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Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Um passarinho que morreu atropelado

Ontem, depois de almoço, fui apressadamente ao café para beber algo que me aquecesse. Não gosto propriamente de café mas, entre o curto tempo que tinha e o objetivo de me aquecer rapidamente, foi o que pedi. Um café. Paguei e sentei-me numa mesa encostada à janela que dava para a rua. Um vidro enorme, em que olhando para o lado via tudo aquilo que estava a acontecer. Carros a passarem de um lado para o outro; outros a estacionarem; pessoas acelaradas, outras que manifestavam frio, enroladas entre gorros e cachecóis; pessoas de bicicleta (talvez estas não sentissem o frio) e, subitamente, algo me desperta a atenção.

 

Olho para o carro que estava estacionado, mesmo em frente ao sítio onde eu estava sentada a beber um café, e depressa me apercebo de um pormenor que talvez ninguém tenha notado, e ninguém notará.

Um passarinho morto na grelha do carro. Pode ter sido atropelado; pode ter pousado ali e morreu sofocado; pode ter...; pode ter... Comecei a pensar em todas as possibilidades plausíveis para a morte daquele passarinho, na grelha de um carro.

 

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Já tinha terminado de beber o café, dada a ânsia que tinha em me despachar; contudo, permaneci ainda alguns minutos dentro do cafe, com as minhas mãos a aquecerem-se na chávena do café, que estava cada vez mais fria.

 

Olhei com olhos de ver para este pequeno passarinho e pensei na sua vida. Pensei na nossa vida e que tudo pode terminar de um dia para o outro; sem sequer sabermos o motivo. Pensei que todos nós matamos milhares de animais, todos os dias, involuntariamente. Agora foi este passarinho; daqui a segundos serão mosquitos e melgas; simultaneamente com baratas e aranhas, por exemplo. E é assim que tudo se processa.

 

A conclusão que tiro deste meu bocadinho no café, é que a vida é uma mera passagem; para todos nós, humanos e animais. E que todos os animais são animais; sejam ursos, leões, passarinhos ou mosquitos. A vida animal é importante, é certo; mas diferente da vida humana, apesar de alguns pensarem o contrário.

Mas quando falarem então na igualdade de direitos para animais e humanos, e que todos somos iguais, não pensem somente nos cães ou nos gatos. Pensem também nos milhares de passarinhos que são atropelados todos os dias, por exemplo! Ou nos milhares de mosquitos que morrem à noite... Ou nas milhares de pulgas e carraças que são exterminadas... Ou os animais "felpudos" são diferentes dos animais pequeninos?

Que haja um equilíbrio mental em todos nós, para conseguirmos diferenciar um ser humano de um passarinho!

ML.

 

 

 

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