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Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Diário de uma Caçadora

Para entenderem a minha loucura precisam, primeiro, de conhecer a minha paixão. Quero mostrar que a minha paixão é muito mais do que o simples acto de matar... Que a minha paixão é uma forma de estar na vida!

Uma Atitude pode mudar uma História!

Pediram-me para escrever qualquer coisa sobre caça, para a Revista que iria sair na Feira da Caça, Pesca e Natureza OesteNatura, no Turcifal, nos dias 4, 5 e 6 Junho. Aqui fica o que escrevi:

 

"A Caça atravessa momentos preocupantes e, infelizmente, a tendência está cada vez mais direcionada para o fim da atividade cinegética. Se em tempos, precisando a data de 1979, Portugal era o País com a maior percentagem de caçadores em relação à sua população, hoje em dia, isso não é, de todo, verdade. Muito pelo contrário… Muito à custa de uma má gestão cinegética, de politiquices, de taxas e mais taxas e de um avanço drástico do urbanismo e do êxodo rural. Tudo isto leva a que 10.000 caçadores desistam, ano após ano daquilo que, quiçá, os torna mais felizes: caçar e estar em contacto com a Natureza e os animais.

Mas… Como nem tudo é (nem pode ser) preto ou branco, falemos então da “tonalidade cinzenta”. Ou seja, falemos da esperança que, como todos nós sabemos, “é a última a morrer”. O melhor do mundo é saber que existem infinitas possibilidades mas, para isso, temos de as conquistar… De as querer conquistar! Como?

Primeiro que tudo, precisamos de nos unir. Penso que essa seja a chave do sucesso.

Precisamos de nos unir enquanto classe de pessoas que trabalham para re-equilibrar a pirâmide ecológica, que a Natureza per si já não consegue.

Um classe de pessoas que dão milhares e milhares de euros à Economia Portuguesa…

Uma classe de pessoas que, se deixarem de existir,  arrastarão consigo uma série de consequências pessoais, emocionais (mas quem se preocupará com isso?), políticas, monetárias e ambientais…

Uma classe de pessoas que tratam os animais com todo o amor e carinho… Que vertem lágrimas quando veêm, por exemplo, os perdigotos a passearem com a mãe ou os listados a brincarem uns com os outros… Que não abandonam os seus cães… Que praticam o ato de matar como última instância na caça… Que cuidam da Natureza, como se da sua casa se tratasse… Que cuidam das peças de caça abatidas, com todo o respeito e dignidade.

Uma classe de pessoas intituladas por Caçadores! E não matadores… Há uma diferença (uma grande diferença) e isso precisa de ser, urgentemente, demonstrado às pessoas. Quem são os caçadores e quem são os matadores… As diferenças podem, também elas, ajudarem-nos a ganhar batalhas!

Portanto, há esperança! Porém, há muito trabalho a fazer e uma “guerra” a ganhar! Mas, para isso, foquemo-nos nas pequenas batalhas e a conquista da guerra será apenas fruto de tudo isso…

Vamos a isso Caçadores!"

 

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