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Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Dia do nosso Padroeiro Santo Huberto

Santo Huberto, o Padroeiro dos Caçadores! Um símbolo mágico e com uma história incrível. 

Gosto particularmente deste nosso Santo, tão irreverente e tão juvenil; mas tão puro e bondoso.

 

E aqui fica um pouco da sua história, que o levou a ser recordado e invocado até aos dias de hoje!

 

Huberto viveu no período medieval, entre 656 e 728. Sempre foi adepto da caça e um certo dia quando o seu pai (Duque Bertrand) estava prestes a ser atacado por um grande urso, Huberto arremeteu tão fortemente para a fera, que esta largou o Duque. Huberto tinha salvo a vida do seu pai.

Rapaz aventureiro, mas de fracos costumes, foi então enviado para estudar no palácio do rei de Neustria (Bélgica) mas acabou por fugir; indo para o palácio do Conde de Austrasia, o­nde recebeu uma boa educação e casou-se com uma filha do conde Dagoberto, Floribane, da qual teve um filho a que chamou Floriberto.

Mas Huberto não era o "rapaz perfeito" e não fazia tudo o que lhe tinham ensinado, nomeadamente, os costumes de ir à missa. Huberto, com toda a sua juvenilidade, dedicou-se unicamente a festas e a vários desportos; deixando a missa e a religião num outro patamar.

E então, uma certa Sexta-feira Santa, em vez de ir à missa, como ditavam os bons costumes, foi caçar. Quiçá, fazer uma das coisas que mais gostava. Andava ele nos bosques, com cães e cavalos, atrás de um veado. Contudo, num ápice, entre as astes do veado aparece uma cruz luminosa e Huberto ouviu uma voz que lhe dizia: “Se não voltares para Deus cairás no Inferno”.

Tudo isto mexeu com Huberto e fê-lo pensar em tudo o que andava a fazer; de bem ou de mal. Rapidamente, Huberto procurou o Bispo S. Lambert, perante o qual pediu, de joelhos, perdão pelos seus pecados. O santo bispo concedeu-lhe o perdão e dedicou-se a instrui-lo esmeradamente na religião.

Pouco tempo depois a esposa de Huberto morre e ele aproveita para se dedicar totalmente à vida espiritual e religiosa. Renunciou ao direito de ser herdeiro do trono, repartiu os seus bens pelos pobres e foi ordenado sacerdote. Entrou então para o convento dos Padres Beneditinos e dedicou-se à oração, à leitura e meditação, enquanto se ocupava com trabalhos humildes como lavrador e pastor de ovelhas.
Desejava ir a Roma ver o túmulo dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, e ouvir o Sumo Pontífice. E assim partiu, a pé, escalando montanhas cobertas de neve e atravessando vales e rios de até que conseguiu chegar, depois de mil perigos, à Cidade Eterna.


Estando um belo dia numa igreja de Roma, orando devotamente, quando foi mandado chamar pelo Sumo Pontífice Sérgio. Este contou-lhe que o bispo Lambert tinha sido assassinado pelos inimigos da fé e que era de opinião que a melhor pessoa para substituir o bispo morto era ele, o monge Huberto. Apesar do medo em aceitar tal cargo, uma visão sobrenatural convenceu-o que devia aceitar, tendo sido consagrado bispo da igreja católica.


Santo Huberto foi bispo de Tongres, de Maestricht e de Liège, Bélgica. O território que competiu governar a Santo Huberto era povoado por gentes que adoravam ídolos e eram muito cruéis. Ele percorreu todas as regiões ensinado a verdadeira religião e afastando das gentes as falsa crenças e as maléficas superstições.
Deus concedeu-lhe o dom de fazer milagres. Os que tinham maus espíritos, ao encontrarem-se com o santo recuperavam a paz, sendo abandonados pelos maus espíritos. Os que antes adoravam ídolos e deuses falsos, ao ouvi-lo falar tão harmoniosamente de Deus dos Céus, que fez a terra, e tudo quanto existe, exclamavam “Não nos haviam falado assim” e convertiam-se e faziam-se baptizar.


Por rios tormentosos, cruzando selvas tenebrosas, fazendo viagens muito cansativas e percorrendo os campos em procissão, cantando e rezando, visitou todo o território da sua diocese, oferecendo os sacrifícios da sua viagem para a conversão dos pecadores, e Deus respondeu-lhe concedendo-lhe que milhares se convertessem à verdadeira fé.
Construiu um templo a S. Lamberto, o santo bispo assassinado, e para lá levou as relíquias do mártir (ao abrir-se o túmulo, depois de vários anos, o corpo estava incorrupto, como se tivesse sido acabado de sepultar). À passagem do corpo do santo vários paralíticos ficaram sarados e começaram a andar e vários cegos recuperaram a vista.


Um dia, enquanto Santo Huberto celebrava a missa, entrou na igreja um homem louco, que tinha sido mordido por um cão com raiva. Toda a gente saiu a correr da praça, mas o santo deu uma bênção ao louco e este ficou instantaneamente sarado e saiu da praça gritando “Voltem tranquilos ao templo que o santo bispo me curou com a sua bênção”. Por isso muita gente invoca S. Huberto contra as mordeduras de cães raivosos.

 

Outro dia aproximou-se do mar e viu que uma terrível tempestade afundava uma barca cheia de pessoas, e que todos os passageiros caíam entre as o­ndas embravecidas. O santo ajoelhou-se e orou por eles e milagrosamente os náufragos saíram sãos e salvos. Por isso mesmo os marinheiros têm muita fé a Santo Huberto.


No ano 727 Deus anunciou-lhe que estava prestes a morrer, pelo que ao terminar a missa deixou os seus fiéis. “Já não voltarei a a beber deste cálice entre vocês”. Pouco depois adoeceu e morreu santamente, deixando entre as gentes a recordação de uma vida dedicada totalmente ao bem dos demais.

Santo Huberto morreu no dia 30 de Maio de 727. Santo Huberto foi canonizado em 743. A lenda de Santo Huberto surgiu provavelmente entre os séculos XII a XIII, mas apenas aparece documentada no século XV.

 

ML.

 

(Texto retirado de site na internet)

 

Picture1.jpg(Figura de Santo Huberto, na Igreja de São Quintino, Sobral de Monte Agraço)