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Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Greenpeace defende o consumo da carne de caça

A Greenpeace é uma organização mundial ecologista, cujo objetivo é "mudar atitudes e comportamentos, para defender o meio ambiente e promover a paz". Esta organização nasce em 1971, "motivada pelo sonho de um mundo verde e pacífico, uma pequena equipa de activistas zarpou de Vancouver, no Canadá, num velho barco de pesca. Esses activistas, fundadores da Greenpeace, acreditavam que um grupo de alguns indivíduos podia fazer a diferença."

 

Jens Lubbadeh, ativista da Greenpeace, publicou um artigo numa revista alemã, defendendo a carne de caça. Deixo-vos aqui parte do texto mas, caso queiram ver na íntegra aqui fica o link (está em alemão).

 

"Justa, livre e saudável!

Quer comer carne de animais felizes? Deve ser orgânica, produzida regionalmente e "amiga do ambiente"? Não há problema, come veado.

Sempre fomos caçadores. Se queríamos ter carne no prato, tínhamos de caçar. Era desgastante e perigoso, mas o animal vivia em liberdade. E não tem de voltar à Idade da Pedra, para comer carne sem problemas de consciência. Nas florestas e no campo ainda há animais que vivem em liberdade. Apesar dos seres humanos quase terem exterminado populações de lobos, linces e ursos, há um grande crescimento de populações de javalis, veados e outras espécies.

Sem os caçadores, os animais causariam muitos estragos, nomeadamente, às árvores; e este controlo só é benéfico para as florestas e campos e só é feito durante a época de caça.

 

"Em cada área é definido um plano de caça, qjue os caçadores têm de cumprir", afirma Sven Wurster, Ministro de Hamburgo-Niendorf (Alemanha). E continua, afirmando que "ao contrário da produção de carne nas indústrias alimentares, a caça não ocorre por razões económicas. Não há carne mais ecológica, mais regional e que mais respeita o meio ambiente, do que a carne de caça".

 

Todos os suínos e outros mamíferos são selvagens, assim como as aves. Aqui na Alemanha predominam os veados, corços, javalis, faisões e patos. A carne de caça não é apenas uma vantagem ecológica; mas sim "a carne mais ética e mais sustentável que pode comer", salienta Andreas Kinser, Fundação Alemã para a Vida Selvagem. Além disso, é pobre em gordura, pobre em calorias e rica em proteína e, obviamente, sem hormonas e antibióticos.

O consumidor deve ser ativo, porque normalmente não há carne de caça no supermercado.

"Pode obter carne de caça diretamente dos caçadores ou em sítios específicos, que já a vendem pronta a cozinhar", diz Torsten Reinwald, da Associação Alemã de Caçadores. Mas também pode comprar carne de caça em alguns mercados semanais ou em alguns talhos. "Preste atenção ao selo regional", afirma Reinwald.

 

Dependendo de cada Estado e de cada proprietário do terreno, a venda da carne é organizada de forma diferente, variando também os preços. Um quilo de javali custa cerca de 10€; um quilo de veado cerca de 20€. Isto significa que a carne de caça tem um preço idêntico ao outro tipo de carne.

Às vezes pode encontrar carne de caça nos supermercados, especialmente na altura do Natal. Cuidado, porque normalmente "pode vir de fazendas ou ser importada", salienta Kinser.

Os caçadores têm a responsabilidade de ter a carne em condições e saberem que está apta ao consumo humano. Quando abatem uma peça de caça, devem reconhecer os casos em que a carne não está boa para consumo. E têm 24 horas para levar a carne aos sítios devidos, onde será mantida no frio. No caso de haver alguma anomalia, há sempre um controlo veterinário, que analisa as peças de caça, para assegurar que não há a presença de parasitas.

 

Em 2009, foram consumidas 143.000 toneladas de carne de caça; e este valor mantém-se constante. Em comparação, o consumo de porco é 40 vezes mais elevado.

A razão para o consumo de carne não aumentar é simples: as pessoas consideram que a sua preparação é complicada; "injustamente", diz Kinser. "A única coisa importante é cozinhá-la e comê-la de seguida. No frigorífico, a carne de caça pode aguentar 3 dias. No congelador, a carne de veado pode aguentar até 1 ano; o coelho 8 meses; e o javali e o corço até 6 meses", refere ainda Kinser.

 

Outra das razões para a restrição do consumo de carne de caça é o "Chernobil". Segundo alguns relatos, a carne de caça alemã contém carga radioativa. Mas isto só ocorre em algumas áreas, nomeadamente nas florestas da Baviéra e nas florestas da Turíngia; assim como em algumas zonas de Baden-Württemberg. Nestes sítios, os javalis são a espécie mais "afetada", porque se alimentam de cogumelos e fungos que contêm Cesio-137. No entanto, Torsten Reinwald afirma que "em todas as áreas de risco, toda a carne de javali é controlada com um contador Geiger, que deteta os limites permitidos e a carne contaminada não vai para o mercado".

 

(Parte da notícia retirada da Revista Jara Y Sedal, Espanha)

 

Esta foi, portanto, a notícia que a Revista espanhola divulgou. Algo importante para o nosso sector, sem dúvida! E, mais que isso, é uma grande verdade! A carne de caça é, sem dúvida, a carne mais saudável que podemos comer, para não falar em todas as condições livres em que vive.

Sabiam que este é um dos argumentos que mais levam pessoas a serem a favor da caça, em alguns países da Europa? É verdade... Talvez seja necessário começar a pensar nisto um pouco mais a sério...

ML.