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Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Resposta do Comandante dos Bombeiros às acusações feitas aos caçadores

Como muitos de vocês tiveram conhecimento, o Comandante Operacional Nacional do Comando Nacional de Operações de Socorro, Sr. Rui Esteves, proferiu algumas afirmações há uns tempos, nomeadamente dizendo que "(...)  57% dos fogos tiveram “origem humana”, nomeadamente em queimadas e caça”. Podem ler a notícia na íntegra aqui.

 

Na altura, a ANPC enviou um pedido de esclarecimento ao Sr. Comandante Rui Esteves, sobre estas suas declarações. 

E segundo o comunicado de hoje da ANPC, o Sr. Comandante Rui Esteves respondeu, afirmando que a informação sobre a qual se baseou, diz respeito ao códigos da tabela de codificação de causas de incêndio do ICNF, no qual incidiram as causas de dois incêndios em Março deste ano, nomeadamente:

Março 2017 - Bragança - Caça e Vida Selvagem, danos provocados pela vida selvagem (124,9 hectares)
Março 2017 - Guarda - Caça e Vida Selvagem, conflitos de caça (146 hectares)

Ou seja, nenhuma das situações incidiu diretamente em atos de caça ou atos de gestão de caça, mas sim no seu enquadramento nos seguintes códigos:

311 - Conflitos de caça: incêndios gerados por conflitos motivados pelo regime cinegético
312 - Danos provocados pela vida selvagem: quando existem danos em culturas agrícolas provocados por javali, lobo, coelho, etc., é usado o fogo para afastar os animais.

Ou seja, conflitos entre pessoas por direitos de caçar ou não numa zona de caça, ou queimadas com vista a proteger culturas agrícolas, não são atos cinegéticos ou atos de gestão cinegética. As atuais classificações das causas de incêndios englobam todos os fatores de Caça e Vida Selvagem num só artigo, e erradamente colocam também disputas entre pessoas como um ato de caça.

A ANPC já solicitou ao Comandante Rui Esteves uma maior clarificação das situações em informações futuras, bem como já enviou um pedido para o Presidente do ICNF para uma reflexão e redefinição dos critérios de classificação das causas de incêndio.

A ANPC enviou também a clarificação desta situação para os deputados da Comissão de Agricultura e Mar, de modo a esclarecer os mesmos da má interpretação que foi efetuada, e evitar aproveitamentos políticos como o que foi efetuado pelo PAN, denegrindo a caça com base em informações que não retratam a realidade dos acontecimentos.

 

(Informação retirada do comunicado feito hoje, dia 02 de Junho 2017, pela ANPC)

 

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