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diariodeumacacadora

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27.Jun.17

Em Espanha caçadores, pescadores e o mundo rural unem-se!

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e o Partido de Esquerda Podemos, no dia 20 de Junho, votaram contra à alteração da Lei do Património Natural e Biodiversidade. Os votos do PP, PNV, PDCat e Grupo Mixto não foram suficientes.

Esta medida pressupõe, desde logo, um duro golpe para o mundo rural, o mundo da caça e da pesca. Além disso, alberga um grave prejuízo económico em algumas zonas do país e levará à extinção de animais como o carneiro da barbária, as carpas ou os caranguejos vermelhos.

 

Pretendia-se então alterar a lei: aproveitar-se a caça e/ou pesca em áreas que não prejudicassem o meio ambiente e não representassem um problema ambiental para o controlo e gestão das espécies". Esta alteração da lei implicava que as espécies ficassem a cargo dos governos regionais, que decidiam em que regiões poderiam ser controladas. O objetivo? Evitar os prejuízos económicos que a lei em vigor provoca (em muitas regiões de Espanha) e assegurar maior segurança jurídica a todos os setores envolvidos. Além disso, salvar estas espécies invasoras da sua extinção e milhares de postos de trabalho.

Os ditos "ecologistas" não tentaram melhorar a conservação do ecossistema espanhol, preservar o mundo rural ou garantir a defesa de espécies autóctones.

 

Consequências desta decisão?

Segundo os últimos dados, poderão perder um fluxo económico de mais de três milhões de euros, sendo as comunidades mais afetadas ANdaluzia, Castilla-La Mancha, Catalunha e Extremadura.

Segundo o jornal espanhol ABC, desde a aplicação da sentença do Supremo Tribunal, em 2016, fecharam 25% dos estabelecimentos relacionados com a pesca; 60% das vendas de equipamentos de pesca decaiu para metade; e 75% das contratações turísticas internacionais foram canceladas.

Além disso, prevê-se a extinção do carneiro da barbária ou arruí, uma espécie vulnerável; sendo que Espanha é como um reservatório mundial para estes animais. Podemos ainda acrescentar que esta espécie tem uma função importantíssima: prevenção de incêndios florestais. 

No caso da pesca, prevê-se que fechem 2500 lojas de produtos de pesca; dezenas de empresas e 81 cotos intensivos.

Perda de 200 milhões de euros e perda de 9500 empregos diretos.

 

Desde que esta notícia se tornou publica, as redes sociais aqueceram e, o mundo rural, entendeu a posição destes partidos políticos (PSOE e Podemos) como uma traição; uma vez que estes dois partidos comprometeram-se a resolver os problemas das espécies invasoras e, agora com esta atitude, condenam-nas à extinção e à extinção de muitas vagas de trabalho.

 

E depois de tudo isto, mais de 60 organizações do mundo rural juntaram-se em Madrid, para anunciar manifestações massivas em todo o país, que terminarão com uma grande manifestação em 2018, em Madrid. Estes setores, que representam mais de 3,5 milhões de pessoas em Espanha, uniram-se com uma mensagem bem forte:

"Não é admissível que o Congresso dos Deputados, que representa todos os espanhóis, vire as costas ao mundo rural". E continuam dizendo "é imprescindível uma mudança radical nas políticas urbanizadas e na constante pressão dos ditos ecologistas. Caso isto não aconteça, teremos um país com milhares de zonas abandonadas e um mundo rural totalmente devastado".

 

(Fonte das notícias: Jara Y Sedal)

22.Jun.17

Feira da Caça do Turcifal e Prova de St. Huberto em Óbidos

Este fim de semana foi marcado pelas temperaturas muito elevadas, e também por duas provas de santo huberto. Mais um fim de semana entre amigos, entre animais e entre a natureza. Nada melhor :)

 

Sábado: 3ª Prova de St. Huberto de Apuramento ao Campeonato - Feira da Caça e Mundo Rural de Torres Vedras

 

A última prova de contagem para o apuramento ao Campeonato da CNCP teve lugar no Turcifal, integrada na Feira da Caça, Natureza e MUndo Rural. Estiveram presentes 15 conjuntos, que foram divididos por duas séries (uma série a contar para o campeonato, julgado pelo José P. Leitão e Paulo Filipe; e outra série com concorrentes extra campeonato, julgada por mim e Paula Estrelo). 

Foi uma prova difícil, dado o calor que se fazia sentir. Julgamos num terreno difícil, em que não havia uma brisa para ajudar os cães. Tivemos de encurtar um bocadinho a duração de todas as provas, para que conseguissemos acabar o mais rápido possível, para os cães não sofrerem tanto.