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Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

A Caça salva espécies - o exemplo do Tajiquistão!

No início dos anos 80, no Paquistão, um grupo de líderes tribais mostrou muita preocupação devido ao desaparecimento de grandes espécies selvagens, como por exemplo o suleiman markhor. Tal como no Tajiquistão, a caça descontrolada para a obtenção de carne era a principal ameaça à espécie.

Então a comunidade decidiu criar um plano de conservação, baseado numa simples premissa: para não acabarem com a caça, iriam criar empregos de guardas de caça, que iriam evitar a caça furtiva. O financiamento viria da caça limitada de troféus, pagos por estrangeiros. Além da criação de novos empregos, a maior parte da carne seria entregue às aldeias locais. E o dinheiro que restasse seria investido na própria comunidade.

O Projeto de Conservação Torghar foi um sucesso: houve um declínio drástico da caça ilegal e um aumento substantivo das espécies de suleiman markhor - houve um aumento de menos de 100 animais para uma estimativa de 3.500.


Muitas das comunidades tajiquitas quiseram replicar este projeto, com outras espécies. Com o apoio inicial da Agência Alemã de Desenvolvimento (GIZ), houve uma aprendizagem na monitorização e proteção de suleiman markhor, juntamente com outros grandes herbívoros da região, como o ibex siberiano e o carneiro da montanha.

 

E outro dos projetos bem sucedidos, que veio na sequência do sucesso destes anteriores, foi com o leopardo das neves. O grupo internacional de conservação da Pantera Big-Cat, desenvolveu o seu próprio trabalho de conservação no Tajiquistão.

 

Mas porque é que, em vez de caçar, não criam um parque nacional para proteger a fauna do Tajiquistão?

O principal motivo é que a proteção legal sobre uma paisagem só funciona quando há recursos suficientes para monitorizar e proteger os animais selvagens. E essa é uma medida muito difícil, senão impossível, para uma comunidade tão pobre como o Tajiquistão. E, além disso, proibir a caça nestes países pode levar a que as comunidades intensifiquem a caça furtiva e que as espécies diminuam, ao invés do contrário.

 

No fundo, a chave do sucesso é somente uma: que as comunidades conectem os benefícios da vida com a conservação das espécies. Não basta usar somente as receitas da caça para construir um hospital ou uma escola, ou para criar uma bolsa de estudos. As pessoas têm de perceber o vínculo direto entre a conservação da vida selvagem e esses benefícios.

O ano passado, permitiu-se que se caçassem três suleiman markhor e, desta forma, conseguiu-se proteger os quase 550, além dos 10 leopardos da neve (que deixaram de estar em vias de extinção, graças ao projeto de caça); ao mesmo tempo que tornavam a vida quotidiana mais fácil para a comunidade.

"Se há 30 anos, houvesse a oportunidade para caçar leopardos e tigres persas, ainda teríamos leopardos e tigres", diz Davlatkhon Mulloyorov, um velho homem de 70 anos, que vive numa aldeia do Tajiquistão.

 

Mas este não é um lugar para a maioria dos turistas. Apesar das paisagens deslumbrantes e das pessoas amigáveis ​​e acolhedoras, o terreno é difícil, o clima é extremo e o ar é pesado. As infra-estrutura tradicionais são inexistentes. Não há um hotel sofisticado à vista, para não falar da qualidade da água e da falta da luz. Encontrar um restaurante significa que teremos de conduzir algumas horas e, no inverno, arriscar a ficarmos presos numa avalanche. E, portanto, apenas os caçadores com possibilidades monetárias são a esperança para a sobrevivência dos animais selvagens em perigo, tendo em conta a dura realidade da vida nestas zonas.

 

 

E não se trata apenas de economia para as comunidades rurais do Tajiquistão. A caça ao troféu também é vista como um meio de incentivar o retorno a uma relação mais antiga e mais sustentável entre as pessoas e a vida selvagem.

"Durante largos tempos, a caça apoiava uma aldeia inteira", disse Munavvar Alidodov, um biólogo de campo. "Há regras muito rígidas: não disparar em fêmeas prenhes, não atirar durante as rotinas dos animais e apontar apenas a machos mais velhos". 

O ano passado, o dinheiro que restou destes projetos ajudou a comprar livros e uniformes escolares e a pagar os salários dos professores. Até água limpa e fresca começou a chegar à aldeia, com a construção de um novo tubo de água. E isso só se fez devido ao dinheiro que foi gerado com a caça. 


 "As pessoas que ameçam e humilham os caçadores através das redes sociais, não percebem o quanto eles fazem para a conservação das espécies",diz Campbell, um famoso médico, que estuda todas estas temáticas do Tajiquistão. E acrescenta, "Quem fez mais pela conservação? Não há comparação".

 

É verdade; não há mesmo comparação... Um dia pode ser que percebam!

ML.

 

 

 

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FECIEX - Feira da Caça, Pesca e Natureza Ibérica

Este fim de semana foi marcado pela Feira da Caça, Pesca e Natureza Ibérica, em Badajoz. Uma feira que já conta com 27 edições e que é um sucesso, contemplando espanhóis e portugueses. 

Também consegui ir visitar esta feira e gostei bastante, com uma boa oferta a nível de produtos de caça e um grande pavilhão de taxidermia, de todos os recantos do mundo. 

Além disso, durante o fim de semana, tiveram vários programas, com cães de caça, exposição de matilhas, demonstração de podengos, demonstração de pesca ao achigã, tiro aos pratos, etc, etc.

Os expositores garantiram que a feira estava a ser um sucesso, contando com milhares de visitantes. Realmente quando saí, por volta das 17h, as filas para comprar bilhete eram imensas, a perder de vista.

Um programa diferente, que gostei imenso! A dimensão da caça em Espanha é realmente diferente da nossa cá. Matilheiros unidos, monteiros, caçadores de caça menor. Todos estavam ali presentes, unidos, e a mostrar que juntos somos mais fortes.

ML.

 

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Final do Campeonato Nacional da CNCP

Christopher Reeve, o conhecido ator que fez de Super Homem, disse uma vez que "um herói é um indivíduo comum que encontra a força para perseverar e resistir, apesar dos obstáculos”.

Não podia estar mais de acordo. E, uma vez mais, isso foi demonstrado neste fim de semana, em que se realizou a final do Campeonato Nacional de Santo Huberto da CNCP; onde conseguiram chegar os verdadeiros heróis; aqueles que nunca desistiram e que trabalharam para chegar até aqui. 

Sabem que ser participante deste tipo de provas nem sempre é fácil. Há que abdicar de muita coisa e, por vezes, de muitas pessoas. Não são apenas os 15 minutos de prova. Há muito mais além disso. Há horas "perdidas" a treinar cães. Há dias constantes a tratar deles e a alimentá-los. E há muitos fins de semana longe da família. É uma escolha, é certo; mas é uma escolha corajosa e que custa, eu sei. Custa não poder estar Sábados e Domingos com a mulher ou com os filhos a brincar e a passear. Custa não poder ir a um aniversário de um familiar, porque as provas coincidem nesse mesmo dia. E custa também ter de fazer kms e kms, por vezes sozinho e de madrugada; com poucas horas de sono ainda. 

 

Por isso mesmo, vos chamo de heróis. Todos são heróis; por terem chegado até aqui mas, sobretudo, por serem quem são e por fazerem o que fazem!

 

E esta final do campeonato teve início na Sexta feira, com um jantar de inauguração nos Bombeiros Voluntários do Cadaval, onde estavam presentes todos os concorrentes, juízes, postores e demais acompanhantes. O jantar correu de forma tranquila e, após isso, foi tempo do João Pereira (um dos organizadores de todo o evento) dar as boas vindas a todos. Seguiu-se o discurso do Capitão Faustino, Presidente da Oestecaça (Federação que recebeu este ano o Campeonato Nacional), e do Sr. José Bernardo, Presidente da Câmara Municipal do Cadaval. 

 

 

No final, foi apresentado um vídeo de boas vindas a todos. Lembrei-me de o fazer na Terça feira, e o meu pai disse-me "Era uma ideia muito gira, mas o problema é fazê-la em tão pouco tempo". E feliz ou infelizmente, quando meto uma coisa na cabeça vou até ao fim. Fiz esse vídeo em dois dias, a dormir somente 4 horas. Mas consegui; aliás conseguimos, porque sem a preciosa ajuda do meu pai e do Rui Bonito não seria possível.

No vídeo quis dar a conhecer um bocadinho de todos os presentes e, sobretudo, demonstrar a Família unida que somos e que o mais importante de tudo nesta vida é o amor! Deixo aqui o link do vídeo:

 

https://www.youtube.com/watch?v=a0J2oevNhsA&feature=youtu.be

 

No final, houve o sorteio das séries, campos, juízes, concorrentes e postores; em que toda a gente conseguiu assistir.

Estavam presentes 27 concorrentes: FACIRC (Rui Vaz; Alexandre Magalhães; David Faria); FCPBI (Jorge Silva; Carlos Paiva; Maguil Freire); FCPBL (Rui Pinto; António Matias; Pedro Carvalho); FCCPDV (Rui Bonito; Paulo Vieira; João Simões); OESTECAÇA (João Gil; André Costa; Luís Delgado); FAC (Domingos Carloto; Valdemar Costa; Nuno Godinho); FCA (Jorge Piçarra; Paulo Correia; Joaquim José); MADEIRA (Ricardo Freitas; João Sousa; Carlos Baptista) e AÇORES (Pedro Araújo; Ricardo Rodrigues; José Luís Cunha).

Estavam presentes 9 juízes (2 de cada federação): OESTECAÇA (José P. Leitão; Joaquim Rosa); FCA (João Lisa); FAC (Vítor Serrano; José Gonçalves); Fernando Fonseca; Sandra Esteves; FCPBL (Paulo Rocha; Paula Estrelo).

Estavam presentes 3 postores: José P. Comenda; Hilário; Renato.

Estavam presentes 3 delegados de campo: Paulo Filipe; Fernando Henriques; Sandra Plácido.

 

 

SÁBADO

No Sábado de manhã, dirigimo-nos até Alguber (terra já famosa por acolher de forma tão hospitaleira toda a Família do Santo Huberto), onde fomos presenteados com um pequeno almoço "de hotel", como muitos salientavam. Tudo estava fantástico, assim como a organização de todos os concorrentes, juízes, postores e delegados de campo; na saída para as séries. Os terrenos eram típicos daquela região; embora um terreno fosse mais diferente, com menos coberto e mais "despido" (isto porque houve uns problemas de última hora e este não era o terreno que estava no plano). Ainda assim, o tempo também ajudou, estava fresco e o vento era constante (mas também variava de campo para campo). As prestações, umas melhores que outras, foram decorrendo de forma calma e organizada; com a preciosa ajuda dos Delegados de Campo, que iam sorteando os concorrentes, um a um, no terreno.

 

Foto de Antonio Jose.

 

Também tenho de deixar uma felicitação a toda a organização, que se mostrou muito preocupada com o bem estar de todas as pessoas, providenciando um pão com chouriço acabado de fazer, para o meio da manhã. Todos estavam deliciados. 

 

Seguiu-se o almoço em Alguber, e mais uma vez agradecemos ao SR. Pratas, Presidente da JUnta de Freguesia, todo o serviço e toda a amabilidade prestada. Depois do almoço, foram afixados os resultados e foi tempo de celebrar. Para isso, fomos até ao recinto da aldeia, onde estavam a decorrer as festas. Entre música, quermesse, largada e muito boa disposição, o resultado foi apenas um: uma tarde de diversão.

 

Foto de Ana Paula Ferreira.

 

E depois disto, ainda tivemos o prazer de comer uma carne deliciosa, assada por um senhor que tinha um dom para aquilo. Além disso, assou também perdizes que estavam a ser gabadas por todos os presentes. Um lanche ajantarado que ditava a despedida daquele dia.

 

DOMINGO:

Depois do tal pequeno almoço de hotel, e da saída para os terrenos, foi tempo de ver como estava tudo a correr. Entre os vários campos e os vários concorrentes, íamos vendo o que se estava a passar e o que era necessário para que nada faltasse. Andei estes dois dias com o JOão Pereira, um dos grandes mentores desta prova, a assegurar que tudo decorria de forma exímia. Este era o dia de todas as decisões e o nervosismo e ansiedade dos concorrentes era visível. Uns estavam mais felizes que outros, mas ainda assim o espírito de convívio e alegria eram constantes.

 

Depois das provas feitas, procedeu-se à barrage, onde os três melhores dos dois dias iriam disputar o grande prémio. E, depois de feitas todas as prestações, a decisão final permanecia no "silêncio dos juízes". Ouviam-se uns palpites aqui, outros acolá, mas todos estavam ansiosos para saber o veredito final; que seria dado depois de um fantástico almoço, com tudo "do bom e do melhor".

 

Antes da divulgação, foi tempo de ouvirmos o discurso de agradecimento do Capitão Faustino; do Sr. Carlos Rodrigues, que estava em representação do Presidente da CNCP e do Sr. Presidente da Câmara do Cadaval. E no fundo, todos quiseram agradecer à maravilhosa organização e a todos aqueles que estavam ali.

O José P. Leitão deu os resultados mas, antes disso, chamou todos os juízes, postores e delegados de campo, para que os felicitassem com uma salva de palmas.

 

Depois de tudo isto, foi tempo de divulgar os resultados. Os prémios foram feitos pelo grande artista: Paulo Gonçalves e estavam maravilhosos. A Adega Cooperativa do Cadaval ofereceu uma garrafa de champanhe aos vencedores. A Câmara Municipal do Cadaval ofereceu também um saco com algumas lembranças a todos os concorrentes.

 

Campeão Nacional: Jorge Piçarra, com Geff (EBM)

Foto de Jorge Piçarra. 

 

Vice campeão: João Gil, com Voss (BAM)

Foto de João Gil.

 

Terceiro Lugar: Luís Delgado, com Jack (BAM)

Foto de Luis Delgado.

 

Foram dados os 4ºs, 5ºs e 6ºs lugares, para os concorrentes terem uma ideia dos seus resultados.

Além disso, foi também dado um prémio para o Melhor Cão (Troféu oferecido pelo Paulo Gonçalves). O vencedor foi o Voss, um braco alemão macho, do JOão Gil, que conseguiu obter a classificação de 50 pontos (25 + 25).

 

Foto de João Gil.

 

Na classificação por equipas, os lugares ficaram assim ordenados:

 

Campeões: OESTECAÇA (João Gil, André Costa e Luís Delgado)

Foto de Antonio Jose.

 

Vice-campeões: FCA (Jorge Piçarra; Paulo Correia e Joaquim José)

Foto de Antonio Jose.

 

Terceiro Lugar: FACIRC (Rui Vaz, Alexandre Magalhães e David Faria)

Foto de Antonio Jose.

 

OBRIGADA!

É apenas a palavra que vos quero dizer, a todos vocês. À OESTECAÇA que recebeu de braços abertos esta final e que preparou tudo de forma exemplar; ao João Pereira e toda a organização, ao Sr. Presidente da Câmara do Cadaval; Sr. José Pratas e restante equipa; juízes, postores, concorrentes, delegados de campo, acompanhantes, mulheres e filhos presentes e restantes convidados.

OBRIGADA por existirem e por fazerem aquilo que fazem!

OBRIGADA por serem perseverantes e por resistirem a todos os obstáculos. São os verdadeiros Heróis do Santo Huberto!

ML.

 

Vídeo apresentado na Final do Campeonato Nacional da CNCP

Este fim de semana realizou-se a final do Campeonato Nacional de Santo Huberto da CNCP (Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses). Um fim de semana em cheio mas, antes de vos contar tudo, deixo-vos o vídeo que fiz para apresentar a todos os concorrentes, acompanhantes, juízes, postores e demais convidados. 

No fundo, quis apenas mostrar a importância que o Santo Huberto tem nas nossas vidas e a Família forte e unida que somos!

ML.

 

https://www.youtube.com/watch?v=a0J2oevNhsA&feature=youtu.be

 

 

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Todos Somos MEL!

Num dia em que acordamos com a triste notícia do falecimento do Pedro Primo; lembrei-me novamente desta terrível coisa que nunca nos deixa em paz: a morte. E é por me ter lembrado da morte e de muitas pessoas que já partiram, que decidi partilhar convosco o artigo que escrevi para a última edição da Revista Caça e Cães de Caça. Sobre a Mel, sobre a sua morte mas, acima de tudo, sobre a importância de todos aqueles que nos deixaram mas que, ao mesmo tempo, continuam sempre connosco! A serem os heróis para que nasceram...

Os meus sentidos pêsames à família e amigos do Pedro!

 

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"Pensei em que nome te haveria de dar. Muitos te conhecem como Melania mas, a maior parte, como Mel.

Mas hoje, Mel, chamar-te-ei Heroína! Porque para mim e para todos nós foste e serás sempre uma Heroína.

Os Heróis já não se cingem somente às histórias de príncipes e princesas; ou de bons e de vilões. Os Heróis já fazem parte do nosso dia a dia, das histórias da vida real e, muitas vezes, estão mais perto do que imaginamos.

E nem sei se os Heróis já nascem assim ou se vão ganhando esse estatuto durante a vida… Não sei, nem me interessa. O que sei Mel, é que tu foste uma verdadeira Heroína e creio que as pessoas não se aperceberam bem disso…

Decidiste, seja por que motivo for, entrar numa guerra. Uma guerra em que sabias que terias imensas batalhas para defrontar. Tinhas uma equipa de soldados bem fortes contigo; no entanto, há coisas que eles não podem ver e não podem saber. Não podem perceber que o seu Líder tem um ponto fraco; não podem saber que ele também sofre, também chora e também há alturas em que sente que nada daquilo vale a pena.

Mas, ainda assim, o Líder tem de se erguer, todos os dias, perante os seus soldados e os seus inimigos. E, todos os dias, o Líder tem de colocar a sua máscara, que reflete alegria, confiança e controlo.

E creio que tu usavas essa máscara muitas vezes. Vezes demais talvez… Para o mundo cá fora estava tudo bem; eras uma mulher muito forte; para o teu mundo interior talvez as coisas não fossem bem assim. Mas não é isso já um ato de uma verdadeira Heroína?

 

Divagações e opiniões à parte, hoje falo como psicóloga. Esta é uma área que estudei e, por mais que imaginemos o que poderia estar esta Heroína a sentir, nunca lá chegaremos. Nunca nos conseguiremos colocar na posição de uma pessoa que encarou a morte como um objetivo e uma forma de resolução de problemas. É difícil falarmos de suicídio; percebermos que poderia ter havido outra forma de solucionar isto; mas cada vez é mais frequente na nossa sociedade este tipo de comportamentos – a cada 40 segundos, no mundo, uma pessoa comete suicídio.

Não sabemos o porquê desta tua escolha. Sabemos que as causas são várias; nomeadamente quando há um transtorno psíquico (neste caso, depressão) e quando a pessoa se depara com situações geradoras de grande stress e/ou ansiedade, neste caso o bullying de que foste alvo.

Mas o que importa a causa? O que importa saber que há milhares de pessoas na tua situação? O que importa se poderias ter feito de forma diferente? A questão aqui é que tu, Heroína, escolheste este caminho. Escolheste lutar numa guerra que sabias ser difícil. E todos os dias cada vez mais difícil.

Escolheste fazer disso vida, porque na verdade só assim eras feliz. A lutar pelo que acreditavas e a defender a caça, “uma atividade legal”, como dizias.

Mas todos te apontavam o dedo. E, por incrível que pareça, nunca cedeste. Nunca chegaste àquele ponto em que nem nós próprios sabemos onde está o certo e o errado, o bom e o mau. Todos te poderiam dizer que o sol era amarelo; mas tu acreditavas que era laranja e seguias com isso até ao fim.

Não é isto um ato de uma verdadeira Heroína?

Oh Mel… Como te deverias estar a sentir, e como nunca ninguém reparou nisso! Como foste forte, empenhada e lutadora nesta nossa guerra. Sim Mel, a “guerra” é nossa! E assim será para sempre… Não te temos aqui connosco para continuarmos juntos, mas teremos-te aí em cima, onde o Sol é laranja e onde te encheremos de orgulho.

 

 

Estou certa de que todos temos uma missão nesta vida. Todos nascemos por alguma razão e para fazermos a diferença na vida de alguém.

E tu fizeste a diferença na vida de milhares de pessoas, para o bem e para o mal. E continuarás a fazê-lo.

E eternamente nos iluminarás Heroína! Não pela memória dos teus feitos, mas pela lição das tuas presenças.

Deste força a quem estava cansado; vieste acordar os mais adormecidos; e fizeste lembrar-nos a todos que se queremos alguma coisa, temos de lutar por ela. Criaste um novo movimento, quiçá uma nova corrente na História da Caça. Eu acredito nisso. Talvez seja a mudança pela qual muitos esperavam. Talvez tu própria tivesses pensado nisso, Mel. Será? Será que achaste que a tua morte poderia vingar os caçadores e a caça? Não sei, é uma hipótese… E já coloquei tantas hipóteses… Porque talvez precise de uma resposta, algo para amenizar esta dor que tenho! Ou talvez a resposta seja apenas uma: lutar! Lutar pelo que nós queremos e pelo que acreditamos.

E nós lutaremos Heroína, por ti, por nós mas, sobretudo, pelo que nos une: a Caça!

Obrigada Mel!

Descansa em paz, junto a esse Sol laranja, que brilhará eternamente para nós!

Isto não é um adeus, mas um até já! Para nós não morreste, apenas acordas-te deste sonho a que muitos chamam vida. E agora estás apenas num sonho diferente, num outro lugar, mas a fazer aquilo para que nasceste: ser uma verdadeira Heroína!"

ML.

 

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E se proibissem a Caça? O exemplo da Holanda

E se proibissem a caça em Portugal? Sim, se proibissem a caça; o que é que aconteceria? Já alguém pensou sobre isto de verdade, com calma, analisando todas os prós e contras? 

 

No fundo, mais do que pensar sobre isso e fazer suposições; creio que o melhor é analisar exemplos concretos. Perceber o que funciona bem e o que não funciona num sistema onde a caça é proibida. E, consequentemente, onde há uma série de coisas que não são feitas, nomeadamente o controlo de espécies e a gestão cinegética. 

 

Assim sendo, vamos falar concretamente sobre o exemplo da Holanda, ondem em 1999 proibiram a caça aos gansos.

Diziam ser um método cruel de controlo e que a natureza se regula e equilibra de forma independente. Diziam também que a agricultura pouco perderia e que os recursos advindos da caça regulamentada não seriam necessários. E então essa lei foi aprovada, aliado à pressão de grupos defensores dos direitos animais.

O que aconteceu? Tudo aquilo que não esperavam e tudo aquilo que não tinham estudado ou idealizado. A situação reverteu-se e, em vez de "ajudarem" os gansos, só os prejudicaram. E porquê? Porque, sem controlo nem gestão, parece que a natureza dos dias de hoje já não se consegue mesmo equilibrar sozinha e, por isso mesmo, houve uma explosão no número de gansos selvagens, com um aumento da população de mais de 2000% em 15 anos.

Este aumento descontrolado de aves causa enormes prejuízos para a agricultura. O problema é tão grave, que o governo holandês foi obrigado a criar um fundo de compensação permanente, para o qual destina agora mais de 11 milhões de euros por ano, para ajudar os agricultores que sofrem os danos causados pelos gansos nas suas plantações. Este valor aumentou 300% nos últimos cinco anos.

A Watson Magazine relata que os agricultores estão revoltados porque a compensação que é paga pelo governo cobre menos de metade das suas perdas, estimadas em 25 milhões de euros por ano.

Os militantes e apoiantes dos direitos animais não assumiram estas dívidas e não deram uma solução para toda esta crise.

Mas as consequências de tal decisão não ficam por aqui; pois o problema já se estende para os países vizinhos, como Essen, na Alemanha, onde estudos mostram que as aves e os seus excrementos estão a poluir os lagos.

 

Depois desta decisão e do que tem surgido após isso, o governo holandês teve de arranjar soluções. Quais? O abate de gansos como forma de aliviar a pressão sobre a agricultura e os ecossistemas.

A diferença é que agora paga pelos abates de 250.000 aves por ano, sem receita alguma para projetos de conservação ou manutenção de habitats selvagens.

Há um “profissional” licenciado pelo estado para matar as aves perto do aeroporto de Schipol, onde grandes bandos de gansos colidem regularmente com aeronaves e podem representar ameaça significativa para a vida humana. 

 

E querem saber como fazem isto? Como é que, ao proibirem a caça por ser um ato criminoso, resolveram a questão?

Com um ato ainda mais criminoso e selvagem: encurralar os filhotes de aves (que ainda não voam) num reboque adaptado, e bombear gás do escape do veículo para dentro do compartimento, matando dezenas de milhares de aves por asfixia. Chegou a ser registado que com esta técnica, as aves levam mais de um minuto e meio para morrer, tempo no qual, em pânico e sofrendo com a falta de oxigenação cerebral, elas começam a atacar umas às outras antes de perderem a consciência.

Pois é! Qual será a morte mais cruel? Um tiro, em que nada sentem; ou isto que têm agora? E não vamos debater o facto de haver ou não morte; porque ela terá sempre de existir.

 

As imagens de milhares de gansos arrebanhados para envenenamento por gás provocou revolta sobre o assunto, nomeadamente na Alemanha, onde as associações contra o “Holocausto” são claras. Alguns grupos alemães já condenam a prática e defendem o retorno da caça regulamentada como um método mais natural, responsável e economicamente viável no controle do número de aves.

 

É evidente que a proibição da caça, na Holanda, não foi o melhor método para promover o bem-estar animal prometido por ambientalistas. O intrigante é que apesar do agravamento das condições do bem-estar animal, os grupos dos direitos animais têm se mantido “silenciosos” sobre o tema, e chegam mesmo a indicar a morte por gás para substituir a caça em outras localidades…

 

O diretor da Natural Hunting Foundation, Marc Henrich, questiona se realmente este método de controlo se destina à proteção dos animais e à conservação dos gansos na natureza, ou se o objetivo é somente a discriminação da caça por razões ideológicas. Ele defende que as aves não devem ser mortas nos seus ninhos, que os ninhos não devem ser destruídos, e que os gansos não devem morrer envenenados por gases. Tamanha destruição não aconteceria se a caça continuasse regulamentada. E teriam ainda os recursos oriundos da caça controlada, que estariam a ser revertidos em projetos de conservação e no ressarcimento das perdas agrícolas.

 

E agora, analisando este exemplo concreto e real, talvez possamos responder à pergunta acima colocada: e se proibissem a caça? Sim, se proibissem a caça; o que aconteceria?

A resposta é simples: matar-se-iam os animais, mas de forma cruel, destruindo ninhos, crias e tudo o resto. Sem gestão, sem conservação (há espécies selvagens que já desapareceram em zonas onde a caça é proibida, como é o exemplo da Índia), sem preocupação com o seu bem estar! 

 

Por isso digo constantemente: o objetivo primordial da caça e do verdadeiro caçador é cuidar, ajudar, perservar, gerir e tratar da natureza e dos animais. 

E qual é o objetivo primordial destas pessoas que tanta raiva e ódio têm para com os caçadores?

 

(http://coisasdomato.blog.com/)

 

ML.

 

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