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Diário de uma Caçadora

Diário de uma Caçadora

Portugal é campeão do mundo de Columbofilia

Terça feira, 27 de Março de 2018, Portugal sagrou-se campeão do mundo de Columbofilia, nas três categorias principais: individual, pombo ás e por países.

Na competição disputada entre 20 países, a seleção nacional dominou por completo as principais categorias. Os pombos foram soltos de Taoyuan City para Pingtung, em Taiwan.

 

Na prova individual, o pombo pertencente à equipa Sporting Pigeons Team/Portugal, da Associação Columbófila de Lisboa, arrecadou o primeiro lugar.

1º Classificado e Campeão do Mundo o pombo nº 7118548/17 pertencente à equipa Sporting Pigeons Team / Portugal, da Associação Columbófila do Distrito de Lisboa.

4º Classificado: Queijaria Cachopas com o pombo nº 7333753/17, da Associação Columbófila do Distrito de Évora. 

5º Classificado: Asas de S. Julião com o pombo 7327501/17, da Associação Columbófila do Distrito de Évora.

13º Classificado: Paulo Jorge Moreira Martins com o pombo 7027148/17 da Associação Columbófila do Distrito de Aveiro.

15º Classificado: Sol Nascente com o pombo 7233060/17 da Associação Columbófila do Distrito de Setúbal. 

23º Classificado: Isabel Maria T. Nascimento com o pombo 7028460/17 da Associação Columbófila do Distrito de Aveiro.

27º Classificado: Sol Nascente com o pombo 7233055/17 da Associação Columbófila do Distrito de Setúbal.

 

Na classificação Pombo Ás, o Campeão do Mundo foi Paulo Jorge Moreira Martins:

1º Classificado e Campeão do Mundo: Paulo Jorge Moreira Martins, com o pombo nº 7027148/17, da Associação Columbófila do Distrito de Aveiro (aguarda confirmação oficial).

Este mesmo pombo foi o vencedor da semi final

 

 

Na prova por países, Portugal também se sagrou campeão do mundo.

 

Esta constituiu uma jornada de glória e de confirmação da qualidade e valor da columbofilia, dos columbófilos e pombos portugueses. A columbofilia, uma vez mais, prestigiou e dignificou o desporto português além-fronteiras.

Muitos parabéns a todos os participantes, principalmente aos vencedores. Muito obrigada a todos e que continuem a deixar-nos orgulhosos!

 

(Notícia retirada do site: Federação Portuguesa de Columbofilia)

 

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E se eles contassem histórias de caça?

Sentei-me debaixo de um sobreiro e olhei para o meu cão. Bonito, robusto, uns olhos dóceis, que ditavam que também estava cansado. Esperto, percebeu que eu o observava e, num instante, dirigiu-se até mim, roçou a sua barriga nas minhas pernas e deitou-se tranquilamente. Olhei novamente para ele, com olhos de ver. Pensei naquilo
que estaria a pensar. Pensei se ele pensaria sequer. “Será que ele pensa ou o que faz é já automático, uma sequência de comportamentos?” Obviamente que não existe racionalidade nos animais mas, por vezes, pergunto-me “E se eles fossem racionais?; E se eles pensassem, se falassem… E se eles contassem histórias?”
Ia pensando em tudo isto, enquanto olhava para o meu cão. Ele já dormitava e eu para lá caminhava… Sentíamos o frio de inverno, que nos entranhava pelo corpo adentro mas, simultaneamente, o tímido sol aquecia-nos, à sua maneira… Estavamos à espera dos outros companheiros. O meu cão havia ferido a almofada, e decidimos deixar
de caçar.
Os olhos fechavam-se cada vez mais, até que adormeci e sonhei. Sonhei com aquilo que imaginava, enquanto acordada. E se os cães contassem histórias? Como seria?
Então sonhei que o meu cão contava-me a história da nossa caçada de hoje, enquanto me via a adormecer…
E a história começa como todas as outras…

 

Era uma vez…
Era uma vez uma menina que adorava animais, especialmente cães. E esta é a história dessa menina e do seu cão. Da Mafalda e do Martim, que se conheceram enquanto eu ainda era bebé.

Quando a vi pela primeira vez, ela abraçava-me e chorava. Achei um pouco estranho tanta emoção, mas senti que poderíamos ser grandes amigos. E não estava errado. Hoje sinto que somos os melhores amigos do mundo. Ela conhece-me como ninguém e eu também acho que já a ajudo em muita coisa, ou pelo menos tento. Já vivemos tanta coisa juntos e partilhamos tantos momentos. Hoje foram apenas mais alguns. Fomos caçar. Passo a noite agitado. Sei sempre o dia em que vamos. E então não durmo quase nada… E quando ouço a porta de casa a abrir, ainda de madrugada, começo aos pulos de alegria. Mas não posso ladrar, por causa dos vizinhos, e então contenho-me. Pulo para a minha caixa, a minha dona ainda está com uma cara de sono, e principalmente com muito frio. Eu já não sinto nada; nem sono, nem frio; só alegria e ansiedade.

 

Chegamos ao campo e a primeira coisa que ela faz é soltar-me. E eu corro e pulo de alegria. Conheço os outros cães que por ali andam. Uns mais simpáticos que outros, mas não gosto de dar muitas confianças; e principalmente não gosto que a Mafalda lhes dê muita confiança. Ela já se está a vestir. Já vejo na cara dela que está feliz e “em pulgas” para começarmos. De vez em quando, sinto-a a olhar para mim. Sabe que não vou a lado nenhum sem ela mas, ainda assim, quer assegurar-se de que estou ali. Já a vejo a colocar a cartucheira e a abrir a espingarda. Estamos prontos.

Ela não precisa de dizer nada, já estou aqui bem perto, para começar. Eles combinam a linha, onde é que vai cada um, e eu já não estou a aguentar muito mais. “Então, quando é que começamos?”, penso eu. Eles começam a andar e ela só me diz “Bora Martim”. Já sei que já posso começar a fazer aquilo para que nasci. Sim, para que nasci. Tenho a certeza de que esta é a minha função, e nasci para ser caçador e para estar ligado a alguém, enquanto caço.

Essa ligação é forte, demasiado forte para conseguirmos explicar por palavras. Só a sentes, só a vês, só a vives.

Comecei a caçar. Batia a esquerda, batia a direita. De vez em quando, via um cão ali, outro aqui, mas não lhes passava cartão. Só se ouvisse o beep de algum deles é que tinha de correr até lá; caso contrário, permanecia onde devia estar. Mas havia coisas que não conseguia controlar. A Mafalda ficava zangada comigo mas, mesmo assim, eu tinha que correr até ao barulho dos beep. Poderia estar lá caça e esse é o meu maior vício, tu sabes e espero que me compreendas um dia.

Sinto um cheiro diferente. Está aqui qualquer coisa. Coloco o focinho no chão, para sentir melhor, e ando pé ante pé, para me certificar que a peça de caça não se levanta e de que estou a apontá-la bem. Ela está aqui. Não me posso mexer mais. Estou tenso, demasiado tenso. Vem rápido Mafalda. Ela até está a olhar para mim e não sei se me consigo controlar durante muito mais tempo. Ela chegou. Deu-me umas festas, para me acalmar. Senti-o. Ela vê que a peça está já ali. Uma lebre. E como eu gosto de correr atrás delas. Estou a ter um auto controlo enorme. Ela sabe disso e depressa a levanta. E eu não consigo mais, e depressa corro atrás dela. Também sei que a minha dona não gosta que o faça, mas nunca ralhou comigo, e portanto eu continuo. Dá-me um prazer incrível correr atrás delas, sabem? Bem sei que elas são mais rápidas e mais astutas que eu; mas ainda assim vou com todas as minhas forças. Pode ser que um dia tenha sorte….

Ouço-a dizer “Não consegui atirar, o Martim esteve sempre metido com ela”. Isso é bom ou mau? Não percebi agora… Talvez a tenha atrapalhado. Não devia ter feito aquilo… Mas não consigo! Mesmo assim, mesmo depois de ter feito isto, cheguei-me junto a ela. Sabia que me ia abraçar. Abraça sempre, mesmo quando eu me porto mal. Nunca soube dar-me uma boa educação. A sorte dela é que o pai me educa, e eu tenho-lhe muito respeito. A ela também, mas sei que posso abusar que, apesar de ficar chateada, depressa lhe passa. E voltou a abraçar-me, e disse-me “Vamos continuar”.

Ando com garra, tenho uma paixão incrível por aquilo que faço. Nenhuma esteva me perturba o caminho; e nenhum sargaço me impede de continuar. Dou tudo por tudo, sem querer receber nenhuma recompensa, pois a maior que tenho é ser o que sou e fazer o que faço. Paro. Sinto algo. E paro de repente. Não creio que esteja muito longe. A Mafalda aproxima-se, manda-me guiar, mas eu não quero. Sinto que não há necessidade. Ela compreende e procura onde pode estar a peça. Estou com certas dúvidas, mas ainda assim aguento firme a minha paragem. Percebo que ela não encontra nada, e percebo que a peça já não está ali. Desfaço a paragem e continuamos a caçar. Subimos e descemos cabeços, horas e horas a fio, debaixo de um frio que nos gela as mãos, mas nunca a alma. Eu não o sinto, e sei que ela também não.

 

Andamos durante algumas horas. Sinto alguns rastos, mas não consigo detetar nenhuma peça de caça. Mas isto faz parte, a isto se chama caçar. Quantos e quantos dias nós vamos os dois e não vemos nada. Absolutamente nada. E há sítios que nem rastos eu sinto. Mas ela nunca desiste e eu também não. A certa altura, vejo um cão parado. Vou a correr para lá. Tenho que ir, como se as minhas pernas comandassem a minha mente. Mesmo que eu não queira, não consigo evitar. Paro também. Não sinto nada, mas paro. O outro cão sai da paragem e sai dali. Não sei se se assustou ou se simplesmente percebeu que não era nada. Mas, ainda assim, concentro-me. E sinto que realmente algo esteve ali. A Mafalda já está perto de mim. E eu começo a guiar, para perceber onde pode estar a peça. Se é pena ou pelo. Se for pelo, então dificilmente a encontro. Mas se for pena, poderá ter ido a patas, mas estar ali perto. Continuo a guiar. O cheiro é cada vez mais intenso. Ela está ali perto. Até que não consigo andar mais. Está ali, eu tento apontar com o meu focinho e espero que a minha dona o perceba. Ela olha para mim, pede-me para ter calma. “Calma como?”, penso eu. Ela está já aqui. E eu preciso de a morder.

É uma galinhola. Mas não quer levantar-se. Terá medo? Saberá quem eu sou? O que estamos ali a fazer? A Mafalda levanta-a e derruba-a com um tiro. Boa, penso eu. Corro com todas as minhas forças para a ir cobrar. Finalmente vou morder uma peça de caça hoje. Encontro-a, apanho-a com a boca e levo-a à Mafalda, alegremente. Ela ajoelha-se e recebe. Dá-me muitas festas e agradece-me, dizendo que sou o melhor cão do mundo. Sabes Mafalda, e tu és a melhor dona do mundo, mas não to consigo dizer.

 

Ela guarda a galinhola. Está feliz, eu sei. Conheço-a tão bem. Já está cansada. Também eu. São quase horas de almoço… Comemos pouco…. Já tenho água disponível em todo o lado o que, para mim, é muito importante. Mas ainda assim ela leva sempre a minha garrafa de água no colete, não vá eu ter uma sede espontânea… Olhei para ela. Tem aquele chapéu laranja, para que todos a possam ver. Tem as faces rosadas do frio e do cansaço. E tem aquele sorriso típico de quem está num dia de caça.

Continuamos a caçar, até eu sentir alguma coisa dentro de umas silvas. Sentia um cheiro estranho, diferente… Mas sabia que deveria estar ali alguma coisa… Começo a ladrar. Mafalda, vem cá, ajuda-me. Está aqui alguma coisa. Ela corre na minha direção. Incentiva-me a ir lá dentro, mas não sei se quero entrar. Atira uma pedra e eu dou um pulo para lá para dentro. Ela sabe que não resisto a isso… Ao mesmo tempo que entro, parece que algo está a sair. Um javali. Sim, um javali. Não muito grande, mas apetecível para mim. Ele foge, ela não lhe atira (não percebo porquê). E eu corro com todas as minhas forças atrás dele, e ladro e uivo e faço todos os barulhos possíveis para que ele pare ou para que tente atacar-me, pois quero estar frente a frente com ele. Sinto que a Mafalda corria também atrás de nós, mas parou, pois sabe que não nos consegue apanhar. Eu fui quase até ao fim do mundo atrás dele, até deixar de o ver e de o sentir.

Voltei para trás rapidamente, mas senti-me um pouco perdido. Devo ter andado kms e mais kms atrás dele. Corro. Corro muito para encontrar rapidamente a minha dona. Até que, num fundo longínquo, ouço um apito que entoava com força. Sei que é ela. Corro novamente como se não houvesse amanhã. Até o apito ser cada vez mais presente. Até chegar ao pé dela. “Então Martim, o que se passou aí?” Não te consigo responder, mas lambo-te as mãos, para perceberes que foi algo de bom. Gosto de ver os javalis e de os perseguir.

 

“O que se passa na tua pata?”
Olho para ela, que estava com uma cara aterrorizada.
O que terei eu, pensei.
“Tens uma ferida na tua almofada, Martim. Oh meu deus. Não te dói?”

Eu bem que tinha sentido qualquer coisa, entre o entra e sai nas silvas, mas com toda a emoção nem me apercebi do que havia sido. Agora estava a doer-me um pouco mais, realmente. Talvez porque tenha parado, porque tenha arrefecido, não sei… Mas também creio que a expressão da cara dela me doía mais. Ouço-a a chamar o pai, em pânico, que se pôs a olhar para a minha pata. Só lhe disse para ter calma, que era o desgaste e que me devo ter magoado em algum sítio.

Ela já estava de lágrimas nos olhos. Não é preciso isso, tem calma, eu estou bem. Mas não lhe conseguia dizer. Ela já chorava. Entretanto acalmou-se e disse ao pai que já não caçávamos mais, e que iríamos esperar por eles. Sentou-se numa pedra. Olhava fixamente para mim, mas deveria estar a pensar em algo. Eu dirigi-me a ela, e encostei a minha barriga às suas pernas. Queria-lhe dizer para não se preocupar e que gostava muito dela. E depois deitei-me. Precisava de descansar. Deitei-me junto a ela. E espero fazê-lo todos os dias do resto da minha vida. Porque são estes dias e estes momentos que me fazem ter a certeza de que não podia ser mais feliz.

 

Acordo, sobressaltada. O Martim ainda dorme… Olho para ele e sorri-o. Creio que todos os dias ele me conta histórias e que todos os dias essas histórias permitem que seja uma melhor caçadora e uma melhor pessoa.

ML.

 

(Artigo publicado na Revista Turcaça - Edição online Outubro, Novembro e Dezembro 2017)

 

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Balanço da época cinegética

Melancolia, misturada com uma pitada de tristeza e uma colher de saudade…


Estes são os ingredientes base que fazem parte desta “receita” pós época de caça. Ingredientes um tanto ou quanto amargos, que nos fazem fazer caretas e não querer provar mais estes períodos de tempo. Mas eles existem e fazem todo o sentido. A época de defeso ainda agora começou, mas com ela muito trabalho aí vem. Será tempo de limpar o mato, de cuidar das espécies, de alimentá-las, de cuidar dos seus abrigos e de ver novas crias a andarem de um lado para o outro. Apesar de uma época mais melancólica, a época do defeso é muito compensatória para um verdadeiro caçador. Mais do que se sentir útil, sente que realmente o amor pelos animais e pela natureza encontra aqui o seu expoente máximo.

Mas uma época cinegética passou, e muitas coisas foram ditas, vividas e sentidas. Amizades que se fazem, lances que se vivem, sorrisos que se trocam, lágrimas que se perdem, quilómetros que se percorrem e trilhos que se descobrem. Tudo é novo, tudo se remete a uma nova experiência, e tudo fazemos como se fosse a primeira vez.

 

Várias foram as vezes que falei da magia da caça e isto faz parte dessa magia.
O incerto… A aventura… A adrenalina… O frio… A chuva… O calor, depois de subir um vale… As ladras dos cães… Os sons da natureza… Os sons da humanidade… Os sons dos animais… Somos nós, que nos redescobrimos, que aprendemos a lidar connosco e com os outros… Somos nós que temos de nos “desenvencilhar” de situações menos boas; mas temos capacidade para isso (e muito mais)… Somos nós, caçadores, que vivemos a caça, que vivemos os dias como se fossem os últimos e que aplicamos na íntegra a lei do “carpe diem”!

 

Esta época cinegética em nada fugiu à magia das outras…. Cacei algumas peças, dediquei-me mais à caça da galinhola com cão de parar, em terrenos muitas vezes difíceis e duros. O tempo não ajudou, um ano extremamente complicado, sem chuva, com muito calor. Poucos foram os dias em que tive frio a caçar. O terreno estava (e continua) muito duro, quer para nós, quer para os animais; e isso, certamente, influenciou muita coisa na caça… Mas os tempos estão a mudar… Será que teremos de mudar também com eles?

Fui a algumas montarias, a poucos ganchos. Fui matilheira por um dia, e aqui os terrenos mais do que difíceis eram quase impenetráveis. Cacei com alma, com garra e com vontade. Comi muitas perdizes, muitos patos e muito javali. Terminei a época com um jantar de galinholas delicioso. Ri-me com amigos, convivi com eles, contamos umas anedotas e fomos para casa felizes.

 

Mas nada é perfeito. (E ainda bem que assim o é). Infelizmente perdemos a nossa cadela mais velha de caça. A parte mais difícil de tudo isto. Bem pior que furar silvas ou cair em terrenos enlameados. Perder a Haya recentemente, tornou esta época de caça ainda mais especial, pois foi a última que tivemos o privilégio de caçar com ela e de partilhar momentos únicos com a nossa “velhinha”.

 

Lágrimas…
Suor…
Sorrisos…
Cansaço…
Paixão…
Poucas horas de sono…
Quilómetros na estrada…
Almoços deliciosos…
Lambidelas de agradecimento…
Cães que marcam a nossa história…

Há coisa melhor que ser Caçador?

 

A nível geral, a situação não mudou e aqui tenho pena, muita pena que nada se faça ou pelo menos que se tente fazer… Poucos apoios aos caçadores, por parte do estado. Ataques e mais ataques, por parte dos animalistas. Pouca preocupação com os caçadores, por parte das entidades de caça responsáveis. Aumento dos preços, decréscimo das oportunidades…

Coelho bravo… Perdiz… Lebre… Soluções? Não as vi… Não as vejo… E precisamos de algo já! Os caçadores precisam de alento para continuar. Os animais precisam de ajuda para subsistir e, também eles, continuarem. A natureza precisa de tudo isto.
As espécies migratórias por cá estiveram, mas talvez tenham sido sacrificadas… Ou não? Não caço ao tordo nem ao pombo, portanto também não gosto de comentar aquilo que não faço/vivo. Relativamente à galinhola, o tempo que por cá se fez não ajudou muito; contudo, havia zonas com muita densidade.

 

Mas, Caçador que é Caçador já espera a próxima época.
Ansiedade, misturada com uma pitada de alegria e uma colher de esperança…
Há melhor receita que ser Caçador?

ML

 

(Artigo publicado na Revista Caça e Cães de Caça, Edição de Abril)

 

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Caçadores doam 1175€ para restauração de igreja

E de sorriso na cara e com o coração apertadinho, venho contar-vos o que aconteceu no passado domingo, no Cadaval, quando um grupo de caçadores se juntou para ajudar a Paróquia de Lamas, na reconstrução da igreja de S. Tomé.

 

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Como disse e volto a repetir, para se fazerem ações deste género é preciso ter um coração gigante e ser uma pessoa muito solidária. Não é porque A ou B nos pediu; não é porque devemos fazê-lo para dar boa imagem; é sim porque temos a disponibilidade emocional para isso. Portanto, João Pereira, isto aconteceu por ti! Por ti e pelas pessoas que tens à tua volta, como o Carlos Guilherme, que tanto te ajudou.
 
Foram com esta iniciativa para a frente, organizando uma Prova de Santo Huberto, e conseguiram juntar 30 conjuntos, dada a hipótese de se inscreverem dois cães. De Norte a Sul, vieram pessoas para ajudar e para dizer que juntos somos mais fortes.
 
As provas decorreram dentro da normalidade, exceto a chuva que se fez sentir. Os terrenos eram típicos do oeste, e já conhecidos de muita gente. Para além dos presentes (concorrentes, juízes e postores), havia muito publico que quis assistir e que nos fez companhia durante a manhã.
 
Tive 10 concorrentes na minha série e, apesar de algumas dificuldades sentidas, creio que todos se conseguiram divertir um pouco, sendo esse também um dos objetivos desta modalidade. Tenho também de agradecer ao Zé pela ajuda na colocação das perdizes, que me dá um descanso absoluto.
 

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No final, os dois melhores de cada série disputaram a barrage, julgada por mim e pela Paula (4ºs, 5ºs e 6ºs) e pelo Manuel Brás (1ºs, 2ºs e 3ºs).
 
E ficou assim ordenado:
 
1 - Carlos Guilherme, BAM
2 - Rui Bonito, BFF
3 - Luís Delagado, BAM
4 - Valter Ferreira, BAM
5 - Paulo Fernandes, PPF
6 - David Faria, BAF
 
Troféu melhor cão: Ibiza da Maralha, de David Faria
 
 
Fomos para o almoço, no pavilhão do Cadaval, onde havia muitas pessoas que quiseram ir também ajudar na reconstrução da igreja. Foi-nos servida uma canja maravilhosa, e um galo com arroz e batatas. As sobremesas também não ficaram atrás. Convívio, animação e boa disposição, com música e muitas danças.
 

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Depois foi altura de entregar os prémios e dos discursos que deixam sempre qualquer um com uma lágrima no canto do olho.

 

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Conseguimos, ao todo, angariar 1175€ para dar ao Sr. Padre, da Paróquia de Lamas, para a reconstrução da igreja.

 

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OBRIGADA! 

Uso esta palavra tão pequenina vezes em demasia mas, sinceramente, não há outra coisa que me ocorra, neste momento e principalmente depois de ver a cara de felicidade do Sr. Padre e de todas as pessoas que irão usufruir de uma igreja com melhores condições.

OBRIGADA a todos vocês Caçadores, por serem amantes desta arte que consegue ser tão solidária e fazer diferença na vida de tantas pessoas. 

E apesar de todas as diferenças que possam existir, desentendimentos e dias menos bons; conseguimos sempre perceber que o mais importante é sermos puros e fazermos o que melhor sabemos, sermos nós próprios, vencendo ou perdendo...

ML.

 
 

 

Dia do PAI!

Pensei na palavra Pai e em como defini-la... É tão difícil...

Pai...

Pessoa de um Amor Importante... 

Programa de Apreço Inspirador...

Paixão Arcaica Intensa...

Poderiamos dizer tantas coisas, defino-los de tantas formas e feitios... Mas gostei particularmente de uma definição. E creio que todo o Pai; todo o Verdadeiro Pai, deve sentir isso, que ser Pai é...

um...

Projeto (de)

Amor

Incondicional

 

E é sobre estes Projetos de Amor Incondicional que vos venho falar hoje... 

(Uma vez mais a preto e branco... As cores não fazem falta para definir um Pai que, por si só, já tem uma definição demasiado colorida...)!

 

Ser PAI não é somente dar uns genes a alguém... É tão mais do que isso... É tão mais profundo...

 

Ser PAI é amar...

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 Ser PAI é proteger o filho, contra tudo e contra todos...

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Se PAI é educar...

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 Ser PAI é dar a vida e, simultaneamente, viver!

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Ser PAI é pensar, por vezes, somente no filho...

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Ser PAI é um presente divino...

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Ser PAI é ser um exemplo para o filho... 

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Ser PAI é ensinar tudo aquilo que se sabe e, por vezes, o que nem se fazia ideia...

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Ser PAI é ser um herói com capa invisível, nos bons e nos maus momentos...

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Ser PAI é ser cúmplice de alguém, como nunca antes havia sido...

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Ser PAI é ser meigo...

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Ser PAI é ter um toque que mais ninguém tem...

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Ser PAI é andar de mãos dadas durante toda a vida...

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Ser PAI é olhar na mesma direção, sempre, para sempre!

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Ser PAI é ser dedicado...

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Ser PAI é, às vezes, ser-se substituto de alguém...

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Ser PAI é ser chamado de pai, pela pessoa mais importante da vida...

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Ser PAI é ser família...

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 Ser PAI é ter uma missão para o resto da vida...

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Ser PAI é ser companheiro de histórias...

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Ser PAI é ter orgulho no projeto de amor incondicional que se fez...

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Ser PAI é nunca abandonar...

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Ser PAI é dar um nome...

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Ser PAI é dar um lar...

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Ser PAI é dar uma vida a alguém...

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Ser PAI é ter experiências novas, todos os dias...

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Ser PAI é ser a felicidade do filho...

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Ser PAI é ganhar uma nova vida...

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Ser PAI é saber que se fez algo muito bem feito...

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Ser PAI é ajudar a enfrentar a vida...

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Ser PAI é ver os primeiros passos tornarem-se em largas passadas...

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Ser PAI é tornar os anos negros em anos dourados...

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Ser PAI é entrelaçar os sentimentos na mais pura beleza da vida...

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Ser PAI é escutar, mesmo quando já não se ouve nada...

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Ser PAI é fazer parvoíces...

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Ser PAI é saber que os filhos são a prova de que o amor verdadeiro existe...

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Ser PAI é saber brincar...

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Ser PAI é criar momentos de telepatia...

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Ser PAI é ganhar uma nova forma de olhar...

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Ser PAI é saber que se tem os filhos mais bonitos do mundo...

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Ser PAI é saber o que o filho vai fazer, mesmo sem perguntar...

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Ser PAI é ser honesto...

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Ser PAI é estar disposto a aprender...

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Ser PAI é partilhar tradições...

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Ser PAI é podê-lo ser com os filhos, mas também com os netos, e os bisnetos...

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Ser PAI é crescer juntamente com alguém...

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Ser PAI é sentir-se amado de uma forma tão especial...

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Ser PAI é saber abraçar de forma tão única e especial...

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Ser PAI é dar carinho, como só os pais sabem fazer...

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Ser PAI é ter alguém com quem partilhar os momentos mais importantes...

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Ser PAI é ter alguém para sorrir junto...

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Ser PAI é ensinar um filho a tornar-se um Homem...

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Ser PAI é conquistar alguém e ser conquistado...

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Ser PAI é nunca mais ficar sozinho...

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Ser PAI é ter a missão de humanizar os filhos...

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Ser PAI é fazer o melhor que se sabe e que se pode...

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Ser PAI é partilhar tudo, mesmo os hamburgueres preferidos...

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Ser PAI é ter o coração nas mãos, a toda a hora...

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Ser PAI é ter um medo constante de errar...

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 Ser PAI é fazer tudo aquilo que os filhos pedem...

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Ser PAI é transmitir paixões...

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Ser PAI é rir da mesma piada, ou rir só porque sim...

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Ser PAI é saber aquilo que o faz feliz...

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Ser PAI é ter um coração mole...

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 Ser PAI é uma arte ao alcance dos mestres do amor e da sabedoria...

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Ser PAI é oferecer o coração aos filhos...

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Ser PAI é ter uma lista interminável de razões para amar alguém...

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Ser PAI é nunca mais largar a mão de alguém...

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Ser PAI é ser o chefe da família...

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 Ser PAI é ser o amigo com quem se pode contar a toda a hora...

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Ser PAI é ter uma responsabilidade eterna...

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Ser PAI é ser o Mestre...

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Ser PAI é ir embora para um sítio que não conhecemos, mas continuar a olhar pelos que aqui estão e sentir-se orgulhoso pelo bom trabalho que se fez em vida...

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Ser PAI é exercer o cargo mais importante que existe na vida...

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Ser PAI é lutar pela felicidade dos filhos, constantemente...

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 Ser PAI é ter o poder de confortar com os olhos...

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Ser PAI é ser um abraço de proteção...

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Ser PAI é ter o poder de abraçar com palavras...

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Ser PAI é ser pai para sempre...

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Ser PAI é ser a palavra de orientação e conforto...

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Ser PAI é vê-los crescer com uma lágrima no olho...

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Ser PAI é ser inspirador...

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Ser PAI é ter um novo mundo e ser um mundo para alguém...

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Ser PAI é ser forte...

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Ser PAI é estar sempre a olhar por nós, esteja onde estiver...

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Ser PAI é ter um novo raio de luz a entrar na janela, todos os dias...

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Ser PAI é não ter dias solitários ou tristes...

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Ser PAI é aproveitar todos os minutos como se fossem os últimos...

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Ser PAI é quando o "eu" passa a "nós"...

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Ser PAI é sentir que a diferença entre um pai e um leão é apenas na juba...

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Ser PAI é ter um novo ranking de prioridades na vida...

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Ser PAI é tornar-se numa melhor pessoa...

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Ser PAI é ter autoridade, mas não ser autoritário...

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Ser PAI é ter a humildade de dizer que não sabe tudo...

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Ser PAI é ser o rei de pequenos príncipes...

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Ser PAI é envolver-se nas decisões mais importantes dos filhos...

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Ser PAI é uma inspiração...

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Ser PAI é desdobrar-se em mil, para conseguir dedicar tempo para os filhos...

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Ser PAI é ter paixões e demonstrá-las sem pudor, e com orgulho...

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Ser PAI é ter um melhor amigo canino...

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Ser PAI é ter orgulho na família que se construiu...

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Ser PAI é deixar de fazer coisas por si próprio, para as fazer em prol dos filhos...

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Ser PAI é saber pedir desculpas, quando assim tem de ser...

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Ser PAI é ser nobre...

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Ser PAI é não ser perfeito...

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Ser PAI é compreender...

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Ser PAI é errar e aprender com os erros...

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Ser PAI é ser verdadeiro...

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Ser PAI é ser distinto...

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Ser PAI é demonstrar que não se tem medo de nada...

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Ser PAI é ser tudo...

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Ser PAI é sermos nós próprios...

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Ser PAI é majestoso...

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Ser PAI é assumir alguma coisa...

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Ser PAI é ser pai e não ter somente um filho...

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Ser PAI é acordar 20 vezes durante a noite, quando assim tem de ser...

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Ser PAI é ser um "palhacinho" a qualquer hora do dia...

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Ser PAI é ensinar alguém a chamar-nos de papá...

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Ser PAI é fazer da vida uma festa...

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Ser PAI é brincar aos príncipes e princesas, ou aos guerreiros e guerreiras...

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Ser PAI é ensinar uma menina a gostar de caça...

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Ser PAI é levar a filha à caça...

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Ser PAI é conhecer o cansaço da paternidade...

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Ser PAI é não virar as costas...

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Ser PAI é dar elogios na hora certa...

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Ser PAI é conhecer o filho melhor que ninguém...

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Ser PAI é acreditar que o impossível irá tornar-se possível...

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Ser PAI é estar presentes nos melhores momentos (brincadeiras), mas também nos maus momentos (hospitais)...

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Ser PAI é saber priorizar...

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Ser PAI é saber que a paternidade não se limita a colocar uma criança no mundo...

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Ser PAI é doar-se por inteiro...

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Ser PAI é acreditar que todos os sonhos serão concretizáveis...

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Ser PAI não é recolher o fruto de um momento de prazer, mas sim perceber o quanto ainda está verde e ajudá-lo a amadurecer...

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Ser PAI é ensinar que a cada queda que damos, nos podemos levantar...

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Ser PAI é aquele que ensina que em cada experiência, boa ou má, existe uma lição que tem de ser aprendida...

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Ser PAI é ser um farol que aponta para um caminho certo...

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Ser PAI é o destino de qualquer homem bom... 

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Ser PAI é ser avô...

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Ser PAI é sentir pulsar os corações e um suspirar de paz...

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Ser PAI é sê-lo de todas as formas, e em todos os lados... Presencialmente, num outro mundo, numa pintura, numa história, ou num retrato...

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Ser PAI é falar, contar histórias, que encantam os filhos... É gostar a sério, mesmo que, por vezes, os filhos não o sintam... 

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Mas, acima de tudo, ser PAI é ser sempre o MELHOR PAI DO MUNDO, independemente de todos os outros que existem...

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A todos os Pais um grande Bem Haja!

A todos os que me enviaram estas fotografias maravilhosas, um obrigada gigante! Estou certa de que são um orgulho para os vossos filhos!

Perdoem-me se deixo em falta alguma definição do que é ser Pai mas, tendo o meu como exemplo, só me surgiram estas caraterísticas!

ML

 

Cetraria: a arte da Caça com aves de rapina

Há muito que gostava de conhecer um bocadinho mais sobre a caça com aves de rapina. Podemos ler livros, ler artigos ou ver alguns vídeos, no entanto, creio que grande parte da nossa aprendizagem vem com o contacto com o outro. Falar com pessoas permite-me sempre aprender mais, porque posso fazer várias perguntas. Como, quando, onde, porquê? Aprender com aqueles que mais sabem é um ato de humildade; mas aprender com alegria faz-nos pensar e querer aprender ainda mais, como dizia Aristóteles. E eu irei querer aprender como se fosse viver para sempre...

 

E hoje foi exemplo disso, quando decidi falar com o Paulo Martinho e pedir-lhe para me contar mais coisas acerca da falcoaria, Património Cultural Imaterial da UNESCO.

E, de forma muito prestável, o Paulo aceitou o desafio e respondeu-me a todas as questões que coloquei. Deixo-vos aqui.

 

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1) O que é a falcoaria?

A falcoaria ou cetraria, como até é mais correto em português, é a arte de treinar aves de rapina para a caça.

 

2) Como surge a paixão por esta arte?

A paixão nasceu de muito pequenito, quando observava aves de rapina selvagens em trás os montes. Lembro-me também de todas as vezes que via a série o homem e a terra, do saudoso Félix Rodriguez de la Fuente. Depois foi ir crescendo e procurando realizar o meu sonho. Com isto tudo já lá vão 19 anos de falcoeiro.

 

3) Há muitas pessoas a fazerem isto?

Pessoas que têm aves de rapina são muitas em Portugal. Agora cetreiros, na verdadeira forma do binómio: homem e ave a caçar em conjunto com um cão, não devemos ser mais de 30. E com carta de caçador e licença, seguramente que menos.

 

4) Fale-me um bocadinho destes animais... Que tipo de trabalho têm, como vivem... Será que nasceram para esta função?

As aves de rapina são animais muito especiais e diferentes do que estamos habituados, dai o fascínio que nos trazem. Um animal que caça para sobreviver, que consegue ser impiedoso, rápido, forte, treinável, mesmo sendo sempre independente e não domesticável, fascina qualquer um. As aves que usamos para voar não estão em gaiolas, vivem em bancos (poleiros), todos os dias voam e todos os dias apanham sol e têm oportunidade de se banhar ou beber. Temos que os manter fortes e musculados para poderem desempenhar cabalmente a função para a qual são adestrados: caçar, sem qualquer dúvida, o fim para o qual nasceram e foram criados.

 

5) Como é que se começam a associar estas aves à caça? E como é que o homem as começa a utilizar?

O instinto delas é mais forte, por norma mesmo sem conhecerem a caça, saem da luva em perseguição de algo que acham que conseguem capturar.

O homem há cerca de 4000 anos observou as aves a caçar e pensou que as conseguiria treinar para o auxiliarem a ter uma fonte de alimento nova.
A necessidade aguça o engenho, e assim nasceu a Arte da Falcoaria.

 

6) Há uma ligação entre vocês e estas aves?

São animais extremamente independentes, com os quais existem uma linha muito ténue que separa o regresso à luva, da fuga para o campo. Dependendo do tipo de cria que os nosso animais têm, assim se criam laços ou não.

 

7) Mas tem as aves em casa? Quantas tem?

Sim, tenho uma falcoaria onde estão todas elas. São cerca de 40 aves

 

8) O Paulo caça com espingarda? Vai frequentemente ao campo caçar?

Tenho espingarda, mas não dou tiros há uns 10 anos, como muito protesto do meu filho de 12 anos que adora tiros e caça. Vou caçar, sempre que posso, infelizmente não tem sido muito regular, mas lá vou dando as minhas voltinhas com as aves e os cães.

Por vezes também faço algumas feiras de caça.

 

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9) Todos vocês são caçadores?

A esmagadora maioria das pessoas que têm rapina, não são caçadores e não as utilizam para caçar. Uns utilizam as aves para fotografias, outros para criar, outros para espetáculos...

 

10) As pessoas que têm aves de rapina não sentem necessidade de as colocar a caçar?

Infelizmente a maioria das pessoas que têm aves de rapina, nem fazem ideia do que é caçar, só se usam delas para ganhar dinheiro, sem as conhecer sequer.

A cetraria em Portugal, tem mais de 1700 anos de prática documentada, uma vez que se trata de uma arte património da humanidade, de uma caça natural e de baixo rendimento, temos tudo para a poder praticar pelo menos durante mais 1700 anos. Vamos fazer tudo para isso!

 

11) Como seria a sua vida sem a Cetraria? O que faria mais falta?

Nem consigo idealizar os meus dias sem as aves, sem as saídas ao campo, sem observar os lances.... Nem consigo imaginar tal coisa...

 

12) Seria uma vida sem tanta emoção?

Seria uma vida bem mais calma, mas bem mais vazia...

 

Muito obrigada Paulo, pela pronta disponibilidade, pela amabilidade em responder a todas as questões e por nos explicar um bocadinho melhor o que é isto da arte da caça com aves de rapina...

E para finalizar, e já que fez referência ao grande Senhor Félix Rodriguez de la Fuente, deixo aqui um pensamento dele, que me faz tanto sentido nos dias de hoje... 

"O mundo é assustador para o cidadão comum que vive em colmeias, cidades monótonas e horrendas, ruas sujas que recebem cultura como pílulas e mensagens que nunca foram tidas como perfeitas. A nossa era será lembrada, num futuro feliz (se chegar), com verdadeiro terror. O homem precisa de liberdade, do campo, do céu, de tempo para não fazer coisas ... e aprender e imaginar. Hoje ele não pode fazer isso", (Félix Rodriguez de la Fuente).

É por isso que todos somos Caçadores. Precisamos de liberdade, da natureza, de aprender e imaginar mas, sobretudo, de sermos felizes. E creio que não há maior felicidade do que não vivermos aprisionados a auto estradas, prédios e centros comerciais. 

 

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Um fim de semana em terras minhotas...

Quando recebi o convite da Patrícia, da equipa Despertar (Entidade Formadora de Viana do Castelo com projetos na área da Igualdade de Género), constituindo-se como organizadora dos eventos Girls Lean In (mulheres inspiradoras são convidadas a partilhar as suas experiências positivas em termos de empreendedorismo, concretização de sonhos e projetos ou atividade em áreas dominadas pelo sexo masculino, para assim incentivarem outras a fazer o mesmo e a quebrar com os estereótipos de género) não poderia ter ficado mais feliz. Aceitei de imediato, sem sequer pensar na distância que nos separava.

Nunca tinha estado no Minho, pouca convivência tinha tido com os minhotos e talvez por isso tenha vindo ainda mais surpreendida e com a certeza de que consegui sentir o calor do povo português na sua máxima expressão.

 

A poucos dias da apresentação, fiz um pequeno powerpoint com algumas ideias a reter mas, sobretudo, com muitas imagens – uma imagem vale sempre mais do que mil palavras. Decidi estruturar uma apresentação para caçadores mas, sobretudo, para não caçadores, pois sabia que esse publico iria fazer parte desta conferência.

Receosos com o temporal que se fazia sentir em Lisboa, partimos até Viana do Castelo à hora de almoço, apanhando muita chuva e, muitas vezes, não conseguindo ver mais nada, para além dos para brisas a trabalharem… Confesso que à medida que nos íamos aproximando do destino, a ansiedade ia aumentando… Uma coisa é fazer uma conferência entre caçadores, outra coisa é falar para pessoas que poderiam ser, por exemplo, contra a caça.

Chegamos à Despertar e fomos muito bem recebidos por toda a equipa, com principal destaque pela Patrícia, que nos encaminhou até à sala onde iria ser realizado o evento. Surpresa das surpresas, estava um cantinho preparado para nos receber, com vários pormenores relativos à caça. “Gostamos sempre de mimar os nossos oradores e preparar-lhes uma pequena surpresa”, disse-me a Patrícia. Creio que a ansiedade se quebrou naquele momento, porque me senti realmente em casa.

 

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As pessoas começaram a chegar. Desde caçadores mais jovens, outros mais velhos; a mulheres que nada sabiam de caça; e a crianças que queriam ser caçadoras, todos fizeram parte deste nosso momento, em que conseguimos partilhar várias coisas. A plateia ia estando atenta ao que eu ia dizendo, o que é sempre bom para nós, dá-nos mais força e motivação.

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Houve espaço para algumas perguntas, histórias e sugestões. No final, todos saímos de lá a saber um bocadinho mais, porque ter a capacidade de aprender com o outro é uma virtude que poucos têm.

 

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Quando as pessoas se começaram a ir embora, a Patrícia veio ter comigo e disse-me “Obrigada, gostamos muito de a ter cá. As mulheres que vieram vê-la, e que nada sabiam de caça, disseram-me que não imaginavam que a caça era assim e que poderia ser tão benéfica para a natureza e animais”. Boa! Missão cumprida! E por isto já valeu a pena. Por isto e por ter uma menina linda na plateia, chamada Matilde, que queria ser caçadora quando fosse grande. São estas coisas que nos fazem continuar, não tenho a menor dúvida disso.

 

Depois de um bocadinho de conversa sobre caça e cães e depois de receber um coração de Viana maravilhoso, oferecido pela Patrícia, combinamos ir todos jantar. O Rui Mota e a Carla levaram-nos a um restaurante típico, tipo taberna, onde ninguém tem medo de usar uma linguagem mais colorida – e alguns palavrões – para dar humor à conversa. As pessoas do Minho são assim, e deve ser tão bom não ter medo de dizer “alhos e bugalhos” sem pensar no que os outros poderão dizer.

Começamos com mexilhões, camarão, ovas e búzios. Que delícia! Continuamos com vinho verde e com conversa animada… Caça e cães mas, acima de tudo, conhecemos um bocadinho mais as pessoas… E neste jantar, onde me deliciei com uma boa posta, tive oportunidade para conviver mais com o Rui e a Carla (e o seu filhote) e com o Nuno Santos. Para além disso, conhecemos também o Flávio Miranda e o Bruno Araújo, que nos contemplaram com tantas histórias… E quero agradecer a estas pessoas o jantar fantástico que nos proporcionaram e, principalmente, a calorosa companhia!

 

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Decidimos passar o fim de semana em Viana do Castelo, oferecido pela Despertar e pela UCV (Utilidades Costa Verde). Um obrigada gigante, o hotel era maravilhoso e ainda deu para relaxar um pouco na piscina interior… Um fim de semana para relaxar, nem sei bem o que isso é!

 

No Sábado tivemos oportunidade para conhecer Viana do Castelo. As ruas da cidade, que nos envolvem em história, em sorrisos e em boa disposição. As bolas de Berlim do Zé Natário, a igreja de Santa Luzia, e os restaurantes que albergam turistas e minhotos… Tudo fez parte do nosso roteiro, até o tempo assim o permitir… Ah, e o mar de Viana também é maravilhoso, se bem que o vento não lhe dá tréguas…

 

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“A sério que estamos em Viana e vamos almoçar piza?”…

“Sim, Zé, a sério”…

O que os homens fazem por nós, mulheres gulosas….

 

O temporal Fénix não ajudou a que continuássemos a visitar Viana e, por esse motivo, fomos então relaxar para o hotel… Piscina, banho turco, sauna… Havia opções para todos os gostos…

 

À noite o nosso amigo Nuno Santos convidou-nos para irmos jantar até Ponte Lima, onde estava inclusive a haver a Feira da Caça e Pesca. Aceitamos de imediato… Fomos a um restaurante fabuloso, com o Nuno, a Goreti e o Diogo. Comemos até não conseguirmos mais… Espetadas de carne e camarão, ananás, e um leite creme típico dali. A senhora que nos servia tratava-nos por “meus amores”. O que fiquei a gostar desta gente… Sorrisos em todos os rostos! A má disposição deve ficar noutro sítio…

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E enquanto vou escrevendo este texto, tenho de proferir vários Obrigadas porque, realmente, estou tão agradecida a várias pessoas que nos proporcionaram este fim de semana fantástico. Aqui, uma vez mais, um obrigada gigante ao Nuno e à Goreti, receberam-nos tão bem, sempre preocupados connosco. Obrigada do fundo do coração!

 

O temporal fazia-se sentir… Ainda vimos Ponte de Lima, mas de carro… Fomos para o hotel e no dia seguinte, antes de irmos embora, iriamos ver a Feira da Caça e Pesca em Ponte Lima.

Depois de um pequeno almoço recheado de pão e croissants, chegamos a Ponte Lima, onde ainda tivemos oportunidade de ver umas quantas coisas… Não tinha ideia de que Ponte Lima era a vila mais antiga de Portugal… E que linda que é! A ponte sobre o rio Lima, dá vida à cidade… E nem o mau tempo a “adormeceu”!

 

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Chegados à feira, estava o Luís Barata a fazer uma demonstração de cães de rasto, explicando uma série de pormenores muito pertinentes, desde o cão, o material que leva, a forma de agir no terreno. Gostei muito!

A feira tinha umas condições magníficas. Um pavilhão novo, coberto, onde os stands eram pequenas bancas em cortiça. Cá fora, os cães estavam todos em boxes novas, com muito espaço. Neste dia, apenas estavam os cães de rasto, pois era o concurso que iria haver da parte da tarde.

Conheci várias pessoas ligadas ao mundo da caça, e isso é o que mais retemos de tudo isto. Tenho de destacar duas delas: O Helder, das matilhas, que é uma pessoa extremamente simpática e que me levou, de propósito, um galo de Barcelos em barro. Absolutamente maravilhoso e desde já tenho de fazer um agradecimento muito grande, por este gesto tão bonito. Obrigada Helder!

 

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E o António Ramos, presidente da Associação de Matilhas. Nunca tínhamos tido oportunidade de nos conhecer pessoalmente, apesar de falarmos várias vezes. António mais uma vez lhe agradeço todo o seu trabalho e um obrigada especial pelo convite que nos fez para almoçar convosco e com todos os matilheiros, foi uma grande honra para nós!

 

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Ainda houve tempo para ajudar a economia local e comprar uns legumes para a sopa e para ver a feira e as ofertas que dispunha. Ainda paramos um bocadinho na ANCG (Associação Nacional de Caçadores de Galinholas), a falar com o André.

 

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Muito obrigada por tudo, um a um! Proporcionaram-nos um fim de semana incrível!

Uma terra de lugares mágicos, onde cada recanto faz parte de uma nova descoberta. O Minho e os minhotos sabem receber tão bem... Apetece voltar a cada instante. Respira-se ar puro, simpatia, respira-se história através das fachadas de cada edifício centenário. Irei voltar, sem dúvida!

Quando a idolatração a animais e o ódio a pessoas andam de mãos dadas...

Vários têm sido os acontecimentos que comprovam esta teoria. Desde Peter Singer, o pai destas correntes animalistas, que defendia o sexo com animais e a morte de seres humanos debilitados. Ou o Hitler, que partilhava a sua comida com os ratos, na prisão; ou que proibiu o uso de animais para testes em medicamentos, enquanto matava milhares de pessoas nos campos de concentração. Mais recentemente, e com estas novas correntes de idolatração a animais (atenção: uma idolatração doente), vemos nas redes sociais mensagens de ódios a pessoas. Celebram a morte de caçadores ou de crianças de 6 anos com cancro, apenas porque queriam ser toureiros. 

Chegamos a um ponto de extremismos, onde a idolatração a animais e o ódio a pessoas começam a andar de mãos dadas... E realmente, quando falamos em extremos, é porque algo não está bem. Porque, no fundo, o equilíbrio é a ferramenta base para estarmos bem física e psicologicamente. 

 

Este fim de semana, houve mais uma notícia que vem corroborar esta teoria...

 

Gabriel Cruz, um menino espanhol, de 8 anos de idade, desapareceu no passado dia 27 de fevereiro, em Las Hortichuelas, no sul de Espanha, onde estava na casa da sua avó paterna. O menino tinha saído para ir até à casa dos primos, que viviam a cerca de 100 metros da casa da avó, que ficou à porta da sua casa para vigiar o neto.Viu-o percorrer pelo menos 80 metros do caminho — a distância máxima a que o conseguia ver. Faltavam 20 metros para chegar à casa dos primos, onde nunca acabou por chegar. Nos 20 metros de distância que faltavam, Gabriel desapareceu.

 

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O pai estava junto (e noivo) com uma mulher de origem dominicana, de 35 anos, Ana Júlia, que era anti touradas, anti caça, uma ativista dos direitos dos animais e simpatizante do partido político PACMA.

 

No dia 3 de março, Ana Julia e o pai da criança encontraram uma camisola interior branca, quando ajudavam nas operações de busca; no entanto, e depois de várias buscas, não foi encontrado qualquer outro vestígio do menino.

Este achado, apesar de ter despistado os investigadores, acabou por dirigir as atenções para a companheira do pai de Gabriel, uma vez que a zona em causa já tinha sido alvo de buscas exaustivas antes. Além de que a camisola foi encontrada seca, apesar da chuva que tinha caído nos dias que antecederam a sua descoberta. Segundo conta o El Mundo, Ana Julia já seria a principal suspeita para as autoridades que, no entanto, não avançaram com a sua detenção até perceberem se a criança seria encontrada com vida.

 

Os investigadores terão confirmado as suas suspeitas nos últimos dias, tendo colocado a suspeita debaixo de vigilância apertada antes de a deter. 

O cadáver de Gabriel Cruz, de 8 anos, desaparecido há doze dias em Espanha, foi então encontrado no domingo, no porta bagagem do carro de Ana Julia. A mulher explicou à polícia que transportava o cadáver com medo que alguém o encontrasse no poço onde ele estaria escondido, sobretudo na sequência das muitas buscas organizadas nos últimos dias para encontrar Gabriel.

 

Espanha está horrorizada com este crime e são várias as pessoas que se têm manifestado! 

Começam a ser demasiados "casos isolados"...

 

(Parte da notícia retirada do site: observador.pt)

 

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