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Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

MPT-Madeira afirma "Não basta apresentar ideias que, na sua maioria, nunca defendem os animais"

A notícia é retirada hoje do site do Diário de Notícias e deixo-vos aqui na íntegra, pois achei bastante interessante o que disse o partido MPT - Partido da Terra, da Madeira. Leiam e reflitam...

 

"Para o MPT-Madeira, a lei de protecção dos animais domésticos “é um autêntico fiasco e sem enquadramento na sociedade actual”. “Não faz sentido que nos nossos dias as pessoas continuem a achar que levar um animal para casa é um simples ato de diversão ou de brinquedo que depois se pode deitar fora ou simplesmente abandonar”, diz o partido em nota enviada à imprensa.

Para o Partido da Terra há muito caminho para fazer no que respeita à Lei que suporta a protecção dos animais, nomeadamente, na regulamentação de comercialização de animais, quer pela via particular quer pela via comercial nas lojas da especialidade, merece ser totalmente revista, de forma a adequar à realidade. “Há um comércio oculto que se desenvolve a nível particular que não tem fiscalização nenhuma, onde se vende todo o tipo de animais, tanto ao nível da perigosidade, como ao nível das espécies protegidas ou até em vias de extinção”, denuncia o MPT-Madeira.

“Muitos destes animais são abandonados pelos seus donos, nomeadamente, cães e gatos, resultando daqui vários perigos, transformando-se depois em notícias sobre animais errantes que atacam aves e gado doméstico (ovelhas, cabras, coelhos, galinhas e patos) que resultam em vários prejuízos económicos para os seus proprietários. Há situações em que chegam a atacar pessoas. O MPT-Madeira pergunta quem deve ser responsabilizado pelos actos de cães errantes, agora em estado selvagem? Como ficam os donos de gado que sofreram perdas de pequena, média e grande dimensão com a morte de gado doméstico e aves de capoeira? Existe alguma lei ou seguro que possa ser afecto a este tipo de situações e que possa de alguma forma menorizar as perdas económicas que resultam desta mortandade?”, acrescenta.

O MPT-Madeira diz que “o PAN e outros partidos apoiam de forma falseada a defesa dos animais, defendendo uma lei que é totalmente irresponsável, a qual tem apenas um objectivo que não passa por indemnizar os proprietários que tiveram milhares de euros em prejuízos, como produtores e criadores de animais que são comercializados em vários ramos da venda de carne no comércio existente”.

Tudo isto resulta da proibição de se poder ‘abater’ animais errantes, que muitas vezes são responsáveis pela morte de outros animais domésticos com fins comerciais. Mais grave é que estes animais (cães e gatos) “prejudicam a fauna animal da Região e do país, porque adaptam-se facilmente e começam a caçar espécies protegidas como o coelho, a lebre, perdizes, etc”.

“A realidade presenciada por todos nós é que as cidades e as serras encontram-se enfestadas de animais domésticos que foram abandonados, especialmente cães e gatos. Alguns destes cães formam matilhas de perseguição ao gado do pastoreio das serras da região, sendo já vários os relatos de situações que ocorreram causando a mortandade de gado muito elevada e prejuízos que não são recuperáveis”, afirma o MPT-Madeira.

Para o Partido da Terra “é necessário repensar a fundo a lei de protecção dos animais e não apresentar propostas irresponsáveis que em nada resolveram o verdadeiro problema dos abandonos de animais e comercialização dos mesmos. Também não é só com a criação de mais canis que se resolve a situação, até porque a maioria nem reúne as condições necessárias para lá os ter e em nosso entender todos estão de uma certa forma a não cumprir a lei e sobrelotados, não conseguindo dar resposta às situações que vão surgindo no dia-a-dia”.

A fiscalização deve ser “mais abrangente e devem as pessoas ser responsabilizadas pelo que venha a decorrer da não aplicação da lei, no entanto, em nosso entender a lei é confusa e omissa em vários aspectos, que deviam ser amplamente debatidos e responsavelmente votadas”.

“Será esta a política que queremos para regulamentar a área animal, nomeadamente, na verdadeira protecção dos animais?”, questiona. Para o MPT-Madeira “há muito trabalho para fazer, não bastando debitar e apresentar ideias que na maioria das vezes nunca defendem os animais, daí resultando em primeiro lugar o abandono e logo de seguida em maus tratos dos mesmos.

Como sabem os animais juridicamente deixaram de ser considerados como uma ‘coisa’”. Para ter um animal quer de estimação, quer de produção agrícola, “não basta gostar, é necessário ter espaço, condições, meios e cumprir todos os requisitos que imanam da lei, nomeadamente, daquela que se reflecte pelas leis veterinárias que suportam todo o processo que sustenta o bem-estar dos animais em termos sanitários e de saúde, potencializando assim a nossa saúde pública como cidadãos”.

(In: Diário de Notícias, 26 de Maio de 2017)

 

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