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Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Um milhão de euros para recuperação do coelho bravo

Quem se interessa minimamente pelo bem estar animal e pela natureza e os animais, conhece a situação dramática do coelho bravo, que se tem mantido já há alguns anos.

 

Ontem foi noticiado no Jornal Público "1 milhão de euros para ter mais coelhos à mesa dos linces" e fica aqui parte dessa notícia que, a meu ver, é mais uma esperança! Todas as ações são louváveis, sejam melhores ou piores; pelo menos está a ser feita alguma coisa pelo nosso coelho bravo.

 

 

 

 

"Os concelhos de Castelo de Vide, do Sabugal e de Penamacor, com a supervisão da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA), vão instalar uma rede de parques de criação de coelhos-bravos com o objectivo de, posteriormente, os libertar nos locais onde vai ser introduzido o maior felino da Península Ibérica. É assegurada, desta forma, a alimentação do lince-ibérico nas serras da Malcata, de São Mamede e na área de Moura/Barrancos.

 

O projecto de recuperação da população de coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus), que custará um milhão de euros, é candidato ao Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).

Entre as medidas delineadas no projecto estão a construção e requalificação de cercados para a reprodução do coelho-bravo, a criação de morouços (tocas artificiais), a realização de sementeiras e acções de controlo das espécies predadoras do animal. Ao limitar os movimentos dos animais, torna-se mais fácil o controlo das doenças que têm dizimado o coelho-bravo.

"O lince-ibérico é o selo de garantia de qualidade do ecossistema de que faz parte, a prova de que este está em equilíbrio”, adiantou ao PÚBLICO Pedro Salema, presidente da EDIA. E explica porquê: “A ausência deste superpredador desequilibra os ecossistemas, que se tornam uma porta aberta para a proliferação de raposas, saca-rabos, ginetos, furões e gatos-bravos que delapidam as populações de coelho-bravo.”

O presidente da EDIA assinala que só haverá mais linces em liberdade fora do Vale do Guadiana “quando houver garantia de um número suficiente de coelhos.

(...)

Os únicos requisitos essenciais são o refúgio e o alimento. Em cercados de quatro hectares podem ser instalados até 19 comedouros para os coelhos, que podem chegar a consumir entre um a dois quilos de ração por comedouro/dia.

Os primeiros cercados de coelhos foram construídos na Austrália em meados do século XX para estudar a ecologia da espécie com o objectivo de poder controlar as suas populações de forma mais eficaz. Hoje subsiste o problema da escassez e a necessidade de voltar a proliferar extensos territórios do da Beira Baixa, Alto Alentejo e Baixo Alentejo com a espécie que é o alimento base do lince-ibérico."

                                                                                                                (Notícia retirada do Jornal Público, 18.01.2017)