Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Dia da Mulher...

 

Para mim, todos os dias são dias da mulher... Dias do Homem... Dias da criança... Dias dos animais... Enfim! Dias em que não há nenhuma distinção entre nada, nem ninguém.

Contudo, a instauração do Dia da Mulher, surgiu no contexto das lutas femininas, por melhores condições de vida e trabalho e pelo direito ao voto, no início do século XX. 

Claro que nós, mulheres de uma Sociedade totalmente desenvolvida e avançada, não damos valor a isto ou, por outras palavras, não sentimos que haja diferenças sociais. Ou será que ainda há? Independentemente de tudo isso, eu não as sinto e nunca senti. 

E falo como mulher que tem certas "nuances de homem". Quero com isto dizer que sou uma mulher que caça, que gosta de estar com os animais, que não tem medo de ratos ou de aranhas, que passa os fins de semana no campo, ao invés de centros comerciais e, portanto, poderia sentir algum tipo de discriminação. Uma discrimincação oriunda de qualquer sítio.

Mas nunca a senti. Mas também nunca me coloquei numa posição para que isso fosse possível.

E falando na caça... A caça, um desporto maioritariamente de homens. Uma mulher que chegue ao mundo da caça pode balançar um pouco e sentir talvez que ser mulher é ser diferente. Todavia, sempre senti o contrário. Sempre senti que ser homem ou mulher na caça é, simplesmente, ser caçador. E nada mais que isso... Não há diferenças sócio económicas naquele momento, nem de estratos sociais, diferenças físicas ou ainda diferenças de personalidade. Todos somos iguais e o que difere, no meu entender, é a simplicidade de que cada um de nós é feito. Não é por ser mulher que sou diferente, na caça. É por ter a minha maneira única. Tal como todos a têm. E, por esse motivo, todos somos especiais e únicos. Todos somos caçadores e todos precisamos uns dos outros.

Neste Dia da Mulher, quero deixar uma palavra de agradecimento a todas as mulheres caçadoras com quem convivo diariamente mas, sobretudo, a todos os homens caçadores. Homens que, com as suas nuances, sempre me respeitaram, me valorizaram e me aceitaram num grupo onde a mulher poderia ser olhada de lado. 

Mas para os laicos na matéria também gostava de explicar que ser mulher caçadora não é sinónimo de roer as unhas, de ter bigode ou de vestir à homem. E para esses mesmos laicos gostava de explicar que ser homem caçador não é ser bêbado, não é ser brojeço/bimbo ou não é ser assassino. Ser mulher caçadora e ser homem caçadora é tão mais que isso. Nós somos pessoas "normais" (se é que a normalidade existe) e temos uma vida tão normal, tão pura e tão simplista. 

As diferenças não devem existir e, caso assim seja, que aprendamos com elas para evoluirmos para um futuro melhor. Sendo homem ou mulher, obrigada a todos os que são caçadores e que tentam elevar o nosso nome; seja ele feminino ou masculino.

Todos juntos, nós Caçadores, faremos a nossa diferença!

ML.

a.jpg

 

1 comentário

Comentar post