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Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Caçar para comer!

Os caçadores não matam por matar! Todos os animais caçados por nós têm uma finalidade, nomeadamente, a nossa alimentação. 

Hoje trago-vos o exemplo de uma perdiz. A nossa espécie real, a perdiz vermelha, a rainha da caça menor.

E retrato assim a sua vida.

 

 

1) Em liberdade, a perdiz nasce, sendo criada pela sua reprodutora. A "mãe perdiz" defende as crias de forma exemplar, protegendo-as de todos os predadores.

 

 

 

2) No seu meio natural, a perdiz vai vivendo em liberdade. Alimenta-se, reproduz, protege-se dos predadores e é feliz! 

 

 

 

 

3) Contudo, esta perdiz um dia irá morrer, como todos os seres vivos. Seja por morte natural, seja por uma águia, uma raposa, ou pelo homem. A cadeia alimentar é bem patente - a perdiz alimenta-se de cereal (onde o há) e minhocas ou bichinhos que vivem na matéria orgânica do solo e, por sua vez, o homem alimenta-se da perdiz. 

E a caça é isto! Caçar para nos alimentarmos, tratando o nosso alimento com todo o respeito. Antes de tudo isto, temos um trabalho com os cães que procuram a perdiz e fazem aquilo que mais gostam e para que nasceram: caçar!

 

 

 

 

4) Depois do nosso cão detetar a presença de caça, é tempo de aproximarmo-nos e vermos o que poderá estar ali.

 

 

 

5) A perdiz está ali, sozinha. É tempo de pensarmos, termos todo o cuidado e atenção e atirarmos de forma certeira, para não ferir o animal.

 

 

 

6) Depois da perdiz cair, sem sentir absolutamente nada, pois teve morte instantânea, o nosso cão corre contente e feliz, para a ir cobrar (buscar a perdiz) e entregar ao seu dono.

 

 

 

 

7) É momento ainda do cão saltar para cima de nós, a agradecer-nos tudo isto. A agradecer-nos sermos caçadores e podermos dar-lhes estas oportunidades de também eles serem caçadores e serem os cães mais felizes do mundo, por fazerem aquilo que mais gostam e para que nasceram.

 

 

 

8) É tempo também de cuidarmos da nossa peça de caça e daquilo que iremos ingerir daqui a uns tempos. Prefiro sempre arranjar a peça no campo, mas isso parte de cada caçador. 

 

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9) Quando a quisermos comer, vamos lavá-la, arranjar e cozinhar. Os pratos podem ser muito variados; desde uma perdiz estufada, a uma canja de perdiz, para os dias mais frios de inverno. A imaginação pode levar-nos a fazer aquilo que quisermos! 

 

 

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Bom apetite!

E sintam-se felizes, por comerem carne sem antibióticos e hormonas. Uma carne saudável!

ML.