ano;

---> Entre 15 e 31 de maio de cada ano, é necessário selecionar a Época Venatória para a qual se pretende licenciar: a que termina a 31 de maio (Época atual); ou a que se inicia a 1 de junho (próxima Época);

---> Antes de obter uma Licença de Caça Regional confira aqui as regiões cinegéticas. Lembre-se que, se se enganar na Região Cinegética para a qual quer obter a Licença Regional, não é possível alterar.

 

Tipos de Licenças

  • Licença Nacional - permite caçar, sem prejuízo de outras limitações impostas por lei, em todo o Território Nacional, durante uma Época Venatória.
  • Licença Regional - permite caçar na respetiva Região Cinegética, durante uma Época Venatória.
  • Licença para Não Residentes em Território Nacional - permite caçar, sem prejuízo de outras limitações impostas por lei, em todo o Território Nacional, durante 30 dias ou uma Época Venatória.
 

Onde obter a Licença

---> Licença Nacional Licença Regional podem ser obtidas:

  • Na rede de caixas automáticas do MULTIBANCO (MB);
  • Junto de balcão do ICNF;

---> Licença para Não Residentes em Território Nacional só pode ser obtida junto de balcão do ICNF ou de Organização do Setor da Caça (OSC) autorizada para o efeito.

 

---> A 2ª via de uma licença de caça, pode ser obtida:

  • Através do MB, durante os 60 dias seguintes à emissão, por esse meio, da respetiva licença;
  • Junto de balcão do ICNF;

 

Caso necessitem de mais informações, o ICNF disponibiliza aqui.

 

ML.

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Austrália liberta um novo vírus para extinguir os coelhos

Segundo notícia do Jornal El País, o governo australiano lançou uma nova variante da doença hemorrágica, chamada RHDV1 K5, que foi descrita como sendo mais mortal que a ébola e tão contagiosa como a gripe. O objetivo? Acabar com a praga de coelhos no país e o que é certo é que estão a conseguir, pois em poucos meses já acabaram com 42% da espécie.

Francisco Parra, virologista da Universidade de Oviedo, afirma: "Este vírus fica ativo durante meses, no meio ambiente. Os coelhos morrem em 48 horas e a mortalidade atinge 90% da espécie." E Francisco Parra continua, dizendo que "este vírus é perigoso mesmo para as outras partes do mundo, que tentam proteger e preservar o coelho, pois os vírus não conhecem fronteiras e que qualquer australiano pode trazê-lo para a Europa, por exemplo, na sola das botas."

 

Mas não é a primeira vez que a Austrália lança um vírus para dizimar esta espécie. Em 1951 introduziram o vírus da mixomatose; o mesmo vírus que foi introduzido em França, em 1952, por um médico francês. Este vírus dizimou rapidamente as populações de coelhos em toda a Europa.

 

 Rafael Villafuerte, biólogo e responsável da gestão do coelho no Parque Nacional Doñana, afirma que "um país não deve ser capaz de tomar uma decisão. Deve ser uma questão regulada pela Organização Mundial de Saúde Animal"; e teme que esta nova estripe se torne mais forte futuramente.

 

Mark Schipp, responsável pelos assuntos veterinários da Austrália, diz que esta medida teve de ser imposta, devido aos estragos que os mais de 150 milhões de coelhos faziam na agricultura, avaliados nos 180 milhões de euros (Invasive Animals Cooperative Research Centre).

 

Em apenas dois meses, este vírus já eliminou quase metade da população de coelhos do país, numa extensão de mais de 7,5 milhões de kms quadrados (mais de 600 localidades).

Se isto chegasse a Portugal, o coelho bravo pura e simplesmente se extinguiria. E o grande problema é que poderá chegar à Europa e, consequentemente, a Portugal.

 

E agora... Que medidas serão tomadas? O que deverá ser feito? Quem poderá ajudar o coelho bravo de mais um possível novo vírus? Terão noção das consequências?

Pois é... Aqui está uma questão realmente grave e que deveria ser debatida e estudada.

ML.

 

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MPT-Madeira afirma "Não basta apresentar ideias que, na sua maioria, nunca defendem os animais"

A notícia é retirada hoje do site do Diário de Notícias e deixo-vos aqui na íntegra, pois achei bastante interessante o que disse o partido MPT - Partido da Terra, da Madeira. Leiam e reflitam...

 

"Para o MPT-Madeira, a lei de protecção dos animais domésticos “é um autêntico fiasco e sem enquadramento na sociedade actual”. “Não faz sentido que nos nossos dias as pessoas continuem a achar que levar um animal para casa é um simples ato de diversão ou de brinquedo que depois se pode deitar fora ou simplesmente abandonar”, diz o partido em nota enviada à imprensa.

Para o Partido da Terra há muito caminho para fazer no que respeita à Lei que suporta a protecção dos animais, nomeadamente, na regulamentação de comercialização de animais, quer pela via particular quer pela via comercial nas lojas da especialidade, merece ser totalmente revista, de forma a adequar à realidade. “Há um comércio oculto que se desenvolve a nível particular que não tem fiscalização nenhuma, onde se vende todo o tipo de animais, tanto ao nível da perigosidade, como ao nível das espécies protegidas ou até em vias de extinção”, denuncia o MPT-Madeira.

“Muitos destes animais são abandonados pelos seus donos, nomeadamente, cães e gatos, resultando daqui vários perigos, transformando-se depois em notícias sobre animais errantes que atacam aves e gado doméstico (ovelhas, cabras, coelhos, galinhas e patos) que resultam em vários prejuízos económicos para os seus proprietários. Há situações em que chegam a atacar pessoas. O MPT-Madeira pergunta quem deve ser responsabilizado pelos actos de cães errantes, agora em estado selvagem? Como ficam os donos de gado que sofreram perdas de pequena, média e grande dimensão com a morte de gado doméstico e aves de capoeira? Existe alguma lei ou seguro que possa ser afecto a este tipo de situações e que possa de alguma forma menorizar as perdas económicas que resultam desta mortandade?”, acrescenta.

O MPT-Madeira diz que “o PAN e outros partidos apoiam de forma falseada a defesa dos animais, defendendo uma lei que é totalmente irresponsável, a qual tem apenas um objectivo que não passa por indemnizar os proprietários que tiveram milhares de euros em prejuízos, como produtores e criadores de animais que são comercializados em vários ramos da venda de carne no comércio existente”.

Tudo isto resulta da proibição de se poder ‘abater’ animais errantes, que muitas vezes são responsáveis pela morte de outros animais domésticos com fins comerciais. Mais grave é que estes animais (cães e gatos) “prejudicam a fauna animal da Região e do país, porque adaptam-se facilmente e começam a caçar espécies protegidas como o coelho, a lebre, perdizes, etc”.

“A realidade presenciada por todos nós é que as cidades e as serras encontram-se enfestadas de animais domésticos que foram abandonados, especialmente cães e gatos. Alguns destes cães formam matilhas de perseguição ao gado do pastoreio das serras da região, sendo já vários os relatos de situações que ocorreram causando a mortandade de gado muito elevada e prejuízos que não são recuperáveis”, afirma o MPT-Madeira.

Para o Partido da Terra “é necessário repensar a fundo a lei de protecção dos animais e não apresentar propostas irresponsáveis que em nada resolveram o verdadeiro problema dos abandonos de animais e comercialização dos mesmos. Também não é só com a criação de mais canis que se resolve a situação, até porque a maioria nem reúne as condições necessárias para lá os ter e em nosso entender todos estão de uma certa forma a não cumprir a lei e sobrelotados, não conseguindo dar resposta às situações que vão surgindo no dia-a-dia”.

A fiscalização deve ser “mais abrangente e devem as pessoas ser responsabilizadas pelo que venha a decorrer da não aplicação da lei, no entanto, em nosso entender a lei é confusa e omissa em vários aspectos, que deviam ser amplamente debatidos e responsavelmente votadas”.

“Será esta a política que queremos para regulamentar a área animal, nomeadamente, na verdadeira protecção dos animais?”, questiona. Para o MPT-Madeira “há muito trabalho para fazer, não bastando debitar e apresentar ideias que na maioria das vezes nunca defendem os animais, daí resultando em primeiro lugar o abandono e logo de seguida em maus tratos dos mesmos.

Como sabem os animais juridicamente deixaram de ser considerados como uma ‘coisa’”. Para ter um animal quer de estimação, quer de produção agrícola, “não basta gostar, é necessário ter espaço, condições, meios e cumprir todos os requisitos que imanam da lei, nomeadamente, daquela que se reflecte pelas leis veterinárias que suportam todo o processo que sustenta o bem-estar dos animais em termos sanitários e de saúde, potencializando assim a nossa saúde pública como cidadãos”.

(In: Diário de Notícias, 26 de Maio de 2017)

 

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A história de um "velho" do mundo rural

Nasci no dia 7 de Agosto de 1945, no término da segunda guerra mundial. Era filho de pais humildes, que trabalhavam de sol a sol, para nos darem alguma coisa para comer. Eramos sete irmãos e hoje em dia acho que tenho apenas uma irmã viva, mas sem certezas, pois nunca mais tive contacto com ninguém. Quase todos emigraram, saíram deste país antes do 25 de Abril e por lá ficaram... Poucos foram os que voltaram!

Fui crescendo no campo, a trabalhar também eu de sol a sol. Trabalhavamos no campo, nos terrenos de um burguês que tinha muito dinheiro na altura. Semeavamos tudo o que a terra poderia "colher". Gostavamos particularmente de ver o processo de crescimento dos legumes e dava-nos um gozo imenso quando os íamos colher e posteriormente comer. As coisas sabiam melhor nessa altura, e é uma grande verdade.

 

Trabalhei toda a minha vida no campo. Começava com o nascer do sol e terminava quando este se punha no horizonte. Era um trabalho árduo. Talvez por isso hoje em dia tenha tantas dores nas pernas e nas costas. Mas o que é certo é que nunca faltou comida na mesa. Comiamos o que a terra nos dava, consoante a altura do ano. E a carne que caçavamos ou o peixe que pescavamos. Éramos felizes, verdadeiramente felizes. Tudo o que tínhamos trazia-nos felicidade. Hoje comíamos um arroz de coelho e era uma festa, sabiamos aproveitá-lo bem. Amanhã chovia torrencialmente, o que era necessário para a terra naquela altura, e até as lágrimas nos vinham aos olhos. Tudo eram uma benção. 

Hoje em dia têm tudo de mão beijada e não dão valor a nada. Os valores já são outros, que acompanham esta evolução constante numa sociedade que não tem tempo de pedir desculpas ou de dizer obrigado.

 

Apesar das minhas dores, continuo a trabalhar. Continuo a ir à horta, tratar das minhas coisas. Continuo com as minhas ovelhas e as minhas vacas. Tenho uma casinha pequenina, no meio do Alentejo. Casei-me e tive duas filhas que há muito que saíram de casa. Foram viver para a cidade, dizem que a vida é melhor lá... Não sei como! Carros, barulho, muita gente, muita confusão. Não deixaria o meu Alentejo e o meu sossego por nada.

Não posso caçar já, as minhas pernas não me deixam, mas o meu genro ainda me traz umas perdizes e uns coelhos para comermos aqui. 

 

Mas conto-vos a minha história, porque há algo que me tem afligido (e muito) ultimamente. Não é que a minha história vos interesse, mas talvez seja uma história igual à de tantos outros homens com a minha idade. Velhos, demasiado velhos para que os jovens de hoje em dia se importem; no entanto, ainda temos uma palavra, nesta sociedade muito evoluída.

 

Porque querem vocês acabar com a nossa vida, com o nosso mundo rural? O que sabem vocês de trabalho? Sim, trabalho verdadeiro, de sol a sol, trabalho árduo, em que andamos a cavar a terra e as pingas de suor correm-nos pela testa. Nunca compreenderão isso, porque o vosso trabalho remete-se a estarem sentados numa cadeira, o dia todo, e a pensar de que forma podem prejudicar as pessoas.

Preocupam-se com os animais, com o seu bem estar; mas nunca vi nenhum engravatado do governo a virem cá às minhas terras, ao meu Alentejo, ajudar-me a dar comer aos animais, a preparar um parto para uma vaca ou a tosquiar uma ovelha. O que sabem vocês sobre o comportamentos das espécies? Como protege um pardal os ovos dos predadores? Porque é que as enguias abandonam os ovos? Qual é a espécie que mete os ovos em ninhos alheios?

Tudo isto são "pormenores" do conhecimento para aqueles que vivem no campo, que lidam com os animais verdadeiramente e que fazem disso vida. A minha vida sempre foi no campo, com as minhas culturas, mas com os animais.

Não admito que me queiram tirar isso e, acima de tudo, que queiram destruir o meu (nosso) mundo rural, só porque sim. Só porque agora é moda ser diferente, ser do contra ou ser de um partido político "fashion".

 

Sabem qual seria o resultado de tudo isto? Caso as vossas preces fossem ouvidas?

Zonas de Portugal desabitadas. Economia decrescia muito. Animais mortos. Espécies em vias de extinção. Pragas de predadores no meio urbano. Animais infelizes. Acabavam-se os animais de companhia. As crianças nunca mais veriam um leão ao vivo, pois os Jardins Zoológicos seriam proibidos. O mundo tornava-se num mundo somente humano, onde os valores predominantes seriam a raiva, o ódio, a zanga e o desrespeito.

Valores esses que hoje em dia já estão bem patentes, no entanto, e como já vi tanta coisa na minha vida, vou continuar na esperança de que as coisas possam mudar e de que esta malta nova perceba que as coisas não são assim tão fáceis e que temos de lutar para termos alguma coisa na vida e para sermos alguém.

Acabar com o mundo rural, com a minha (nossa) casa, com os meus (nossos) animais é acabar com o mundo inteiro e provocar uma catástrofe global!

E como podem ser vocês tão bondosos e generosos quando, no dia a dia, celebram a morte de seres humanos, que são caçadores?

Pensem nisso. Pensem no extremismo em que as vossas vidas se tornaram e não celebrem a morte! Isso é macabro!

ML.

 

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Os caçadores agora também ateiam fogos?

Caro Comandante Operacional Nacional do Comando Nacional de Operações de Socorro,

 

A comunicação social, para o bem e para o mal, mantém-nos sempre informados. Muitas vezes, as informações são falsas ou têm algumas nuances diferentes da realidade, no entanto, nós lemos e re-lemos notícias e acreditamos (muitas vezes) em tudo aquilo que está exposto.

Há uns dias, esta mesma comunicação social (especulativa ou não) noticiou que o Caro Comandante proferiu algumas palavras e até algumas acusações, na Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar. Sendo mais específica, as palavras pronunciadas foram: “Entre janeiro e maio deflagraram 19 grandes incêndios, aqueles que tiveram uma área ardida igual ou superior a 100 hectares, e 57% dos fogos tiveram “origem humana”, nomeadamente em queimadas e caça”.

 

Muito bem Caro Comandante, depois de ter feito tal afirmação, peço-lhe por favor que me explique o porquê da mesma. Creio que eu, como milhares de caçadores, temos esse direito. Eu sou caçadora e uma das coisas que mais me assusta é, de facto, os incêndios. A mim, como a milhares de caçadores. 

Estas suas palavras revelam um profundo desconhecimento da caça, dos caçadores e do mundo rural. 

Sabia que a caça termina no final de Fevereiro? De acordo com as suas declarações, só tínhamos dois meses para atear fogo. Interessante que nesses dois meses está frio, chuva e, muitas vezes, gelo. Quando saímos de madrugada, para a caça, os campos cobertos de gelo são paisagens a que podemos assistir. 

Creio que atear fogo, durante estes dois meses (período em que não estamos no defeso) não seria um acto de sucesso. 

Mas... E continuando a decifrar a origem destas suas palavras... Fogos ateados de Março a Maio. Ora, nestes meses, estamos na época do defeso. Na época em que NINGUÉM pode caçar, segundo a lei. E, portanto, os caçadores que se regem pela lei (todos os verdadeiros caçadores) não caçam. 

Mas uma coisa também é certa; apesar de não caçarem, estes mesmos caçadores vão para o terreno. Todos ou quase todos os fins de semana em que não podem caçar, os caçadores vão para o campo. Mas será para atear fogos? Certamente que não.

Vou-lhe contar o que fazem os caçadores nesta altura.

 

Ao fim ao cabo, trabalham arduamente para proporcionar boas condições para que as espécies no terreno se possam reproduzir. Trabalham arduamente no terreno, na gestão cinegética e conservação das espécies. Criam comedouros e bebedouros para as espécies cinegéticas. Fazem um controlo de predadores, para que no dia seguinte as perdizes (por exemplo) ainda possam ter os seus ovos intactos. 

Além disto, e porque uma das nossas maiores preocupações são os incêndios, os caçadores trabalham arduamente nas desmatações e limpezas do terreno e, muitas vezes, fazem-no às suas custas. 

 

Os incêndios matam espécies cinegéticas. Os incêndios destroem aquela que é a nossa casa, a natureza. Os incêndios matam todo o trabalho efetuado pelos caçadores.

Pense comigo. E vamos pensar no pior caçador do mundo, aquele sem escrúpulos, sem valores, nem limites (no fundo, um matador e nunca um caçador, mas isso é outra história). Pensemos nesse homem que, como em tudo na vida, existe em todo o lado - existem maus e bons em todas as histórias. Ora esse homem, que quer caçar todos os animais, sem regras nem limites. Acha que esse homem atearia fogo, que causaria a morte de milhares de animais?

Obviamente que não. E portanto obviamente que nenhum caçador que se prese muito menos o faria.

 

As pessoas que fazem isso são pessoas com problemas psíquicos graves. Pessoas que deveriam estar internadas ou a ter um acompanhamento psiquiátrico urgente.

Segundo estudos científicos, as mulheres incendiárias têm quase todas perfis depressivos, e a psicose é o mais comum. Já nos homens incendiários, há um défice cognitivo associado.

Essas mesmas pessoas nunca podem deter uma carta de caçador, pois não se apresentam sãs mentalmente e é necessária a apresentação de um atestado médico, passado por um médico, para poder fazer o exame de caçador.

 

Caro Comandante, deixemo-nos de hipocrisias e falemos a verdade. Sejamos puros e livres, tal como a natureza. E não nos deixemos influenciar por pessoas, números ou outro tipo de coisas. Porque o futuro será igual para nós todos. Então, enquanto cá estivermos, o melhor é agirmos com sinceridade e humildade. Para a nossa consciência estar limpa e tranquila e para não nos metermos com o karma... "Karma is a bitch"! 

Todos juntos trabalhamos bem melhor, quando o interesse é o mesmo: salvar a natureza e os animais!

ML.

 

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Milhares de animais são mortos todos os dias!

A caça... Os perigos da caça... Os caçadores assassinos... A destruição da natureza... Os animais assassinados...

 

Pois bem... Quem ataca a caça desta forma é somente por puro desconhecimento. Quem ataca a caça desta forma diz-se, na maioria das vezes, amante dos animais. É alguém que não come carne nem peixe, nem nada que derive dos mesmos; para não causar nenhum tipo de sofrimento aos animais. Respeito; não critico. O problema aqui é que o contrário não é verdade, ou seja, se eles não comem carne nem peixe, os outros também o devem fazer. Se eles gostam da cor verde os outros também têm de gostar e, feliz ou infelizmente, sabemos que as coisas não são bem assim.

 

Mas... E falando um pouco nesta ideologia, em que comem frutas, legumes e verduras; mas nada que maltrate ou mate animais eu pergunto uma coisa... Aliás, duas coisas.

 

Primeira questão: porque é que a caça é o vosso tema de ataque? Porque é que só pensam na caça, nos caçadores e em tudo o que isso envolve? Porque é que acham que é a caça a grande causa dos problemas que existem? Porque se caça um animal e comemo-lo a seguir? Acham que esse é o verdadeiro problema da natureza, da ecologia, da humanidade? Acham que é isso que acabará com os animais?

 

Vou-vos dar apenas alguns exemplos dos verdadeiros problemas ecológicos hoje em dia, caso desconheçam:

- O chumbo dos gases de escape dos automóveis encontrado no gelo da Gornelândia;

- O enxofre libertado pelas indústrias que acidifica grandes lagos e leva à morte de milhares de peixes;

- Os resíduos tóxicos que deformam geneticamente gaivotas e corvos marinhos;

- Ao limparem e destruirem as florestas tropicais (ex. para construção de estradas, habitações...), destroem espécies inteiras de animais;

- As condições a que os animais das indústrias alimentares estão sujeitos (sabiam que em Portugal, em cada 4 minutos e 2 segundos, são mortos tantos animais pela indústria alimentar quantos touros em touradas, num ano inteiro?);

 

E podíamos continuar... E particularizar várias situações, que ocorrem diariamente e colocam em causa toda a ecologia e vida humana e animal.

Contudo, o objetivo primordial é percebermos que as maiores ameaças à vida selvagem na Terra são a perda generalizada de habitat, venenos químicos e a exploração descontrolada ou indevidamente regulamentada.

 

A caça regulamentada e legalizada, é somente uma preocupação menor. E é algo que precisa urgentemente de ser diferenciado e compreendido.

E vocês não o querem fazer... Porque é mais fácil atacarem os caçadores que, por exemplo, os "Big Boss" das indústrias alimentares ou outros "Big Boss" quaisquer... E então atacam os seres "mais frágeis", os caçadores do meio rural, que poucos os nenhuns estudos têm e que são vistos como ignorantes e bêbados... Tal como nos processos de bullying - ataca-se o alvo mais fácil mas, ao atacarem é porque existe alguma falha no agressor. Falha essa, emocional ou não, e que precisa de ser resolvida...

 

Segunda questão: Ao não consumir nenhum produto animal, para não fazerem-nos sofrer, acreditam que estão realmente a defender os animais?

Vou-vos contar uma história. Uma história que acontece no mundo rural, com aqueles mesmos indivíduos que têm poucos estudos e que são bêbados, mas que até já evoluíram...

Quando eles vão semear, fazer culturas, plantar (o que quiserem chamar) têm de matar milhares de animais. Por exemplo: produzir proteína de trigo significa arar a terra de pastagem e plantá-la com sementes. Aração e colheita matam pequenos mamíferos, cobras, lagartos e outros animais (em grande número)…

Outra curiosidade: sabiam que existem pragas de ratos em diversos sítios, tal como no campo, nas sementes que irão plantar... Esses ratos têm de ser mortos, para não estragarem nada...

E ainda vos conto mais outra história, esta talvez mais conhecida: os ténis que usam, ou as botas da moda; ou ainda aqueles casacos quentes de cabedal... Sabiam que tudo isso é feito com animais? Eles têm de morrer, efetivamente, para que isso seja possível.

Sabiam que a maquilhagem usada pelas mulheres é testada com animais? Todos os dias... E todos os dias vocês a usam...

Sabiam que a ração que dão aos vossos animais de estimação é feita com animais? Sim, mais uma vez milhares de animais têm de ser mortos, para depois se fazer ração para outros animais... 

 

Ou seja, tudo é um ciclo. Tudo nasce, tudo cresce e tudo morre. Para uns nascerem, outros morreram. Para uns viverem, outros são mortos... A questão primordial é: não queiras mudar um mundo que não pode ser mudado; uma natureza que tem presas e predadores e sempre terá!

Se queres viver com o teu fundamentalismo, boa, continua. Mas nunca te esqueças que milhares de animais são mortos todos os dias; comas tu carne ou comas tu legumes e vegetais. 

A Natureza é assim, quer queiramos, quer não; quer gostemos, quer não... 

E sabem que mais? Podemos demonstrar todo o nosso amor pelos animais mas para que isso seja realmente possível e verdadeiro, esse amor terá de começar com pequenos gestos com os seres humanos à nossa volta, gestos de gratidão, amabilidade e compaixão. E, tal como disse o nosso Papa Francisco, "há quem sente compaixão pelos animais, mas esquece-se frequentemente do vizinho do lado..."

Espero que nunca te esqueças do vizinho do lado... Seria mau sinal!

ML.

 

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Uma noite de espera, com um final (muito) feliz!

Os tempos que correm não têm sido fáceis para a caça e para os caçadores. Ataques brutais, mentiras, difamações, humilhações e, inclusive, ameaças. Estamos num mundo onde as pessoas já não se respeitam e, acima de tudo, não têm noção de determinados valores que devem sempre ser incutidos, nomeadamente, o respeito, a liberdade, a tolerância e a humildade.

Tudo isto me afeta, sobretudo, porque há famílias que vivem da caça e há animais que vivem da caça e dos caçadores.

E hoje venho contar-vos uma história sobre isso mesmo: sobre um velho homem, humilde, do meio rural, que viu a sua vida "destruída" por uma espécie cinegética e que se não fosse a existência da caça e dos caçadores, talvez a história tivesse um final diferente... E não era um final feliz!

 

Há uns dias recebemos a chamada deste senhor que vos falo, dizendo:

- Vocês têm que cá vir. Tenho as minhas culturas todas com cerca à volta; mas já me estão a destruir tudo e eu não sei o que fazer. E estou a falar apenas de um javali. Têm de me ajudar, por favor.

 

Bom... Obviamente que a resposta foi afirmativa e aquele "têm de me ajudar, por favor", partiu-me o coração e fez-me dizer para mim mesma (e para ele) que tinha a certeza que o iriamos ajudar e, acima de tudo, sermos bem sucedidos. Apesar de saber que não seria uma tarefa fácil, pois tudo seria uma nova descoberta.

 

Não tivemos tempo de ir ver o terreno antes, o que é o mínimo a ser feito numa situação destas; para fazer a leitura do mesmo; ensaiar a posição de espera; as sombras das árvores com luar; ver os ventos e as possíveis crenças que os javalis possam ter ali.

 

No próprio dia, quando fomos fazer a espera, foi quando conseguimos conhecer minimamente tudo aquilo que nos esperava. Vimos efetivamente que a terra estava toda remexida ou foçada - algo muito comum nos javalis, quando procuram alimento, por exemplo; e que parte dos cultivos estavam destruidos e nada se aproveitava. Curioso que realmente tratava-se apenas de um javali a fazer todo este estrago. Conseguimos decifrar isso, olhando para as pegadas na terra e para o percurso feito. Estas culturas estavam todas vedadas com rede, que foi também "destruida" e, desta forma, o javali conseguia passar.

Isto é normal, dada a altura do ano e a seca que tem estado a acontecer... Portanto, as culturas de regadio (que estejam a ser regadas) são os sítios prediletos dos javalis, que não têm mais terras com humidade.

 

O vento estava instável, o que tornava todo este trabalho ainda mais difícil. Não sabíamos onde entrava o javali, a que horas entrava ou se vinha todos os dias. Tinhamos meras suposições que, enquanto caçamos, de pouco nos servem. 

Colocamo-nos num alto, onde conseguíamos ver toda a cultura deste velho homem. Colocamo-nos de frente para a passagem, de forma a que o vento estivesse mais favorável; no entanto o javali poderia entrar por outro lado, ou ter outro comportamento, que não estava previsto. Como sabemos este é um animal muito astuto e muito perspicaz. 

 

Passaram-se algumas horas e as minhas esperanças começaram a decair. Olhei para o relógio, e via as horas a passar. Ouvia apenas o barulho longe das rãs e o barulho de uns cães que viveriam próximo daquele sítio. Além disso, o barulho mais intenso era o das melgas, que me zumbiam ao ouvido de minutos a minutos. De facto, foi uma noite muito difícil também por isso. Apesar de ter dois pares de calças e vários casacos, este pequeno bicho conseguiu picar-me o corpo inteiro e conseguiu provocar-me borbulhas gigantes. Talvez deva ter feito uma reação alérgica, não sei... Ainda assim, e tentando fazer o mínimo de barulho, concentrei-me no meu objetivo. A comichão era cada vez mais intensa, mas o querer ajudar alguém superava tudo e todos. Estava realmente em aflição, e não vos consigo explicar por palavras, mas as lágrimas já me vinham aos olhos, com tanto desconforto.

 

E então... Se por sorte, ou por mero acaso, ouço um barulho. E só olhei para cima e agradeci. Não tinha visto nada, não tinha ouvido nada; mas aquilo que senti, bastou-me para perceber que algo iria acontecer. 

Começo a ouvir o arame e quase que paro de respirar; para o javali não me detetar. Vejo mais nitidamente e é só mesmo um javali. Espero um pouco, pois tenho curiosidade de ver o seu comportamento. E realmente, a primeira coisa que ele faz, quando passa a rede é começar a foçar, ou seja, a levantar a terra para achar minhocas, estragando assim todas as plantações deste velho homem.

 

Não posso esperar mais! Decido que é o momento de atirar; apesar do javali estar muito inquieto, andando de um lado para o outro, mexendo-se frequentemente. Ainda assim, coloco a arma à cara e penso que terei de fazer um bom trabalho, para o bem deste homem e desta família. Agora sim tenho de respirar fundo; como faço sempre antes de dar um tiro de carabina. Respiro fundo, esqueço a pressão que estou a fazer em mim própria e aponto, tendo a certeza que estou fixa e que nada abana. Um desvio pode ser fatal para que o tiro não seja certeiro e para que o animal fique ferido e isso é a última coisa que pretendo.

Estou sentada, com o cotovelo apoiado na perna. O javali está completamente entretido. Primo o gatilho e continuo com a cara encostada à arma. O javali cai, não sentindo nada, nem sabendo o que aconteceu. Eu respiro fundo (novamente) e olho para cima a agradecer (novamente). Fico tão feliz. Não por ter caçado um javali, mas sim pelo significado que esta caçada terá na vida desta família.

 

E o melhor de tudo isto, foi quando ligamos a este velho homem, e lhe dissemos que poderia vir ter connosco. Quando chegou, dissemos-lhe que tinhamos caçado o javali que andava a destruir as suas culturas. O homem olhou para mim e de seguida olhou para o Zé. Os olhos começaram a ficar mais vermelhos e, de repente, as lágrimas cairam. Baixou a cabeça, timidamente. Um homem do campo não chora; mas este homem precisou de o fazer, como que a agradecer tudo aquilo que se tinha passado ali.

Levantou a cabeça, ainda com as lágrimas a invadirem-lhe o rosto e disse "Obrigada"!

E este foi um dos "obrigadas" que mais me marcaram em toda a vida. Um obrigada sincero, profundo e um obrigada de quem não tinha mais nada para dar, senão aquele gesto de humildade e gratidão.

 

E agora, dou por mim a olhar novamente para cima e a dizer obrigada. Obrigada por ser caçadora e por ter estes momentos indiscritíveis!

ML.

 

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Obrigada Papa Francisco!

O papa Francisco, há uns tempos, disse que é preciso "não confundir a piedade com a comiseração, que consiste apenas numa emoção superficial, que não se preocupa com o outro".

E perguntou: "Quantas vezes vemos pessoas que cuidam de gatos e cães e depois deixam sem ajuda o vizinho que passa fome?"

"Não se pode confundir com a compaixão pelos animais, que exagera no interesse para com eles, enquanto fica indiferente perante o sofrimento do próximo"!

Obrigada Papa Francisco ❤️

 

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Últimos acontecimentos na Assembleia da República

"COMUNICADO DA PLATAFORMA SOCIEDADE E ANIMAIS

Depois da estrondosa derrota política do PAN e BE na discussão das suas propostas na terça feira, hoje em votação apenas BE mantém a sua postura e obriga PAN a votar a proposta da proibição das matilhas, que foi clamorosamente chumbada por todos os outros partidos.

Nos seus projectos, o PAN denotando uma vez mais uma total cobardia política e mantendo a sua desonestidade política e intelectual, foge da vergonha pública e baixa os seus projectos à Comissão sem votação.

Obrigando assim, a que num futuro próximo os deputados da comissão de agricultura lhes tenham que recordar, uma vez mais, que a falta de seriedade e o extremismo não são vinculáveis a uma democracia como a Portuguesa.

Muito obrigado a todos os que de uma forma activa no Parlamento, na Tutela e no Poder Local, fizeram o devido esforço para travar este ataque ao sector e ao mundo rural.

Obrigado também a todos os que nas redes sociais defenderam a nossa atividade e desmascararam os radicalismos do PAN e BE.

Muito obrigado a todos os deputados que nos defenderam.

Para o PAN fica o recado: isto que aconteceu não se deve a senadores ou a barões, mas sim à democracia e à liberdade. Algo que custa muito a perceber a este partido...

António Paula Soares"

 

OBRIGADA!

 

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