Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Quem defende a Natureza e os animais?

Todos nós temos uma perspetiva do mundo real diferente, consoante a nossa educação, os nossos valores, a nossa personalidade e as nossas experiências de vida. No fundo, a pessoa que somos hoje leva-nos a formar uma ideia do mundo muito própria e particular.

Mas, ampliando um pouco mais esta visão do mundo e dividindo-a em "dois mundos", talvez possa afirmar que existe o mundo rural e o mundo citadino (atenção, que com isto não quero dizer que estes dois mundos não se cruzem, porque de facto isso acontece). Mas, sendo um pouco extremista, vamos supor que existem apenas estes dois mundos! E, talvez continuando ainda neste extremismo, um mundo estraga, mata, faz dano; e o outro mundo o contrário. Ou seja, o mundo rural, serve para destruir; e o mundo citadino serve para "não fazer nada de mal", digamos. Isto, em relação ao mundo animal e à Natureza.

 

Ora, muito se ouve e muito se comenta acerca dos maus tratos a animais, da caça, da forma assassina como os caçadores procedem ao matar espécies cinegéticas, dos incêndios que deflagraram ultimamente, dos agricultores que usam químicos nas culturas, dos agricultores que têm gado e tratam-no de forma cruel etc., etc.

 

Comecemos então por partes! E a primeira parte e mais importante de todas é tão simples como: o mundo rural trabalha para a Natureza e os animais. E o mundo citadino? O que faz?

 

A Natureza é a casa do mundo rural. E, como tal, têm que a guardar e cuidar. A isso se chama gestão. Como a Natureza é composta por diversos elementos, nomeadamente, animais; eles também têm de ser cuidados. A isso se chama gestão cinegética e isso é feito por caçadores.

Gerir para depois matar? Não! Gerir para cuidar, para tratar, para a espécie se desenvolver e evoluir. O português realmente trama-nos quando quer; por isso decidi explicar o que é gerir e a importância da caça para a gestão cinegética.

 

E, por vezes, é necessário sustentarmos estas nossas palavras com dados reais e concretos. Senão eu era apenas uma tola a falar, a dar a minha opinião. Com dados científicos, talvez a tola se torne mais credível.

 

Num estudo de 2015, na Universidade Cornell (EUA) concluiu-se que os caçadores contribuiram 4 vezes mais, na conservação das espécies e da Natureza (defesa e melhoramento da vida selvagem e doações para organizações de conservação) do que qualquer outro órgão.

Na América do Norte dados de 1907 apontam para a existência de 41.000 alces e, em 2015, tinham mais de 1 milhão - devido à gestão cinegética e aos caçadores. Ainda na América do Norte, em 1900 havia 500.000 veados e, depois de começarem a gestão cinegética, tinham 32 milhões de veados.

Na África do Sul, por exemplo, houve um aumento de 100 rinocerontes para 11.000 mil. Não esquecendo também que além disto, os caçadores que fazem este tipo de caça doam bastante dinheiro àquelas populações que, desta forma, vivenciam um aumento da qualidade de vida.

 

Depressa nos apercebemos da importância da caça, do cuida e da gestão! Mas, se ainda assim estão contra isso ou não percebem a importância de tudo isto, deixo novamente dados de estudos científicos em países onde a prática da caça é totalmente proibida:

No Quénia e na Índia, as grandes espécies selvagens estão em declínio (não há gestão da vida selvagem) e começam a desparecer alguns animais. É normal! Não há controlo nenhum, não há nenhum tipo de gestão ou de cuidado e, tendo em conta o processo natural de seleção e alimentação, algumas espécies não conseguem aguentar. Além disso, teremos sempre pessoas más e sem escrupulos. E essas mesmas pessoas caçam furtivamente, pois não há ninguém que controle isso (não há a tal gestão cinegética também)!

 

Não podemos ser hipócritas ao ponto de não percebermos estes dados. E muito menos podemos ser hipócritas ao ponto de dizer que não fazemos mal aos animais e os caçadores são uns assassinos! Mentira!

Os caçadores matam animais, mas alimentam-se deles. Outros alimentam-se de animais mortos em indústrias alimentares, que sofrem constantemente e que não têm a mínima qualidade de vida. Estão num estado de stress e ansiedade brutais. Mas disto poucos falam! E também não sou eu que o vou fazer de momento. Peço apenas para refletirem um pouco sobre a forma como os animais são criados em indústrias alimentares e a forma como os animais são criados na Natureza.

"Mas eu não como animais". Claro! Mas sabe a quantidade de animais que são mortos nas culturas que o alimentam? Essas culturas têm, por exemplo, pragas de ratos. Se esses ratos não forem controlados, não restará nada de cultura.

Essas culturas têm, por exemplo, javalis. Se esses javalis não forem controlados, tudo será destruido.

Para muitas dessas culturas serem produzidas, é necessário arar a terra de pastagem e plantá-la com sementes. Aração e colheita matam pequenos mamíferos, cobras, lagartos e outros animais (em grande número)… Sabia?

 

Portanto, deixemo-nos de hipocrisias. A Natureza tem uma pirâmide ecológica, onde existem presas e predadores. Acha que um leão se preocupa por matar uma zebra? Não! Ele precisa de satisfazer as suas necessidades biológicas, neste caso a fome. Acha que uma andorinha pensa que a lesma que comeu tem sentimentos? Não! Ela precisa de se alimentar.

Assim como o ser humano. E não há nenhuma forma de nos alimentarmos (equilibradamente) que não estejamos a matar animais! 

 

Portanto, o mundo rural tem de continuar a existir e a fazer todo um trabalho como até então. Porque se esse mundo rural não atuar, nomeadamente a caça e a gestão cinegética, aparecerão muitos problemas. E bem graves. Como é o caso da doença que está a destruir o coelho bravo. Todos têm trabalhado no sentido de descobrir a "cura". Mas esses todos estão no mundo rural. 

E o tratador rural ou todas as pessoas ligadas ao mesmo tratam dos animais e olham por eles de maneira diferente do resto do mundo. Nutrem de um sentido único para conservar,tratar e proteger os animais. 

O mundo citadino o que faz? Desculpem, mas esta pergunta teima em não me sair da cabeça! 

ML.

Resultado de imagem para industrias alimentares animaisResultado de imagem para conservação especies cinegeticasResultado de imagem para bebedouros para perdizes

2 comentários

Comentar post