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Diário de uma Caçadora

Diário de uma Caçadora

As principais ameaças ao lince ibérico!

Segundo o Iberlince, o terceiro projeto LIFE aprovado pela Comissão Europeia, para a conservação do lince ibérico, há cinco razões principais que colocam em perigo, atualmente, a recuperação deste felino.

 

O desaparecimento do seu habitat e a drástica situação do coelho bravo, colocaram o lince ibérico em perigo de extinção. Tem havido um trabalho de recuperação da espécie, tanto em Portugal, como em Espanha mas tal só é possível em cotos de caça onde haja alimento para o lince, nomeadamente o coelho bravo.

Em Portugal, está a ser um sucesso esta re-introdução, graças ao trabalho multidisciplinar de várias entidades mas, sobretudo, por parte dos caçadores, que gerem as reservas de caça e as espécies cinegéticas.

 

Segundo a Iberlince, não é a caça que coloca o lince em perigo de extinção, mas sim estas razões:

 

1) Incêndios

A sucessão repetida de incêndios, em curtos períodos de tempo, favorece a criação de áreas monoespecíficas de mato, como as estevas. Essas novas áreas abrigam uma diversidade muito menor de espécies do que a floresta mediterrânea.

 

2) Expansão urbana

O crescimento da superfície urbanizada na Península Ibérica aumentou a uma velocidade drástica, sendo maior que o crescimento populacional. Assim, o crescimento das vilas, cidades, urbanizações, complexos industriais, etc. reduzem e fragmentam de forma continuada as áreas verdes (ex. florestas, montanhas, vales, campo).

 

3) Modificação das áreas das florestas

Uma grande parte da área ocupada pela floresta mediterrânica na Península Ibérica, em meados do século XX, foi transformada em áreas com pinheiros e eucaliptos. O manuseamento das plantações é frequentemente associado à eliminação do mato, que pune diretamente a fauna, que está dependente deste tipo de vegetação.

 

4) Utilização do gado

Há sítios onde as cabeças de gado aumentaram de forma exponencial, nos últimos tempos. Sabemos que, até certo ponto e de forma moderada, estes animais (sejam vacas, cabras, ovelhas, etc) podem ajudar a limpar o terreno, aumentar os ecótonos ou favorescer a diversidade. O problema é que o gado cresce de forma avassaladora e isso leva a que o mato seja destruído na totalidade, evitando também a regeneração natural a longo prazo. Tudo isto esgota os solos e diminui significativamente a diversidade de espécies.

 

5) Modificação da agricultura

A agricultura mudou substancialmente nos últimos tempos. Os pequenos cultivos em certas zonas, foram substítuidos por grandes extensões de culturas, muitas delas intensivas. Para além das consequências que tudo isto tem na fauna e flora, os animais deixam de ter alimento, morrem mais facilmente e tudo se torna num ciclo vicioso.

 

Fonte: Revista Jara Y Sedal

 

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