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Diário de uma Caçadora

Diário de uma Caçadora

Estudo sobre a domesticação de cães e lobos

Está a ser desenvolvido um estudo sobre a domesticação e trajetórias evolutivas de cães e lobos na Península Ibérica e Norte de África, com investigadoras portuguesas do Laboratório de Arqueociências da Direção Geral do Património Cultural.

 

Com um financiamento de 239 mil euros da Fundação para a Ciência a Tecnologia (FCT) e com o apoio de um arqueólogo e um zooarqueólogo, estando também associado ao Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBIO), no Porto, do qual resulta o EnvArch — Environmental Archaeology, a investigadora Elisabete Pires conta ao Diário de Notícias que a ideia surgiu de uma questão que há algum tempo a intrigava (desde 2010): “Qual o passado das raças de cães nos vários períodos cronológicos e como terá sido a sua evolução até ao presente”. Desta forma, poderá “aprofundar o conhecimento sobre a domesticação e contribuir para a compreensão deste fenómeno a nível mundial”.

 

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O estudo, que estender-se-á durante os próximos 3 anos, centra-se no período Mesolítico e tem o intuito de compreender as trajetórias evolutivas dos cães e lobos na Península Ibérica e no Norte de África. Segundo a investigadora, “Queremos estudar a origem destas populações [cães e lobos]. Perceber se existe algum sinal de que os primeiros cães que habitaram na Península Ibérica tiveram origem cá ou, se por acaso, foram trazidos de outros sítios”.

 

Continua, dizendo que “Sabemos que no Norte de África não existiram lobos, portanto, queremos perceber se os primeiros cães africanos terão sido levados da Península Ibérica para esta zona através do mar Mediterrâneo. Continuam por desvendar as informações genéticas, apesar das diferentes evidências históricas comprovarem que ao longo do tempo existiram fluxos de pessoas, animais e cruzamentos entre as raças”.

 

“Os dados genéticos precisam de ser interpretados juntamente com os dados históricos, arqueológicos e zoológico”, termina.

 

Fonte: Diário de Notícias 

Quando "Proibir" é a palavra-chave de um Partido!

Sempre me fez muita confusão a palavra proibir. Nunca me dei bem com ela. E ficava furiosa cada vez que a tentavam (ou tentam) impingir contra mim…

 

Desde pequena que não fui proibida de nada. Fui aconselhada, advertida, avisada e imposta com regras. Mas proibida nunca fui. No fundo, quem o pode ser, num país democrático como este?

Portanto, à medida que fui crescendo, fui afastando-me ainda mais desta palavra. A nossa relação gelava a cada dia que me tornava mais consciente do que ela poderia significar.

 

Se os pais podem proibir os filhos de certas coisas? Sim podem, até certo ponto.

Se os professores podem proibir os alunos de certas coisas? Também o podem fazer, mas ninguém lhes diz que os alunos lhes darão ouvidos. Ainda mais nos dias de hoje, onde reina o “eu quero, posso e mando”.

Se um partido político pode proibir um povo inteiro de certas coisas? Não, nunca!

E nós, esse povo, não nos podemos permitir a tal coisa.

 

Mas porque é que um certo individuo, de um certo partido político, poderá ter o poder para proibir certas e determinadas coisas? Só porque lhe apetece, porque faz parte do seu estilo de vida ou, simplesmente, porque sim, porque é giro ser diferente e ter ideias “fofinhas” e que deixem a malta a pensar?

Isso não era no tempo dos Reis ou das grandes ditaduras? Era, não era? Tinha essa ideia… Agora que vivemos numa (suposta) democracia, as coisas alteraram-se, não foi? As pessoas têm direito à sua liberdade, à sua opinião, às diferenças… Aceitam-se todas umas às outras, porque é normal, todos somos diferentes… Mas… Engraçado que há pessoas que não são assim!
Proibir. A palavra de ordem do dia de um tal partido pequenino e que se vai ridicularizando aos poucos… Porque, para além de querer proibir, ainda tem atitudes menos corretas. Menos correto do que proibir, é possível?

 

Quando se invadem espaços que queremos proibir, mas não conseguimos…

Quando desejamos a morte a pessoas que queremos proibir, mas não conseguimos…

Quando se formulam conspirações sobre temas que queremos proibir, mas não conseguimos…

Quando queremos ser diferentes, mas a única diferença é que queremos passar de um estado (supostamente) democrático para uma nova ditadura…

 

E nada pelos animais…

Tudo pelo poder e ganância!

É assim o novo mundo… "Evoluído e civilizado"...

ML.

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Madeira | Caça inicia-se a 7 de outubro

Segundo o ICNF, a caça na Madeira inicia-se a 7 de outubro e prolonga-se até dia 9 de dezembro.

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A caça ao Pombo-da-rocha, Codorniz, Perdiz-vermelha, Galinhola, Narceja-comum vão de 7 de outubro a 25 de novembro.

O período de caça ao coelho-bravo vai de 7 de outubro a 9 de dezembro, para terrenos agricultados e zonas adjacentes, enquanto que para áreas florestais e terrenos incultos, vai de 7 de outubro a 28 de outubro.

Para o Porto Santo, o período de caça para o Pombo-da-rocha, Codorniz, Perdiz-vermelha, vai de 7 a 21 de outubro, enquanto que para o coelho-bravo, o período é de 7 a 21 de outubro, e ainda de 25 a 28 de outubro.

 

Boas caçadas!

Abandono de animais aumentou 22% em Portugal

A Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) alertou para o abandono dos animais, que aumentou 22% em 2017.

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Segundo o ZAP.aeiou, Jorge Cid, Presidente da OMV, diz que “o número de abandonos em Portugal continua a ser muito expressivo, realidade que deixa a Ordem dos Médicos Veterinários apreensiva face à capacidade dos Centros de Recolha Oficiais para acolherem e tratarem estes animais”.

 

Fonte: ZAP.aeiou

A nova lei das armas aumentará o tráfico, diz Magistrado

O Magistrado do Tribunal da Relação de Évora, João Rato, contesta as alterações da nova Lei das Armas, principalmente porque acha que aumentará o tráfico de armas ilegais.

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Segundo o Jornal de Notícias, João Rato diz que esta foi uma proposta marcada pela "falta de conhecimentos, de rigor técnico e mesmo o absurdo. Esta lei introduzirá alterações profundas que afastam, cada vez mais, o regime jurídico português sobre armas do dos restantes Estados-Membros da União Europeia".

Continua, dizendo que "A lei concede poderes completamente discricionários ao director nacional da PSP (DNPSP), o que é de censurar num Estado de Direito Democrático e cria normas em branco que constituem o tipo objetivo de normais penais, o que as torna inconstitucionais. Irá criar-se um controlo policial obsessivo sobre os cidadãos que estão munidos das competentes licenças e por isso são cidadãos idóneos".

 

Obviamente que os criminosos não serão afetados com estas novas alterações na lei, pois "tal legislação não se aplica ao mercado negro, pois a proposta revela um elevado fundamentalismo, que, a ver por experiências do passado, não é bom conselheiro, e traduz-se normalmente, num aumento do tráfico de armas ilegais".

"Em suma, esta proposta é a demonstração cabal do desconhecimento do direito das armas e das questões técnicas que lhe dizem respeito, contendo mesmo algumas alterações que raiam o absurdo!", conclui João Rato.

 

Fonte: Jornal de Notícias

Incêndio de Monchique | O que vai ser de vocês?

O que vai ser de vocês?

O fogo tirou-vos tudo... Os interesses humanos e políticos tiraram-vos tudo...

O que vai ser de vocês?

Meto-me a pensar naquilo que terão passado, por aquilo que terão sofrido. Invadidos pelas cores vermelhas das chamas, pelo cheiro intenso do fumo e pelo medo que domina qualquer alma que existe. Sem saber o que fazer, fugiam descontroladamente para um lado ou para o outro, somente para um sítio onde conseguissem perceber que havia luz ao fundo do túnel. Mas temo que essa luz não tenha aparecido para muitos de vós...

O que vai ser de vocês?

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Todos se preocupam, todos se dizem vossos amigos mas, nessa altura má e difícil, em que queriam somente voltar a como estavam, tinham apenas uma Corporação a ajudar-vos: os Bombeiros Voluntários! Não tenho dúvidas de que esses foram a vossa salvação! Assim como a de tantos outros, em tantos momentos.... Infelizmente, muitos só se lembram que eles existem nestas alturas más... Porque naquelas alturas em que há vídeos a circular na internet de Bombeiros a salvarem gatos de árvores, de forma mais brusca, chamemos-lhe assim; as pessoas falam mal, criticam, instigam e apontam o dedo... Que nunca tenham de ser salvas por um Herói destes!

Mas... O que vai ser de vocês?

Sabem... Para além dos Bombeiros, outros vos salvaram... Não neste momento, porque não tinham meios para isso, quiçá. Mas em outros momentos. Naqueles em que a fome aperta e a sede também... Eles são outra corporação: a Corporação dos Caçadores que alimentam e gerem toda a vida selvagem das zonas de caça. E bem sei que vocês o reconhecem. Mas nesse momento de calor, de chamas que destruíam a vossa casa, eles não podiam fazer nada...

O que vai ser de vocês?

O que vale é que "se há vida, há esperança" e o que vale é que a Corporação de Caçadores está pronta a meter mãos à obra e a voltar a cuidar daquilo que alguém destruiu. Sim, porque o fogo tem intitulado por trás um ou mais "alguém".

O trabalho vai começar! Já estão a combinar colocar comedouros e bebedouros para todos vocês, que foram afetados pelas chamas intensas... 

 

Custou-me tanto e custa-me sempre tanto! Este sentimento de impotência mas, sobretudo, este sentimento de tristeza, uma tristeza profunda, por saber que houve tantos que morreram, que não conseguiram escapar e que terminaram assim a sua passagem neste mundo.

 

São apenas animais, dirão alguns... 

Para mim, são animais! E têm uma importância imensa na minha vida. Tal como as pessoas, é certo. E nem quero imaginar o sofrimento pelo qual passam nestas situações. Não estou a comparar uma coisa com a outra. Estou a falar dos animais porque quero falar deles, das centenas de veados, javalis, coelhos, lebres, perdizes, cobras, formigas, insetos, rãs, gado, cães, gatos e tudo o que é intitulado de animal.

 

O que vai ser de vocês? 

Não sei, não tenho uma resposta para isso. A única certeza que tenho é que a Corporação de Caçadores fará de tudo para que nada vos falte e para que nasça verde, no meio de toda a cinza...

Força Caçadores do Algarve!

ML.

 

 

Espanha | Morte de Lebres com suspeita de Mixomatose

A mixomatose é uma doença de origem viral que afeta o coelho, induzindo frequentemente mixomas cutâneos, mas podendo também causar morte antes do aparecimento de quaiquer sinais clínicos. Em Portugal, segundo o INIAV, o virus da mixomatose tem vindo a ser detetado tanto em cadáveres de coelho-bravo encontrados no campo, como em coelhos caçados na última época venatória 2017/2018, sendo esta monitorização efetuada no âmbito da vigilância sanitária das populações de coelho-bravo enquadrada no projeto “+COELHO: Avaliação Ecossanitária das Populações Naturais de Coelho-Bravo Visando o Controlo da Doença Hemorrágica Viral”.

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Os surtos de mixomatose são frequentemente sazonais, associados à maior abundância de insetos hematófagos que transmitem o virus de forma mecânica. Até agora, a mixomatose só tinha sido reportada muito exporadicamente em lebres (França, Irlanda e Grã-Bretanha), sendo considerada uma doença de coelhos. Mas, de acordo com a notícia recentemente publicada na Revista espanhola JARA Y SEDAL, intitulada “Confirmado: as análises confirmam que as lebres estão a morrer de mixomatose”, o Serviço de Vigilância Epidemiológica do Ministério do Meio Ambiente da Junta de Andaluzia, divulgou os resultados das primeiras duas amostras de lebres vitimizadas com sinais clínicos de mixomatose.

 

As lebres foram positivas para o vírus da doença de mixomatose pesquisado por metodologias moleculares (PCR), embora não seja excluída a possibilidade da morte destes animais ser causada por um agente tóxico ainda não identificado. Esta mortalidade inesperada em lebres tem sido verificada nas comunidades autónomas da Andalucía (Províncias de Córdoba e Jaén) e Castilla-La-Mancha, no decurso da última quinzena de julho, em locais agrícolas diversificados (olival, amendoal, cultura de melões, vinha) de várias zonas de caça, sempre acompanhada de sinais de cegueira e fraqueza.

 

Contudo, as autoridades espanholas advertiram que estes resultados são ainda provisórios, estando ainda em curso outras análises laboratoriais, assim como a recolha e investigação dos dados epidemiológicos, a fim de ser determinada a causa da mortalidade dessa espécie nas áreas afetadas. As lesões e sinais reportados nas lebres incluem lesões oculares, edema ou inflamação das pálpebras, conjuntivite e inflamação da região perianal.

 

Fonte: INIAV

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