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Diário de uma Caçadora

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Espanha | Morte de Lebres com suspeita de Mixomatose

A mixomatose é uma doença de origem viral que afeta o coelho, induzindo frequentemente mixomas cutâneos, mas podendo também causar morte antes do aparecimento de quaiquer sinais clínicos. Em Portugal, segundo o INIAV, o virus da mixomatose tem vindo a ser detetado tanto em cadáveres de coelho-bravo encontrados no campo, como em coelhos caçados na última época venatória 2017/2018, sendo esta monitorização efetuada no âmbito da vigilância sanitária das populações de coelho-bravo enquadrada no projeto “+COELHO: Avaliação Ecossanitária das Populações Naturais de Coelho-Bravo Visando o Controlo da Doença Hemorrágica Viral”.

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Os surtos de mixomatose são frequentemente sazonais, associados à maior abundância de insetos hematófagos que transmitem o virus de forma mecânica. Até agora, a mixomatose só tinha sido reportada muito exporadicamente em lebres (França, Irlanda e Grã-Bretanha), sendo considerada uma doença de coelhos. Mas, de acordo com a notícia recentemente publicada na Revista espanhola JARA Y SEDAL, intitulada “Confirmado: as análises confirmam que as lebres estão a morrer de mixomatose”, o Serviço de Vigilância Epidemiológica do Ministério do Meio Ambiente da Junta de Andaluzia, divulgou os resultados das primeiras duas amostras de lebres vitimizadas com sinais clínicos de mixomatose.

 

As lebres foram positivas para o vírus da doença de mixomatose pesquisado por metodologias moleculares (PCR), embora não seja excluída a possibilidade da morte destes animais ser causada por um agente tóxico ainda não identificado. Esta mortalidade inesperada em lebres tem sido verificada nas comunidades autónomas da Andalucía (Províncias de Córdoba e Jaén) e Castilla-La-Mancha, no decurso da última quinzena de julho, em locais agrícolas diversificados (olival, amendoal, cultura de melões, vinha) de várias zonas de caça, sempre acompanhada de sinais de cegueira e fraqueza.

 

Contudo, as autoridades espanholas advertiram que estes resultados são ainda provisórios, estando ainda em curso outras análises laboratoriais, assim como a recolha e investigação dos dados epidemiológicos, a fim de ser determinada a causa da mortalidade dessa espécie nas áreas afetadas. As lesões e sinais reportados nas lebres incluem lesões oculares, edema ou inflamação das pálpebras, conjuntivite e inflamação da região perianal.

 

Fonte: INIAV