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Diário de uma Caçadora

Diário de uma Caçadora

Não mates, caça!

“Não mates, caça! Porque não é o mesmo matar e caçar”. Isto escrevia Félix Rodriguez de La Fuente, há mais de 70 anos. E hoje, em pleno século XXI, não há nada de mais acertado!

 

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O ato de matar é uma consequência de quem caça, sem que isso se torne num objetivo. Há muita história vivida nestes momentos em que andamos terreno atrás de terreno, dia após dias, faça chuva ou faça sol.

Sem limites ou imposições, tudo pode ser válido num dia de caça, quando há ética e valores de um verdadeiro caçador.

Vive-se livremente, respira-se de forma diferente e até os passos são dados com uma nuance única.

 

Mas para que isto seja verdade, temos de viver (e ter) o intuito de caçar e não de matar. E talvez essa pequena (grande) diferença nos tenha levado ao patamar em que estamos hoje. Ataques constantes de pessoas que pouco ou nada conhecem sobre um ser humano livre na natureza, em que o instinto de predador e presa está patente, como numa criança de 3 anos que corre livremente atrás dos pombos ou como um jogador de râguebi que tem como objetivo “apanhar a presa”.

Vistas bem as coisas, tudo poderia ser tão fácil, se não complicássemos com teorias e ideias da moda… Se há tantos anos que andamos cá neste mundo, e se sempre se caçou (por isso o homem conseguiu evoluir), porquê quererem terminar com tudo?

 

Porque não sabem o que é caçar! E pensam que a caça se cinge ao matar… Mas, um verdadeiro caçador não mata, caça!

 

Será o mesmo? Claramente que não. A caça é uma arte, uma forma de vida, uma maneira de estarmos em permanente contacto com a natureza e conhecermos os animais como mais ninguém o sabe. Porque não vivem todos os dias com esse intuito: alimentar, gerir, conservar, planear. No fundo, Caçar!

 

Félix Rodriguez de La Fuente foi um importante naturalista, com um papel fulcral na preservação de espécies, nomeadamente o lobo e o lince ibéricos. Era caçador.

Hitler, o genocida alemão, conhecido por matar milhões de pessoas não fez nada pelos animais, pela conservação e futuro das espécies, mas idolatrava-os. Há várias teorias que apontam que este poderia ser vegetariano. Era contra a caça.

 

Diferenças?

 

Talvez no dia em que os filmes da Disney vierem até à realidade, e os animais começarem a falar, muitas pessoas comecem a perceber que caçar não é o mesmo de matar!

ML

 

* Artigo publicado na Revista da Feira da Caça do Turcifal