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Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Balanço de um fim de semana de Expocaça

A Expocaça representa a excelência das feiras de caça em Portugal. A primeira Expocaça foi realizada em 1989, no Fórum Picoas, em Lisboa e só a partir de 1996 começou a ser feita em Santarém, dado as milhares de pessoas que esta feira albergava. A partir de 2010, a Expocaça começou a sentir algumas dificuldades, havendo uma redução no número de expositores e, consequentemente, no número de pavilhões e de pessoas.

 

Contudo, muito trabalho foi feito e os caçadores não se deixam abater tão facilmente e este ano foi prova disso. Num momento em que a caça vive dias difíceis, houve uma grande junção de caçadores, vindos de todos os pontos do país, para demonstrarem a sua força e união. 

 

Momentos de diversão, companheirismo, união e troca de conhecimentos marcaram, sem dúvida, este ano da Feira Internacional da Caça, Armas e Pesca. 

 

No Sábado realizou-se uma Prova de Santo Huberto em homenagem ao Dr. Arménio Lança (a sétima edição do Troféu Arménio Lança), com a organização da Oestecaça e da CNCP. Para quem não sabe, o Dr. Arménio Lança foi um dos precursores do Santo Huberto em Portugal e foi também Presidente da CNCP. Um homem que fica na história da gente, sem dúvida e ainda bem que tive a oportunidade de andar muitas vezes ao seu colo, ainda eu era pequenina!

 

Esta prova foi um sucesso! E fico tão feliz por isso; por termos juntado cerca de 40 concorrentes desde Trás-os-Montes ao Algarve; por estarmos "em peso" na Expocaça e, principalmente, por termos feito mais uma homenagem tão justa ao Arménio.

Felicito todos aqueles que ajudaram à realização desta prova, mas permitam-me que felicite especialmente o Salvador, pois sem ele não seria possível, e o meu pai, por todo o trabalho que teve e por ter conseguido o que conseguiu.

 

A prova foi realizada em Vale de Santarém, com a preciosa ajuda do Clube de Caçadores do Vale de Santarém e aqui deixem-me dar também uma palavra de apreço e gratidão ao meu amigo Lobato, que nos deu uma preciosa ajuda.

40 concorrentes distribuidos por 4 séries, com dois juízes cada e um postor. Agradeço a vocês todos; e fiquei particularmente feliz por ter julgado esta prova com tanto significado para mim e para o meu pai, com ele e por ter o Zé a ajudar-nos com as perdizes. Foi uma grande manhã, sem dúvida.

O tempo começou com chuva e frio e com muito pouco vento, mas terminou com sol, calor e uma brisa mais acentuada. As prestações não foram as melhores devido a isso mesmo e, principalmente, ao coberto forte, que fazia um género de "estufa", que dificultava as emanações. Uma curiosidade foi a quantidade de ninhos de vespas que havia no chão; e a quantidade de borboletas brancas e laranjas que esvoaçavam entre nós.

 

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Não houve barrage, tendo as classificações ficado ordenadas com os primeiros de cada série. O almoço realizou-se na Feira da Expocaça, onde fomos muito bem servidos. Após tudo isto, procedeu-se à entrega dos prémios, patrocinados pela Loja Amster (o nosso muito obrigada):

 

1) Rui Bonito, com BFF - 86 pontos

 

 

2) Victor Assis, com PF - 80 pontos

 

Foto de Comissão Santo Huberto CNCP.

 

3) Jorge Piçarra, com BAM - 72 pontos

(O prémio foi recebido pelo João Gil, pois o concorrente já não se encontrava no recinto)

 

4) Nuno Godinho, com BAF - 70 pontos

 

Foto de Comissão Santo Huberto CNCP.

 

A Associação de Caçadores de Vale de Santarém decidiu oferecer um prémio para o Melhor Cão. A vencedora foi a E-Doris da Quinta da Maralha, BAF, do Vítor Silva, com 25 pontos. 

 

Foto de Comissão Santo Huberto CNCP.

 

Depois de tudo isto, mal eu sabia a surpresa que me esperava. O Sr. Lobato e a Associação de Caçadores do Vale de Santarém decidiram felicitar-me pelo trabalho que tenho feito nas redes sociais, nomeadamente, com este blog, na defesa da caça e dos caçadores. Bem... Nem tenho palavras para descrever o que senti e para agradecer este maravilhoso gesto, que me deixou de coração cheio. Obrigada por tudo e é por pessoas como vocês, Caçadores e Amigos, que faço o que faço e que tenho forças para enfrentar quem for preciso.

 

 

Obrigada a todos vocês que estiveram presentes e que fizeram deste dia um dia memorável, tanto para nós, como para o Dr. Arménio.

 

Quero também salientar a importância das palavras do Deputado Nuno Melo, no 25º Encontro dos Caçadores; do Ministro da Agricultura, Capoula dos Santos, assim como as intervenções dos deputados Nuno Serra (PSD, vice-presidente da Comissão Parlamentar de Agricultura), Patrícia Fonseca (CDS) e Joaquim Barreto (PS), presidente da Comissão Parlamentar de Agricultura.

Muitos meios de comunicação social fizeram disso notícia e deixo-vos aqui excerto disso:

 

"O eurodeputado centrista e caçador Nuno Melo criticou hoje a "rapaziada do PAN" que prefere ver cães apurados durante séculos para a caça "criados dentro de um apartamento, onde sofrem, do que livres num monte a exercer a sua vocação".

"O BE e o PAN têm um projecto para acabar com a possibilidade de usar cães na caça e para reduzir o número de dias de caça, porque parece que isso é antigo. Se há coisa que me faz feliz é pegar no meu cão e percorrer terras, do Alentejo a Trás-os-Montes, atrás de uma perdiz, que é livre", afirmou

 
"Para essa esquerda, pelos vistos, manadas ou varas criadas sem ver a luz, que caminham disciplinadamente para um matadouro, é uma afirmação de civilização. Animais que são caçados, estão livres, têm uma hipótese de fuga -- depende do engenho do caçador e da capacidade dos cães -- são um problema. E eles é que se dizem amigos dos animais", afirmou.

Para Nuno Melo, o que está em causa neste debate é um "modo de vida" ancestral que tem que ser defendido, pela importância que tem para a preservação das próprias espécies, pelo ordenamento do território, pelas dimensões sociais e económica, advertindo que se a caça for proibida "alguma coisa de muito má irá acontecer".

Sublinhando que o deputado do PAN cumpre o papel para o qual foi eleito, Nuno Melo reivindicou que, tal como André Silva deve ter direito "a só comer alface de manhã à noite", também ele deve ter direito a comer "perdiz de escabeche quando possa", de preferência caçada por si.

"Já que tanto se fala de liberdade, liberdade também é isto", declarou.


Nuno Serra (PSD) questionou "como alguém que vive num andar (...) e tem 75.000 votos - menos do que o número de licenças de caça - ousa atacar um factor elementar do mundo rural".

Patrícia Fonseca apelidou o PAN (Pessoas-Animais-Natureza) de "mais partido dos Animais e da Natureza - e mesmo assim não percebe muito de natureza -", pelos "ataques reiterados a tudo o que são atividades do mundo rural", prometendo, no debate de terça-feira, defender o setor e criticar projetos que classificou de, "além de juridicamente mal feitos", serem "até politicamente desonestos".

Também o ex-ministro da Agricultura e do Ambiente e actual vice-presidente da Fencaça, Arlindo Cunha, criticou os "discursos anti-caça", que classificou de "superficiais", ao reduzirem a caça apenas ao ato de matar um animal, esquecendo "tudo o que envolve em termos de protecção da natureza, biodiversidade e, sobretudo o cuidar do mundo rural", numa sociedade cada vez mais urbanizada.

Jacinto Amaro lamentou que sejam dados ouvidos a caçadores que se representam apenas a si próprios e que parecem desconhecer a realidade, dando como exemplo as referências ao regime ordenado, "que praticamente já não existe".

Apontou ainda a proibição do uso de veneno para matar predadores, referida pelo PAN, que, assegurou, "está mais que proibido"."
 
(Notícia retirada do site Sábado, 07 de Maio 2017)
 
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Capoula dos Santos afirmou ainda que "talvez há 30, 40, 50 anos fosse necessário explicar (...) como a caça devia ser conduzida a alguns caçadores. Felizmente, hoje, os caçadores estão em condições de explicar a outros concidadãos qual o papel da caça na nossa sociedade". O ministro realçou o papel deste setor na proteção e reintrodução de espécies que os "excessos" praticados pela humanidade colocaram em causa.
 

"Se nada se fizer, nomeadamente corrigindo predadores, desaparecerá o coelho bravo", alertou, pedindo "serenidade" no debate sobre uma atividade importante "pelo seu papel ambiental, de equilíbrio da natureza", com "um papel cada vez maior na economia, no desenvolvimento das zonas rurais", com toda uma cadeia de atividades, e também pela parte "lúdica, desportiva, que permite pôr muitos cidadãos urbanos em contacto com a natureza".

Como exemplo do empenho do Governo na defesa da caça, Capoulas Santos afirmou que vai ser publicado na próxima semana um despacho que cria um grupo de trabalho que terá por função a apresentação, no prazo de três meses, de um plano para ajudar a acabar com a febre hemorrágica que está a dizimar coelhos e lebres.

Perante o aparecimento de uma nova estirpe que está a atacar animais juvenis, provocando a sua morte antes de se reproduzirem, o Governo decidiu avançar com um plano que terá várias componentes: um programa de investigação, a definição de boas prática de gestão e medidas adequadas de controlo sanitário, declarou.

O grupo, que tomará posse num prazo de dez dias, integra o Instituto Nacional de Investigação Veterinária, o Instituto de Conservação da Natureza, a Direção-geral de Veterinária, o Centro de Investigação da Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, o Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica da Universidade Nova de Lisboa, a Federação Portuguesa de Caça (Fencaça), a Confederação Nacional de Caçadores e a Associação Nacional de Proprietários Rurais.

O ministro anunciou ainda uma longa lista de alterações legislativas que têm a ver com o setor, como as normas sobre a sinalização das zonas de caça, a facilitação da integração de terrenos das zonas de caça municipais nas zonas associativas, a afetação de 10% das receitas das licenças de caça para ações de melhoria de conhecimento dos 'habitats', entre muitas outras.

Anunciou ainda que será aberto um novo período de candidaturas a fundos comunitários para apoio financeiro aos investimentos nas zonas de caça, que corrigirá a dimensão mínima exigida no primeiro concurso, de 3.500 hectares, o que deixou zonas de caça de fora."

(Notícia retirada do site Notícias ao Minuto, 7 de Maio de 2017)

 
Foto de Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.
 
 
Não querendo ser extensa, deixem-me apenas agradecer a todas aquelas pessoas maravilhosas que me cumprimentaram e que foram tão simpáticas. Esta é também uma das causas que me deixa orgulhosa em ser caçadora: perceber a quantidade de boas pessoas que existem e a amabilidade que as carateriza. 
Deixem-me dar especial destaque à Carolina, que conheci na Expocaça, e que é uma menina linda, e que será um grande caçadora, sem dúvida.
 

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Obrigada Caçadores e como vos digo sempre: unidos veneceremos, desunidos cairemos!
ML.