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Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Porquê Morte?

Falamos constantemente sobre a vida, de uma forma tão egoísta e tão mesquinha. Não damos valor ao que temos, ao que fazemos e a quem somos! Não damos valor aos outros, aos sentimentos e às pequenas coisas boas da vida. Damos sim valor somente quando a Morte nos vem bater à porta.

Por vezes, ela bate de mansinho, sem que nada nem ninguém esteja à espera. E dói para caramba! Outras vezes, ela bate com uma força tremenda e assustadora. E também dói para caramba. A Morte dói! A morte é terrível e, hoje, vou tratá-la por tu. Penso que ela não se importará.

Temos medo de falar dela, como se ela não fosse bater à porta de todos nós. Temos medo de pronunciar o seu nome. Temos medo dela mas, sobretudo, temos medo daquilo que ela nos faz sentir. Temos medo da dor, da tristeza e da saudade. Sabemos que a Morte também é isso. E respeitamo-la. Mais do que a tudo e a todos, respeitamos a Morte.

 

Mas, mesmo quando ela nos bate à porta, o tempo não pára e o mundo continua a ser um "simples" mundo. Ao menos, que este tempo e este mundo parassem, até que a nossa dor também parasse. Mas será que algum dia pára? Certamente que não. É uma dor que não passa, apenas apazigua. Lentamente, mas apazigua. E quem quiser que se adapte a esta nova vida. Quem quiser que aprenda a viver com a partida de alguém. É tão difícil, Morte. Tens noção do sofrimento que causas a milhares e milhares de pessoas? Todos os dias, a toda a hora? Talvez tenhas, mas fazes somente o teu papel. Temos de aprender a lidar com isso. Contigo. 

E depois, quando parece que tudo começa a ficar "estabilizado" apareces novamente, como quem diz "não se esqueçam de mim, irei sempre voltar, sem data marcada".

E aqui, sob o impacto de uma tal saudade, continuamos. Mas com medo de ti. Sempre. 

Porque deixamos de acreditar em tudo. Deixamos de ter fé. Deixamos de ter oportunidade para dizer coisas que ainda tinhamos para dizer. Deixamos de dar abraços a quem mais gostavamos. Deixamos de ter calma e a raiva instala-se em nós. Deixamos de ter forças para mudar o mundo. Deixamos de acreditar em nós próprios e na vida. Deixamos de acreditar que somos imortais. 

E tudo por causa de ti, Morte.

 

Um abraço à família do Marcial Hermida, um grande Senhor do mundo dos cães de parar e das provas de trabalho!

ML.

 

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