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Diário de uma Caçadora

Diário de uma Caçadora

Hitler, o genocida que idolatrava animais

Deixo-vos o meu artigo deste mês na Revista Caça e Cães de Caça:

 

"Em pleno século XXI, numa sociedade dita evoluída e liberal, Adolf Hitler está presente em todos os livros escolares de História, como um dos maiores genocidas da História Mundial. O ditador alemão do Partido Nazista, matou mais de 19,3 milhões de civis e prisioneiros de guerra e, além disso, levou a que 29 milhões de soldados e civis morressem em ações militares da Segunda Guerra Mundial (Rummel, R., 1994).

Em pleno século XXI, numa sociedade dita evoluída e liberal, as pessoas odeiam Adolf Hitler e retratam-no como uma das piores figuras da História mundial.

Mas há um facto que é desconhecido por muitos. Há um facto que os professores não contam nas suas aulas, e os manuais não abordam nos seus parágrafos.

Adolf Hitler era um apaixonado pelos animais. Talvez mais do que isso. Um verdadeiro defensor dos direitos dos animais. E esta ambiguidade entre o “amor” (e permitam-me que coloque esta palavra entre aspas) pelos animais e o ódio pelos humanos, é realmente intrigante.

E em pleno século XXI, numa sociedade dita evoluída e liberal, o que pensariam as pessoas se soubessem que Adolf Hitler foi a primeira pessoa a divulgar em massa propagandas contra o teste de medicamentos e cosméticos em animais? Mas, enquanto isso, na Polónia, os farmacêuticos, médicos e químicos testavam estes produtos nos judeus prisioneiros nos campos de concentração.

O que diriam se soubessem que Adolf Hitler proibiu a vivisseção (dissecação de animais) no mundo, em 1933? Ou seja, mostrava a compaixão pelos animais; mas não o fazia com a humanidade.

O que diriam se soubessem que Adolf Hitler, em 1942, proclamou uma nova lei, ditando que nenhum judeu poderia ter um animal de estimação. Desta forma, todos os cães e gatos dos judeus, forma mortos, de acordo com as regras alemãs para os animais de estimação.

 

Outra das curiosidades é-nos familiar, tendo em contas as novas leis em vigor.

Na Alemanha Nazista, as pessoas que maltratassem os seus animais de estimação, poderiam ser condenadas a dois anos de prisão. Além disso, também proibiram o corte de orelhas e/ou rabos dos cães sem anestesia.

Este mesmo líder partidário, continuou a estabelecer mais leis, que defendessem o direito dos animais. (Enquanto isso, os judeus continuavam a ser exilados nos campos de concentração). Os animais usados em filmes não podiam ser maltratados. Exigiu que fosse permitida a eutanásia para os animais em estado terminal.

Havia uma disciplina na escola que abordava somente a maneira como se deveriam tratar os animais.

Uma das primeiras conferências internacionais sobre proteção animal foi feita na Alemanha, nesta época.

Além de tudo isto, Hitler proclamou, em 1934, uma lei de caça nacional, onde regulava o número de animais que poderiam ser abatidos por ano; e onde estabelecia os períodos em que se poderia caçar – Lei de Caça Reich. Hitler afirmava que odiava a caça as corridas de cavalos e referia-se às mesmas como "os últimos remanescentes de um mundo feudal morto".

 

Boria Sax, um estudioso independente e consultor de várias organizações de direitos humanos, escreveu o primeiro livro para explorar completamente o culto nazista dos animais. De entre várias histórias, conta uma sobre Heinrich Himmler, um dos principais líderes do Partido Nazi, e um dos homens mais temidos na Alemanha. Numa consulta com o seu médico, que era caçador, Himmler perguntou “Como é que pode ter prazer, Herr Kerstein, em atirar a pobres animais? Isso é realmente um assassinato”. Curioso, não? Ainda segundo este autor, e outros mais, Hitler era vegetariano. Esta ideia ainda é controversa. ((Não convém ter um vegetariano destes como exemplo quando se quer defender um ideal).Boria Sax conta que, uma vez, Hitler teve um encontro com uma mulher, e que foram jantar fora. Ela pediu salsichas, e Hitler disse-lhe: "Nunca pensei que quisesses devorar cadáveres, a carne de animais mortos. Cadáveres!" Hitler afirmava que o consumo de carne era um fator importante do declínio da civilização e que o vegetarianismo poderia rejuvenescer a sociedade.  

 

Outro exemplo que nos elucida para esta teoria foi quando Hitler escreveu o Mein Kampf, em 1938, e nos conta que quando a comida era escassa, compartilhava as refeições com os ratos.

 

Em pleno século XXI, numa sociedade dita evoluída e liberal, porque é que estas curiosidades são escondidas? Porque é que não nos contam como o fundamentalismo é perigoso? E não nos dão exemplos destes?

Talvez porque há uma coisa que iríamos aprender rapidamente, sobre esta preocupação declarada dos nazistas pelo bem-estar dos animais. Que as interações homem-animal são repletas de paradoxos e inconsistências.

A existência de uma cultura em que os líderes se preocupavam com o sofrimento das lagostas nos restaurantes de Berlim, enquanto gaseavam pessoas em campos de concentração com veneno de rato; representa uma inversão moral de proporções incompreensíveis.

Tal como Gilbert Keith Chesterton afirma, “Aonde quer que haja adoração a animais, lá terá também sacrifício humano”.

E desculpem-me, mas isso não pode ser tolerável, nem aceitável. Não em pleno século XXI, numa sociedade dita evoluída e liberal.

ML"

 

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